A doença do silicone tem sido tema de muitas conversas entre pacientes e profissionais de saúde, especialmente entre mulheres que possuem próteses mamárias e passaram a notar sintomas persistentes sem causa aparente.
Embora médicos utilizem amplamente o silicone e o considerem seguro na maioria dos casos, o organismo pode reagir de forma individualizada em algumas situações, o que exige investigação cuidadosa e decisões personalizadas.
Por isso, entender o que caracteriza a doença do silicone ajuda a reduzir inseguranças e a orientar decisões mais conscientes sobre o tratamento.
Profissionais de saúde costumam usar o termo “doença do silicone” para descrever um conjunto de sintomas que algumas mulheres relatam após a colocação de próteses mamárias.
Não se trata de um diagnóstico único e fechado, mas de uma condição em estudo, frequentemente associada a respostas inflamatórias ou autoimunes do organismo.
Em parte dos casos, os exames tradicionais não apontam alterações específicas, o que pode gerar frustração. Ainda assim, os sintomas são reais e impactam a qualidade de vida. Por isso, a avaliação médica deve considerar histórico clínico, exames complementares e a evolução dos sinais ao longo do tempo.
Os sintomas da doença do silicone podem variar bastante. Algumas pacientes descrevem cansaço intenso, dores articulares e musculares, queda de cabelo, alterações de memória e dificuldade de concentração. Em outros casos, surgem ansiedade, sensação de inchaço constante e desconfortos na região das mamas.
É importante destacar que esses sintomas podem ter múltiplas causas. Por isso, o processo diagnóstico costuma ser cuidadoso e multidisciplinar, descartando outras condições antes de relacionar o quadro às próteses mamárias.
Mesmo sem um exame específico que confirme a condição, a escuta clínica tem papel central. Quando os sintomas persistem e afetam o bem-estar, a discussão sobre alternativas terapêuticas passa a fazer sentido.
O explante mamário é a cirurgia de retirada das próteses de silicone e pode acontecer em diferentes contextos. Em casos suspeitos de doença do silicone, médica e paciente costumam tomar a decisão em conjunto, considerando a intensidade dos sintomas, o impacto na rotina e as expectativas individuais.
Não existe uma regra única. Algumas mulheres relatam melhora significativa após o explante, enquanto outras percebem mudanças mais graduais. O ponto central é que a indicação não se baseia apenas no implante em si, mas no conjunto de sinais clínicos e na resposta do corpo ao longo do tempo.
Durante a consulta, são avaliados fatores como tempo de uso da prótese, tipo do implante, histórico de cirurgias anteriores e condições gerais de saúde. Essa análise personalizada contribui para decisões mais seguras.
Após o explante, o corpo passa por um processo de adaptação. Em muitos casos, há relatos de alívio progressivo dos sintomas ao longo dos meses. Do ponto de vista estético, a cirurgia pode ser associada a técnicas que preservam a harmonia das mamas, dependendo da avaliação médica.
O acompanhamento após o procedimento é essencial para monitorar a recuperação e observar a evolução clínica. Assim como em qualquer cirurgia, seguir as orientações médicas influencia diretamente o bem-estar e a segurança.
Falar sobre próteses mamárias e possíveis reações do organismo envolve saúde física e emocional. A decisão pelo explante mamário costuma trazer alívio quando há escuta, acolhimento e clareza sobre cada etapa do processo.
Na clínica Dra. Luciana Pepino, o atendimento prioriza uma avaliação individualizada, com foco em segurança, transparência e respeito às escolhas da paciente. O acompanhamento próximo antes e depois da cirurgia contribui para uma experiência mais tranquila e consciente.
Ao final, compreender a doença do silicone e suas possibilidades de manejo permite que cada mulher faça escolhas alinhadas ao seu bem-estar, com base em informação confiável e orientação médica especializada.
Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Assine e receba dicas, novidades, materiais e muito mais.