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Qual o risco de trombose após abdominoplastia?

Entenda qual é o risco real de trombose após a abdominoplastia, quais sintomas exigem atenção e como a equipe médica trabalha para prevenir.

A trombose após abdominoplastia é uma complicação possível, mas pouco frequente. Como a abdominoplastia é uma cirurgia de maior porte, o procedimento exige atenção especial ao risco de formação de coágulos sanguíneos. Por esse motivo, a prevenção faz parte do planejamento cirúrgico e dos cuidados durante a recuperação.

Embora o risco seja considerado baixo na maioria das pacientes, ele varia conforme as condições clínicas individuais, a extensão da cirurgia e a presença de fatores que favorecem a formação de coágulos.

Por que a trombose pode acontecer após a abdominoplastia?

A trombose venosa profunda (TVP) ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma nas veias profundas, principalmente das pernas, e dificulta a circulação do sangue.

Durante a abdominoplastia, alguns fatores contribuem para esse risco, como o tempo prolongado em posição deitada, a posição corporal durante a cirurgia e a redução da movimentação nos primeiros dias de recuperação.

Essas condições favorecem a diminuição do fluxo sanguíneo nas pernas. Além disso, a própria resposta do organismo ao procedimento cirúrgico pode aumentar temporariamente a tendência à coagulação.

Por isso, a prevenção da trombose integra os protocolos de segurança da cirurgia.

Qual é o risco de trombose após abdominoplastia?

O risco de trombose após abdominoplastia é geralmente baixo, mas não existe um percentual único aplicável a todas as pacientes. A probabilidade varia conforme as características individuais e a complexidade do procedimento.

Entre os fatores que aumentam esse risco estão obesidade, tabagismo, histórico anterior de trombose, alterações da coagulação, uso de determinados hormônios e cirurgias de longa duração.

Procedimentos associados, como a lipoaspiração, também exigem avaliação criteriosa, especialmente quando aumentam o tempo cirúrgico.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reconhece a trombose venosa profunda entre as possíveis complicações da abdominoplastia. Dessa forma, a avaliação pré-operatória permite identificar fatores de risco e definir medidas preventivas individualizadas.

Quais são os sintomas de trombose após abdominoplastia?

Os principais sintomas de trombose após abdominoplastia incluem dor na panturrilha, inchaço em uma das pernas, aumento da temperatura local e vermelhidão.

Embora algum inchaço possa ocorrer durante a recuperação, o aumento assimétrico do volume de uma perna, principalmente quando acompanhado de dor, exige avaliação médica imediata.

A complicação mais grave é a embolia pulmonar, que ocorre quando um coágulo alcança a circulação dos pulmões. Seus sinais incluem falta de ar repentina, dor no peito, tosse, palpitações e aceleração dos batimentos cardíacos.

Na presença de sintomas respiratórios ou dor torácica, a paciente deve procurar atendimento de emergência imediatamente. Diante de suspeita de trombose na perna, também é necessário buscar avaliação médica urgente, sem aguardar a consulta de retorno.

Como prevenir a trombose após abdominoplastia?

A prevenção começa antes da cirurgia, com avaliação do histórico clínico, exames conforme a indicação médica e identificação dos fatores individuais de risco.

Durante o procedimento, a equipe pode utilizar dispositivos de compressão pneumática nas pernas, que favorecem a circulação sanguínea.

No pós-operatório, a movimentação precoce, com caminhadas leves conforme a liberação médica, contribui para reduzir a estase sanguínea.

A hidratação adequada e o uso de meias de compressão, quando indicadas, também fazem parte dos cuidados.

Em situações específicas, o cirurgião recomenda medicamentos anticoagulantes, considerando o equilíbrio entre o risco de trombose e o de sangramento.

Segurança e acompanhamento durante a recuperação

A trombose após abdominoplastia é uma complicação pouco frequente, cujo risco pode ser reduzido com medidas preventivas adequadas, embora não seja possível eliminá-lo completamente.

Seguir as orientações de movimentação, reconhecer sinais de alerta e manter acompanhamento próximo da equipe médica são cuidados essenciais.

A Dra. Luciana Pepino realiza uma avaliação individualizada das condições clínicas e dos riscos envolvidos no procedimento. Para esclarecer dúvidas sobre a cirurgia e seu pós-operatório, agende uma consulta e receba orientações específicas para o seu caso.

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.




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