A flacidez em homens pode atingir face e corpo, mas o tratamento varia conforme a causa, a região e a intensidade da alteração.
A flacidez em homens pode surgir no rosto, pescoço, abdômen, braços e em outras áreas, com intensidade variável. Envelhecimento, exposição solar, oscilações de peso e características individuais influenciam essa mudança.
A pele masculina costuma ser mais espessa e apresentar maior quantidade de colágeno do que a feminina. Isso não impede a perda de firmeza. Com os anos, a produção e a organização das fibras de colágeno se modificam, reduzindo a sustentação da pele.
A flacidez resulta de alterações na pele, na gordura, nos músculos e nos tecidos de sustentação. Por isso, o tratamento precisa considerar a região afetada e a causa predominante, em vez de se limitar à aparência superficial.
O envelhecimento cronológico reduz a renovação celular e modifica o metabolismo dos fibroblastos, responsáveis pela produção de colágeno.
A exposição solar sem proteção também acelera esse processo. A radiação ultravioleta altera fibras de colágeno e elastina, favorecendo perda de elasticidade, manchas e textura irregular. Além disso, tabagismo, sono insuficiente e alimentação desequilibrada também podem interferir na pele.
A perda de peso modifica o volume que sustentava a pele. Quando o emagrecimento é expressivo ou rápido, o tecido pode não se retrair na mesma proporção, deixando sobras principalmente no abdômen, peito, braços, coxas, pescoço e face.
A intensidade depende da idade, do tempo de sobrepeso, da quantidade de peso eliminada, da genética e da qualidade cutânea. O fortalecimento muscular melhora o contorno de algumas regiões, mas não remove excesso de pele. Exercícios e alimentação adequada participam do cuidado geral, porém podem não corrigir sozinhos uma flacidez acentuada.
Os procedimentos não cirúrgicos costumam ser mais adequados para alterações leves ou moderadas. Eles podem estimular o colágeno, melhorar a textura ou recompor volumes perdidos, mas não retiram grandes quantidades de pele excedente.
Radiofrequência, ultrassom microfocado e outras tecnologias de energia produzem estímulos térmicos controlados em diferentes profundidades. O objetivo é favorecer a remodelação do colágeno e uma melhora gradual da firmeza. Os resultados variam conforme equipamento, protocolo, espessura da pele e grau de flacidez.
Na face, bioestimuladores de colágeno podem melhorar a qualidade cutânea, enquanto preenchedores podem restaurar suporte em áreas selecionadas. A aplicação precisa respeitar a anatomia masculina, que geralmente valoriza ângulos marcados e transições menos arredondadas.
A flacidez em homens também pode ser abordada com fotoproteção e produtos prescritos para melhorar textura e renovação. Cremes não reposicionam tecidos profundos nem eliminam excesso de pele, mas podem complementar o plano.
A combinação entre métodos pode ser considerada quando diferentes fatores contribuem para a alteração, desde que cada recurso tenha objetivo bem definido.
A cirurgia pode ser considerada quando existe excesso de pele significativo, queda dos tecidos profundos ou pouca resposta esperada com procedimentos ambulatoriais. A escolha depende da área afetada e das condições clínicas.
No rosto e no pescoço, o lifting facial permite reposicionar tecidos e retirar pele excedente. Casos menos extensos podem receber indicação de microlifting, enquanto alterações mais marcadas podem exigir abordagem ampla.
No abdômen, a abdominoplastia trata excesso de pele e, quando necessário, alterações da parede abdominal. O lifting de braço e o lifting de coxas podem ser considerados após emagrecimento importante, quando as sobras provocam desconforto ou prejudicam o contorno.
A lipoaspiração não é um tratamento isolado para flacidez. Ela reduz gordura localizada, mas sua indicação precisa considerar a retração da pele. Quando há excesso cutâneo, retirar gordura sem tratar a pele pode deixar a região mais irregular.
A avaliação deve identificar se predomina perda de elasticidade, redução de volume, gordura localizada, afastamento muscular ou excesso de pele. Também entram no planejamento o histórico de peso, tabagismo, doenças preexistentes e expectativas.
Homens com alterações discretas podem se beneficiar de tecnologias, bioestimuladores ou combinações bem indicadas. Casos com sobras de pele evidentes podem exigir cirurgia para alcançar uma correção proporcional à intensidade do quadro.
O tratamento da flacidez em homens deve preservar características masculinas e evitar mudanças artificiais. Em consulta, a Dra. Luciana Pepino avalia face e corpo de forma individualizada para definir se cuidados clínicos, procedimentos não cirúrgicos, cirurgia ou uma associação apresentam indicação.
Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.