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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
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Melasma: você sabe o que é?

Saiba o que é melasma

Mulheres correspondem a 90% dos casos diagnosticados de melasma. Saiba mais!

O surgimento de manchas na pele é um incômodo frequente de mulheres de diferentes idades e tons de pele. Para realizar o diagnóstico e tratamento adequado, entretanto, é fundamental entender o que é melasma e outros tipos de pigmentação cutânea.

A identificação correta do tipo de mancha na pele é o primeiro passo para realizar o tratamento adequado. O diagnóstico deve ser realizado, preferencialmente, por um especialista, mas é possível saber um pouco mais sobre o tema antes.

Assim, conheça a seguir o que é melasma, quais as causas dessa condição e também informações sobre o tratamento.

O que é melasma?

O melasma consiste no aparecimento de manchas escuras na pele, sendo mais frequentes no rosto, ainda que possam afetar outras partes que sejam normalmente expostas ao sol como o colo e braços.

A condição é mais comum nas mulheres entre 20 e 50 anos, sendo que o público feminino corresponde a 90% dos casos diagnosticados.

Além de saber o que é melasma é necessário saber identificá-lo. Ele é caracterizado por manchas escurecidas que podem se manifestar em diferentes cores de acordo com o tom da pele. Elas têm formato irregular e, em geral simétrico dos dois lados do rosto.

Existem diferentes tipos de melasma que indicam a gravidade do quadro e chances de sucesso no tratamento. São eles:

  • melasma epidérmico: caracterizado pela presença de um depósito aumentado de pigmento na epiderme (superficial);
  • melasma dérmico: quando o depósito de melanina ocorre ao redor dos vasos superficiais e profundos;
  • misto: a quantidade aumentada de pigmento está tanto na epiderme quanto na derme.

A condição também pode ser classificada de acordo com o local no qual aparece na face, podendo ser malar (maçãs do rosto), centrofacial (testa, bochechas, lábio, nariz e queixo) e mandibular.

O melasma pode ser diferenciado de outras manchas principalmente pelo formato e também por não ser motivado por um processo inflamatório prévio, como acne, dermatite atópica e psoríase.

O que causa o melasma?

O surgimento do melasma não está relacionado a uma única causa, mas sabe-se que o principal responsável é a exposição solar.

Outros aspectos que também influenciam o surgimento da condição incluem o uso de anticoncepcionais e determinadas medicações, fatores hormonais, predisposição genética, doenças como as hepatopatias e gravidez.

Apesar dessa diversidade de causas, a maior parte dos quadros de melasma ocorre em pacientes com histórico de exposição diária ou intermitente ao sol, principalmente se não houver prevenção, como uso de protetor solar, bonés e outros.

O que ocorre é que a luz solar contém radiação ultravioleta que estimula os melanócitos, responsáveis pela produção de melanina que pigmenta a pele.

Além dessas causas existem alguns fatores de risco que fazem que determinados grupos tenham maior predisposição a ter o problema, como:

  • ser mulher, visto que elas correspondem a 90% dos casos diagnosticados;
  • pessoas com tom de pele mais escuro, visto que possuem mais melanócitos que podem ser estimulados para produzir melanina;
  • gestantes em decorrência das alterações hormonais;
  • ter familiares com a condição;
  • ficar exposto ao sol, sem proteção, quando as temperaturas estão alta.

Ao fazer parte do grupo de risco é recomendado que a paciente adote todos os métodos preventivos e esteja mais atenta ao surgimento de manchas para buscar auxílio precoce.

Como saber o que é melasma

Quais as opções de tratamento para melasma?

Caso a paciente identifique manchas na pele com características de melasma deve procurar um dermatologista para confirmação do diagnóstico e definição do tratamento.

A primeira conduta recomendada pelo especialista é que a paciente inicie cuidados preventivos com o uso do protetor solar com fator de proteção (FPS) de no mínimo 30. O produto deve ser usado mesmo em ambientes internos e em toda a região exposta, como braços e colo.

Além da proteção solar para minimizar o agravamento da condição outras condutas podem ser recomendadas, como:

  • uso de cremes clareadores a base de hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinóico, ácido azelaico e outras substâncias clareadoras;
  • realização de peeling com foco no clareamento da pele;
  • tratamentos a laser utilizando a energia luminosa para amenizar as manchas. Destaca-se que esse procedimento só pode ser realizado por especialistas, pois pode prejudicar os resultados quando mal executado.

Após iniciado o tratamento do melasma podem demorar alguns meses para que os resultados sejam observados.

Destaca-se que não há cura para o melasma, de forma que as manchas podem ser amenizadas, mas a exposição solar, principalmente no verão, pode resultar na hiperpigmentação delas, fazendo com que voltem a ficar aparentes.

Portanto, para pacientes que já tiveram quadros de melasma, ainda que as manchas estejam controladas, são indispensáveis os cuidados adequados no verão, como:

  • uso do protetor solar com reaplicações a cada três horas;
  • associar o uso do protetor solar a um antioxidante, como a vitamina C;
  • evitar a exposição ao sol das 10h às 16h;
  • refrescar a pele, uma opção é usando água termal;
  • usar proteções físicas, como óculos de sol, chapéu e guarda-sol;
  • investir em uma alimentação saudável, com opções antioxidantes como cúrcuma, azeite de oliva, aveia e frutas cítricas e vermelhas.

Portanto, além de entender o que é melasma é fundamental que a paciente busque ajuda especializada e adote cuidados preventivos, especialmente no verão.

 

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Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).