Os riscos do microlifting existem, como em qualquer cirurgia, mas tendem a ser mais bem controlados quando há indicação adequada, avaliação pré-operatória cuidadosa e boa adesão aos cuidados de recuperação.
O microlifting é uma variação de lifting facial com proposta de correção mais localizada ou menos extensa, geralmente voltada a pacientes com sinais iniciais de flacidez e queda tecidual. No entanto, ainda que seja visto como um procedimento menor quando comparado a lifting faciais mais amplos, isso não significa ausência de risco.
Antes de pensar em contra indicações, vale entender quais complicações realmente podem acontecer. Isso ajuda a diferenciar um risco concreto de um medo genérico.
Entre os eventos mais conhecidos em cirurgias faciais estão sangramento, formação de hematoma e infecção. Nem sempre essas intercorrências são graves, mas podem exigir acompanhamento mais próximo, drenagem, uso de medicação ou até revisão cirúrgica, dependendo da evolução.
Além do impacto na recuperação, esses problemas podem interferir na acomodação dos tecidos e na qualidade final da cicatriz.
Outro grupo importante dentro dos riscos do microlifting envolve má cicatrização, alargamento cicatricial, retrações e assimetrias residuais. Esse tipo de desfecho pode aparecer mesmo em cirurgias tecnicamente corretas, porque a resposta biológica varia de pessoa para pessoa.
Quando fatores como nicotina, tensão excessiva na pele, exposição solar precoce ou retorno antecipado a esforço entram em cena, a chance de uma cicatriz menos favorável pode aumentar.
Nem toda paciente com flacidez leve ou moderada é automaticamente uma boa candidata. A etapa de indicação faz diferença direta no nível de segurança.
Tabagismo ativo e uso de nicotina merecem atenção especial porque prejudicam o fluxo sanguíneo cutâneo e aumentam o risco de problemas de cicatrização, infecção e pior qualidade da pele no pós-operatório.
Além disso, doenças clínicas sem controle adequado, como alterações cardiovasculares, diabetes descompensada ou condições que interfiram na reparação tecidual, podem exigir adiamento ou até contraindicar a cirurgia até que haja estabilização clínica.
Medicamentos com potencial de aumentar sangramento, assim como suplementos e anti-inflamatórios usados sem orientação, também entram na avaliação pré-operatória.
Outro ponto relevante é a expectativa. Quando a paciente espera um resultado incompatível com a anatomia facial ou imagina que o lifting facial vá interromper totalmente o envelhecimento, o risco passa a incluir frustração e leitura negativa do desfecho cirúrgico.
A segurança começa antes do centro cirúrgico. Alguns hábitos simples têm peso real na recuperação e na cicatrização.
Parar de fumar antes da cirurgia e permanecer sem nicotina no pós-operatório está entre as medidas mais importantes para proteger a pele e reduzir complicações de ferida operatória.
Também costuma ser essencial respeitar orientações sobre jejum, exames, controle de doenças pré-existentes e suspensão de substâncias que possam interferir no sangramento ou na anestesia.
Outro cuidado importante é preparar a rotina. Dormir melhor, manter alimentação adequada, hidratação e apoio em casa nos primeiros dias tende a facilitar a recuperação.
Quando a paciente já organiza retorno ao trabalho, transporte e ajuda prática no pós-operatório, a chance de esforço precoce e descuido com a ferida costuma cair.
Depois da cirurgia, a técnica continua importante, mas o comportamento da paciente passa a influenciar bastante o resultado.
Atividade física precoce, movimentos excessivos, calor intenso e exposição solar sem orientação podem favorecer edema persistente, desconforto e piora cicatricial. Em linhas gerais, o tecido operado precisa de tempo para acomodar, e acelerar demais esse processo pode interferir na qualidade final da recuperação.
Manter a higiene conforme orientação, observar sinais de infecção e comparecer aos retornos faz diferença real. Vermelhidão progressiva, calor local, saída de secreção, piora da dor ou sangramento persistente são sinais que pedem contato com a equipe.
Esse monitoramento precoce ajuda a corrigir desvios antes que eles comprometam mais profundamente a cicatrização ou o resultado do lifting facial.
O microlifting pode ser uma boa alternativa para casos selecionados, mas a segurança não depende só da técnica. Depende da indicação, da qualidade da pele, do estado geral de saúde, do ambiente cirúrgico e do compromisso com o pré e o pós-operatório.Quando se fala em riscos do microlifting, o mais útil talvez não seja procurar uma resposta absoluta sobre perigo, e sim entender quais fatores tornam o procedimento mais previsível. Em consulta com a clínica Dra. Luciana Pepino, essa análise tende a considerar anatomia facial, grau de flacidez, histórico clínico e capacidade de recuperação, para que a decisão seja mais segura e compatível com o seu caso.
Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

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