Os 5 problemas de pele mais comuns e como amenizá-los e tratá-los

menina com as mãos no rosto problemas de pele

Mais do que a estética, essas condições prejudicam o dia a dia e podem trazer complicações mais graves. Saiba mais sobre as doenças dermatológicas mais frequentes.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia apresenta uma longa lista de problemas de pele, apresentando a descrição de mais de 70 doenças. Embora a parte estética seja muito importante, os incômodos vão muito além da aparência.

Quando consideramos os problemas dermatológicos, devemos elencar qualquer alteração que tenha efeito negativo na saúde e no dia a dia, incluindo mudanças de aspecto, ardência, dores, deformidades, abalos emocionais e até mesmo a morte, no caso dos melanomas.

Essa ampla gama de condições que afetam o tecido cutâneo tem uma razão de ser: estamos falando do maior órgão do corpo, que também é o que está mais exposto às agressões como raios solares, frio, calor, poluição, microrganismos, insetos, substâncias irritantes etc.

Contudo, nem sempre os problemas de pele são originados por fatores externos: em muitos casos, a origem das doenças dermatológicas está no sistema imunológico da pessoa, que resolve atacar o próprio organismo – são as chamadas doenças autoimunes.

Conheça os problemas de pele mais comuns

Embora seja possível elencar os problemas de pele observados com maior frequência nos consultórios, não existe uma lista oficial sobre as doenças dermatológicas com a maior prevalência no país.

Isso acontece porque, em geral, os pacientes procuram atendimento especializado quando a condição está causando incômodos em seu dia a dia. Porém, isso não significa que essas sejam as doenças mais comuns, mas sim as que mais levam as pessoas a buscar tratamento.

Dessa forma, essas condições são aquelas que costumam causar grande impacto na saúde e na vida dos pacientes, com prejuízo tanto na aparência quanto nas relações sociais e na rotina das pessoas. Conheça as principais:

  1. Acne

Muito comum na adolescência, a acne consiste na inflamação das glândulas sebáceas e dos folículos pilosos, levando à formação de espinhas e cravos – que também podem acometer os adultos, especialmente as mulheres.

Embora antigamente a acne estivesse na lista de problemas de pele que não precisavam de tratamento por ser “coisa da idade”, hoje se sabe que o ideal é tratá-la o mais cedo possível, de modo a prevenir as cicatrizes e preservar a saúde da pele e a saúde emocional da pessoa.

Os cuidados variam conforme o grau da doença e incluem limpeza de pele, produtos tópicos (ácido salicílico, peróxido de benzoíla, retinoides etc.), antibióticos orais, hormônios, isotretinoína e procedimentos estéticos como peelings químicos, microdermoabrasão e laser.

mulher olhando espinha no espelho com a mão no rosto
  1. Melasma

Caracterizado pelo surgimento de manchas escuras na pele, principalmente no rosto, o melasma é um dos problemas de pele que mais atingem as mulheres, mas também pode acometer os homens.

O principal fator desencadeante é a exposição aos raios ultravioletas, mas essa condição também está associada ao uso da pílula anticoncepcional, à gravidez, à tendência genética e ao processo de envelhecimento.

O tratamento inclui um conjunto de medidas para clarear a pele e impedir o surgimento de novas manchas, como o uso rigoroso do protetor solar, cremes clareadores (com hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinoico etc.), peelings, laser e luz intensa pulsada.

  1. Psoríase

A psoríase é uma doença de pele não contagiosa, mas que causa um grande prejuízo psicológico devido à aparência das lesões. Sua origem está relacionada a tendências familiares e distúrbios do sistema imunológico, constituindo um problema crônico e sem cura.

Os sintomas variam entre os pacientes e costumam incluir manchas vermelhas com descamação, ressecamento da pele, ardência, coceira, sangramento das lesões e dores. Os episódios são cíclicos e podem durar semanas ou meses.

O tratamento depende do tipo e da gravidade da psoríase, podendo incluir medicamentos tópicos, orais ou injetáveis e fototerapia (aplicação de luz ultravioleta na pele de forma controlada e supervisionada por um especialista).

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  1. Dermatite

As dermatites ou eczemas são um conjunto de problemas de pele que engloba qualquer tipo de inflamação do tecido cutâneo, causando vermelhidão, ressecamento, coceira, bolhas, inchaço, crostas e descamação, entre outros sintomas. Conheça alguns dos tipos mais comuns:

  • Dermatite atópica: mais frequente em crianças, surge sem ter uma causa aparente e costuma estar relacionada à rinite ou asma;
  • Dermatite de contato: trata-se de uma reação de irritação ou alergia causada pela exposição a diversas substâncias, como plantas, látex, níquel, cosméticos e medicamentos;
  • Dermatite seborreica: inflamação crônica da pele que provoca descamação do couro cabeludo (caspa), nas sobrancelhas e ao redor das orelhas, entre outras regiões.

O tratamento varia conforme o tipo de dermatite e inclui o uso de cremes hidratantes, anti-histamínicos, pomadas com corticoide, antibióticos e terapia com luz ultravioleta.

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  1. Urticária

Caracteriza-se pelo surgimento de manchas vermelhas com um leve relevo (“vergões”) que apresentam uma coceira muito intensa. Elas podem surgir em qualquer parte do corpo e duram algumas horas, desaparecendo sem deixar marcas na pele.

A coceira, porém, pode persistir por vários dias, trazendo prejuízos em diversas áreas, incluindo o sono e a produtividade. Nem sempre é possível identificar as causas dessa irritação, que acomete 20% da população pelo menos uma vez na vida.

O tratamento consiste em cessar a exposição ao agente irritante (quando possível), medicamentos anti-histamínicos e medidas para aliviar a coceira, como a aplicação de compressas frias e o uso de roupas leves de algodão.

mulher olhando o rosto no espelho problemas de pele

Câncer de pele: não podemos deixar de falar sobre ele

Além desses problemas citados, é importante ter em mente que o Brasil tem altos índices de câncer de pele, que corresponde a 30% dos tumores malignos registrados no país de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Sua principal causa é a exposição desprotegida ao sol.

Quando diagnosticados precocemente, esses tumores oferecem grandes chances de cura, pois os tratamentos são mais eficientes e menos agressivos. Contudo, no caso dos melanomas, há o risco de metástase e morte do paciente.

Por isso, é sempre importante ter a avaliação de um médico especialista, de modo a diferenciar as origens do problema e obter a melhor orientação sobre as formas de tratamento.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).