A mamoplastia redutora pode retirar gordura, tecido glandular e pele, em proporções que variam conforme a anatomia e as necessidades de cada paciente.
A mamoplastia redutora não trabalha apenas com um tipo de tecido. Durante a cirurgia, o cirurgião reduz o volume da mama por meio da retirada de uma combinação de tecido glandular, gordura e excesso de pele, conforme as características individuais e o planejamento cirúrgico.
A técnica depende da anatomia, da composição da mama e da quantidade de redução necessária.
De que é composta a mama?
A mama apresenta diferentes tipos de tecido. O tecido glandular inclui estruturas relacionadas à produção e ao transporte do leite, enquanto o tecido adiposo corresponde à gordura presente ao redor dessas estruturas. Há ainda tecido conjuntivo, que participa da sustentação da mama.
A proporção entre tecido glandular, fibroso e adiposo não é igual em todas as mulheres. Algumas mamas apresentam maior quantidade de gordura, enquanto outras apresentam uma participação proporcionalmente maior de tecido fibroglandular.
Essa diferença ajuda a entender por que duas pacientes com mamas de tamanho semelhante nem sempre passam pelo mesmo tipo ou pela mesma extensão de redução.
A mamoplastia redutora retira só gordura, só glândula ou os dois?
Na maioria dos casos, a mamoplastia redutora envolve a retirada de diferentes tecidos. O cirurgião define quanto de gordura, glândula mamária e pele participa da redução de acordo com a avaliação pré-operatória e com o objetivo cirúrgico estabelecido para aquela paciente.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) informa que, em algumas situações, a lipoaspiração também participa da cirurgia para complementar a remoção de gordura. Isso não significa, porém, que toda redução mamária se resume à aspiração de tecido adiposo. Quando existe excesso glandular ou de pele, esses componentes também entram no planejamento.
Por isso, a resposta de como funciona a mamoplastia redutora não se resume somente ao tamanho da mama. A composição do tecido e as características da pele também influenciam a técnica.
Por que a composição da mama muda a mamoplastia redutora?
Uma mama com maior predominância de tecido adiposo apresenta características diferentes de outra com maior quantidade de tecido glandular. Essa variação interfere diretamente no planejamento da mamoplastia redutora.
Em uma paciente com maior componente gorduroso, a retirada de gordura pode representar uma parcela mais relevante da redução. Quando existe predominância glandular, o cirurgião pode precisar retirar proporcionalmente mais tecido mamário.
A quantidade de pele excedente também entra nessa avaliação. Quando há flacidez ou queda associada, a cirurgia remodela o tecido remanescente e reposiciona a mama. No entanto, caso o quadro de flacidez seja muito acentuado, pode se tornar necessário a associação com uma mastopexia.
Não existe, portanto, uma proporção fixa de gordura e glândula que se aplica a todas as pacientes. A avaliação individual define como é a mamoplastia redutora em cada caso.
Remover a glândula mamária compromete a amamentação?
A retirada de tecido glandular pode interferir na capacidade de amamentação, mas isso não significa que toda paciente submetida à cirurgia deixa definitivamente de conseguir amamentar.
O impacto depende de fatores como a técnica empregada, o volume retirado e a preservação das estruturas responsáveis pela produção e pelo transporte do leite. A SBCP alerta que a capacidade de amamentar após a mamoplastia redutora pode ser prejudicada e recomenda que pacientes que planejam ter filhos discutam essa questão com o cirurgião antes da operação.
Por esse motivo, planos de gestação e amamentação fazem parte da avaliação pré-operatória. Essa conversa permite que o planejamento considere tanto o objetivo de redução das mamas quanto aspectos funcionais relevantes para a paciente.
Como decidir a técnica da mamoplastia redutora?
A definição da técnica parte do exame individual das mamas, da quantidade e distribuição dos tecidos, do excesso de pele, da posição das aréolas e do volume que precisa ser reduzido. Não existe uma abordagem única que se aplica da mesma maneira a todas as pacientes.
Entender que a mamoplastia redutora pode retirar gordura, glândula e pele ajuda a criar expectativas mais realistas sobre o procedimento. Em consulta, a Dra. Luciana Pepino avalia essas características e esclarece quais possibilidades cirúrgicas se relacionam ao caso de cada paciente. Agende sua consulta para receber uma avaliação individualizada e esclarecer suas dúvidas sobre a mamoplastia redutora.
Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

