A prótese de silicone encapsulada pode causar mudanças na consistência, no formato e na sensibilidade da mama, e a avaliação médica esclarece a causa desses sinais.
Alguns sinais físicos podem sugerir a presença de uma prótese de silicone encapsulada, como endurecimento da mama, alteração do formato, desconforto ou dor. Ainda assim, esses sintomas não confirmam o diagnóstico isoladamente, que depende de avaliação médica e, quando indicado, de exames de imagem.
O encapsulamento pode surgir em diferentes momentos após a colocação do implante. Por isso, mudanças progressivas na consistência, na posição ou na aparência da mama merecem atenção, principalmente quando aparecem de forma unilateral ou acompanhadas de dor.
O que é o encapsulamento da prótese de silicone?
Após a colocação de uma prótese de mama, o organismo forma naturalmente uma cápsula de tecido cicatricial ao redor do implante. Esse processo faz parte da resposta normal do corpo à presença da prótese.
A contratura capsular ocorre quando essa cápsula se torna mais rígida e se contrai ao redor da prótese, provocando graus variados de endurecimento e deformação. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reconhece a contratura capsular como uma possível complicação da cirurgia com implantes mamários.
O encapsulamento da prótese de silicone, portanto, não corresponde simplesmente à presença da cápsula, que é esperada. A alteração ocorre quando esse tecido exerce pressão sobre o implante e modifica a consistência ou o formato da mama.
Quais são os principais sinais de que a prótese de silicone pode estar encapsulada?
Os sintomas variam conforme o grau da contratura. Em fases iniciais, a alteração pode ser discreta, enquanto casos mais avançados apresentam sinais mais evidentes. Entre os achados que justificam avaliação médica estão:
- aumento da firmeza ou endurecimento de uma ou das duas mamas;
- mudança no formato ou na posição da mama;
- assimetria que surge ou se intensifica com o tempo;
- sensação de pressão ou tensão ao redor do implante;
- desconforto ao toque;
- dor, principalmente nos graus mais avançados.
A presença de um desses sinais não determina, por si só, que exista uma prótese de silicone encapsulada. Outras alterações relacionadas ao implante ou ao próprio tecido mamário podem produzir sintomas semelhantes.
Como é feita a classificação e o diagnóstico da contratura capsular?
A avaliação começa pelo exame clínico, no qual o cirurgião observa o formato das mamas e verifica consistência, mobilidade, sensibilidade e possíveis assimetrias. Exames de imagem também podem ser solicitados de acordo com o caso.
A escala de Baker classifica a contratura capsular em quatro graus. No grau I, a mama permanece macia e com aparência natural. No grau II, apresenta alguma firmeza, mas mantém aparência habitual. Já no grau III, fica firme e apresenta alteração visível de formato. No grau IV, além da rigidez e da deformidade, há dor.
A Food and Drug Administration (FDA) considera os graus III e IV formas mais graves de contratura capsular, que podem exigir nova intervenção cirúrgica.
O que fazer ao notar algum desses sinais?
Ao perceber endurecimento, dor, mudança de formato ou assimetria, a orientação é procurar o cirurgião plástico para uma avaliação. O tratamento depende da intensidade da contratura, dos sintomas, da condição do implante e das características individuais da paciente.
Nem toda contratura exige a mesma conduta. Em casos mais importantes, o planejamento pode envolver abordagem da cápsula e retirada ou substituição do implante, mas a indicação permanece individualizada.
A prótese de silicone encapsulada pode apresentar sinais perceptíveis, mas somente a avaliação médica diferencia a contratura capsular de outras alterações da mama ou do implante. A Dra. Luciana Pepino realiza essa análise de forma individualizada e orienta a conduta adequada para cada caso. Agende uma consulta para avaliar alterações nas mamas e esclarecer suas dúvidas.
Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.
