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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
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Doenças sexualmente transmissíveis: conheça as principais e mais perigosas à saúde da mulher

Doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis apresentam riscos extras para as mulheres. Saiba como reconhecê-las.

As doenças sexualmente transmissíveis ainda são muito estigmatizadas, impedindo que muitos pacientes procurem tratamento médico por se sentirem envergonhados de seus sintomas. Em outros casos, as doenças são assintomáticas, e os infectados nem ao menos sabem que estão lidando com uma DST.

Para as mulheres, as DSTs são ainda mais graves por causarem complicações geralmente relacionadas à gestação, sendo muitas vezes perigosas também para o feto. Além do HIV, que permanece sendo incurável, saiba mais sobre outras doenças sexualmente transmissíveis que são perigosas especialmente para as mulheres.

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HPV: VÍRUS DO PAPILOMA HUMANO

Os HPV, ou vírus do papiloma humano, são um conjunto de mais de 150 tipos de vírus HPV capaz de infectar a pele e a mucosa, sendo que aproximadamente 40 deles podem infectar a genitália e o ânus. Esse vírus é tão comum que se estima que 80% a 90% das pessoas que já iniciaram sua vida sexual tenham entrado em contato com algum tipo de HPV.

Geralmente, a infeção é assintomática, e somente 5% dos pacientes apresentam algum sintoma. Nesses casos, os sintomas são prurido na vulva, dor durante o ato sexual e o surgimento de manchas brancas e verrugas na genitália feminina e masculina.

Embora a infecção pelo HPV seja temporária e quase sempre regrida sozinha, existem alguns tipos de vírus HPV que são bem mais persistentes – e o maior perigo é que eles podem contribuir para o desenvolvimento de um câncer.

Isso acontece porque, se não forem tratadas, as verrugas e lesões causadas pelo vírus podem evoluir para uma neoplasia que atinge vagina, vulva, ânus, pênis, boca, orofaringe e especialmente o colo de útero, oferecendo um risco aumentado para as mulheres.

Prevenção contra o HPV

Embora o uso de preservativo durante toda a relação sexual seja altamente recomendado, é sabido que ele não protege totalmente contra a infeção pelo HPV, pois outras partes do corpo ficam expostas e são suscetíveis ao contágio (vulva e bolsa escrotal, por exemplo).

A melhor forma de prevenção contra este vírus é a vacina, preferencialmente aplicada antes do início da vida sexual. A Anvisa aprovou a vacina quadrivalente para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26, enquanto a bivalente foi aprovada para mulheres de 10 a 25 anos.

Além disso, para detectar um possível câncer de colo de útero em estágio inicial, ou mesmo as lesões precursoras, é indicado que as mulheres façam o exame Papanicolau uma vez por ano a partir do início da vida sexual.

SÍFILIS

Outra DST perigosa especialmente para as mulheres é a sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum. Além de poder ser transmitida na relação sexual, existe a possibilidade de contágio da mãe para a criança durante a gestação ou o parto.

Nos adultos, a sífilis apresenta quatro fases distantes, com sintomas diferentes. Na sífilis primária, costuma aparecer uma ferida única no local do contágio cerca de 10 a 90 dias depois da relação sexual. Essa ferida não causa dor ou prurido nem apresenta secreção, podendo ser acompanhada por ínguas na virilha.

Na sífilis secundária, que acontece entre 6 semanas e 6 meses a partir do surgimento da ferida, podem aparecer manchas nas palmas das mãos e dos pés. A fase da sífilis latente é caracterizada pela ausência de sintomas, podendo acontecer a partir de um ano do contágio. Por fim, a sífilis terciária pode surgir entre 2 a 40 anos depois da infecção e se manifestar com lesões na pele, nos ossos, no sistema cardiovascular e no sistema neurológico.

Sífilis congênita

A sífilis transmitida da mãe para o bebê pode ter complicações como aborto espontâneo, malformação, surdez, cegueira, deficiência mental, parto prematuro e morte no nascimento. Inclusive, estima-se que a falta de tratamento da sífilis em gestantes seja responsável por 25% dos bebês natimortos e 14% das mortes em recém-nascidos.

A doença costuma se manifestar logo nos primeiros meses depois do nascimento, mas os sintomas podem aparecer até os dois anos da criança. Dessa forma, o pré-natal e o acompanhamento médico durante a gravidez são de grande importância para o controle da sífilis congênita.

HERPES GENITAL

O herpes é uma DST, doença sexualmente transmissível, causada por um vírus bastante frequente na população: estima-se que pelo menos 20% dos adultos estejam infectados, mesmo que a maioria não apresente sintomas nem saiba que está contaminada.

Transmitido pelo contato desprotegido durante a relação sexual, a herpes genital provoca sintomas em apenas 20% dos infectados. Entre eles, estão o surgimento de pequenas bolhas agrupadas nos órgãos genitais, que são bastante dolorosas.

A principal complicação do herpes genital para as mulheres é o risco de transmissão para o bebê durante o parto, quando a criança pode entrar em contato com as secreções vaginais. A probabilidade aumenta se o herpes for adquirido próximo ao nascimento do bebê. Uma forma de diminuir as chances de transmissão é por meio da cesárea.

DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA

A doença inflamatória pélvica, ou DIP, não é uma DST propriamente, mas sim uma complicação que pode surgir a partir da falta de tratamento adequado para a gonorreia e a infecção por clamídia – a DIP também pode surgir por meios não relacionados ao contato sexual.

Quando a paciente com gonorreia ou infecção por clamídia não recebe o tratamento adequado, essas doenças podem atingir seus órgãos reprodutores internos, como útero, trompas e ovários. Suas principais complicações para as mulheres são aumento de 6 a 10 vezes a chance de ter uma gravidez ectópica (fora do útero), abortos, infertilidade e até mesmo a morte da paciente.

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Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).