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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
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Dermatite atópica pós-cirurgia plástica: como tratar?

Como tratar dermatite atópica

Cuidados com a hidratação da pele evitam crises de alergia após cirurgia plástica

A realização de uma cirurgia plástica é motivada por questões estéticas, no entanto, os cuidados pós-operatórios são essenciais para evitar problema, principalmente na pele.

Por essa razão, é importante conhecer os sintomas e tratamento da dermatite atópica.

Esse problema de pele pode surgir em decorrência de cuidados insuficientes com a hidratação cutânea durante a recuperação. Saiba mais a seguir!

O que é a dermatite atópica?

A dermatite atópica é uma doença inflamatória caracterizada por eczema atópico que ocorre devido à ausência da barreira de proteção da pele, o que provoca perda de água frequente causando o ressecamento da pele.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o problema afeta cerca de 7% da população adulta, mas é predominante na infância, sendo que 25% das crianças no país são diagnosticadas com a condição.

Trata-se de uma alergia cutânea crônica de origem genética, mas que pode ser desencadeada por fatores ambientais.

O quadro clínico pode ser leve, moderado ou grave, sendo que a condição é caracterizada por uma pele seca, áspera, com feridas e manchas e que pode desencadear coceiras.

Ela surge mais frequentemente nas dobras do corpo, como nos braços e atrás do joelho. Apesar da vermelhidão aparente, a condição não é contagiosa.

Apesar disso, frequentemente é encarada com preconceito, resultando na exclusão social dos pacientes com quadros mais severos, o que demanda atenção ao tratamento de dermatite atópica.

Quais são as causas e sintomas?

Apesar de a dermatite atópica ser uma condição genética e crônica, diferentes fatores desencadeiam as crises, sendo que eles variam de pessoa para pessoa.

A dermatite é uma condição que acompanha o paciente por toda a vida, no entanto, não significa que ele não vá ter qualidade de vida. O importante é diagnosticar a condição e iniciar o tratamento da dermatite atópica.

Entre as situações que podem desencadear as crises de dermatite, com sintomas mais incômodos incluem-se:

  • contato com materiais ásperos;
  • exposição à poeira;
  • contato com detergentes ou produtos de limpeza em geral;
  • usar roupas de lã ou de tecido sintético;
  • mudanças bruscas ou temperaturas extremas;
  • infecções;
  • baixa imunidade;
  • ingestão de determinados alimentos;
  • situações de estresse.

Em geral, no pós-cirurgia plástica a paciente encontra-se em uma situação de baixa imunidade e de estresse, o que pode intensificar quadros de dermatite atópica.

No pós-operatório há uma necessidade adicional de hidratar a pele, pois o processo de cicatrização pode ser comprometido com o surgimento de uma alergia cutânea.

Entre os sintomas que podem ser monitorados pelas pacientes para identificar o quadro e buscar auxílio especializado destacam-se:

  • ressecamento;
  • irritação e sensibilidade;
  • erupções e crostas;
  • coceira.

Nos adultos, manifestações da dermatite atópica incluem vermelhidão com coceira e líquidos. Elas são mais comuns nas dobras do pescoço, cotovelos e joelhos.

Dicas e tratamentos para dermatite atópica

Dermatite atópica: tratamento e recuperação

Após o diagnóstico, o tratamento da dermatite atópica visa controlar a coceira, reduzir a inflamação e as recorrências da doença.

A primeira recomendação dos especialistas é o uso dos hidratantes corporais visando devolver a umidade à pele e aliviar o eczema.

Podem ser indicados produtos hipoalergênicos específicos que devem ser usados várias vezes ao dia ou quando a pele ficar ressecada.

Outra recomendação é evitar o contato da pele com ambientes problemáticos, como locais com poeira, pólen, sabonetes com perfume, produtos de limpeza e tabaco.

Indica-se que os banhos não sejam demorados, usem água morna ou fria e sem o uso de escovas e buchas.

Dependendo do quadro o tratamento da dermatite atópica pode incluir o uso de anti-histamínicos por via oral para auxiliar na redução da coceira.

Muitos tratamentos são tópicos, com pomadas, hidratantes ou shampoos específicos e, em alguns casos, com cortisona. Mas essa indicação deve ser realizada estritamente pelo médico responsável.

Casos mais graves podem demandar uso de medicamentos orais como corticoides ou imunossupressores, como ciclosporina e metotrexate.

No caso do tratamento da dermatite atópica no pós-operatório da cirurgia plástica é importante conversar com o cirurgião plástico responsável. Ele pode recomendar cuidados específicos, como:

  • uso abundante de hidratante;
  • ingerir quantidades adequadas de água;
  • evitar ficar deitado ou na mesma posição por muito tempo;
  • evitar o tabaco;
  • não se expor continuamente ao sol;
  • ter uma alimentação saudável dando preferência aos alimentos naturais.

O ideal é que pacientes que já têm histórico de dermatite atópica ou outras doenças de pele, como psoríase, rosácea, sensibilidade e alergias informem o cirurgião plástico sobre a presença dessa condição ainda no pré-operatório.

Com esse aviso antecipado, o profissional já pode fazer recomendações específicas para o pós-operatório da cirurgia plástica que minimize as chances de desencadear um quadro alérgico durante a recuperação.

Além disso, esses pacientes devem ter cuidados adicionais antes e depois da cirurgia, como hidratar adequadamente a pele ainda no pré-cirúrgico e posteriormente evitar ambientes e o contato com produtos que facilitem a ocorrência.

Somando cuidados preventivos e as opções de tratamento da dermatite atópica, as pacientes têm chances reduzidas de que o problema comprometa a recuperação ou resultados da cirurgia plástica.

 

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Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).