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Diferentes padrões de beleza

Será que realmente existe um ideal de beleza?

Diversidade, inclusão e mudanças culturais põem abaixo mito sobre padrão de beleza!

Todas as pessoas, tanto homens quanto mulheres, querem se sentir belas, no entanto, por muitos anos esse sentimento esteve sempre relacionado a um ideal de beleza.

Atualmente, quando se fala em padrão de beleza, as pessoas já relacionam a determinadas características físicas. Essas definições, entretanto, mudam de acordo com a época, cultura e referências coletivas e individuais. Saiba mais a seguir!

Existe um ideal de beleza?

Em dezembro de 2019 no concurso de beleza mais importante do mundo, a Miss África do Sul Zozibini Tunzi foi escolhida Miss Universo.

No discurso, a modelo destacou “É uma honra absoluta representar, como negra e africana, a inclusão e a diversidade”. Ela foi quinta mulher negra eleita nas 68 edições da competição internacional de beleza.

Esse momento é importante, pois caracteriza as diversas mudanças no ideal de beleza que podemos observar nos últimos anos, trazendo maior diversidade e representatividade ao que é considerado “belo”.

Não muito tempo atrás, e inclusive ainda em alguns lugares do mundo, a beleza negra não era valorizada ou cultivada. Um símbolo disso era a alta procura por cabelos lisos, como se eles fossem mais bonitos que os ondulados, enrolados ou crespos.

A conquista de Zozibini Tunzi representa esse mundo em transição, no qual o ideal de beleza é deixado para trás, não constituindo mais padrões de beleza pré-estabelecidos e que precisam ser seguidos à risca.

Ainda que também afete os homens, é no universo feminino que o padrão de beleza tem maior impacto sobre a vida e a autoestima, afinal, muitas mulheres dedicam-se incansavelmente a alcançar o ideal de beleza que, muitas vezes, é irreal.

No início dos anos 2000, por exemplo, o padrão de corpo ideal era o das modelos, com silhuetas magérrimas que levou, inclusive, a movimentos em prol da saúde dessas profissionais.

Com isso, algumas marcas conceituadas deixaram de contratar profissionais extremamente magros com o objetivo de não incentivar um padrão de beleza irrealista.

Existe um ideal de beleza?

Como nossa sociedade encara as características individuais?

Como vimos, diversas transformações aconteceram na sociedade nos últimos anos de forma que não podemos mais falar em um ideal de beleza.

A cada década, o padrão de beleza mudava conforme as celebridades de maior visibilidade do período. No entanto, atualmente há uma promoção, cada vez mais difundida, pela valorização das diferenças e características individuais.

Essa mudança não altera apenas os formatos dos corpos, mas tem relação direta com a autoestima e bem-estar, visto que a difusão de padrões estéticos não alcançáveis levava à depressão, ansiedade, transtornos alimentares, Transtorno Dismórfico Corporal e outros problemas de saúde.

Atualmente, quando falamos em beleza o objetivo é, muitas vezes, valorizar as características individuais das pessoas, mostrando que existem diversas tipos de belezas e que elas não devem competir entre si.

Como as exigências estéticas afetavam principalmente às mulheres, agora elas sentem mais segurança e conforto para serem autênticas, adotando um estilo de vida que seja mais saudável física e emocionalmente.

Como a cirurgia plástica se encaixa nesse novo cenário?

Algumas pessoas podem pensar que com essas transformações e a queda do mito do ideal de beleza as cirurgias plásticas deixam de ser necessárias.

No entanto, essa especialidade médica também passou por mudanças relacionadas tanto às solicitações das pacientes como ao posicionamento dos profissionais.

Atualmente, o cirurgião plástico sempre busca preservar características individuais que garantam naturalidade, harmonia e respeito às particularidades de cada paciente.

Isso não significa não promover as transformações estéticas ou funcionais desejadas pela paciente, mas sim sugeri-las com bom-senso e responsabilidade visando um resultado seguro, natural e esteticamente satisfatório.

É por essa razão que, por exemplo, ao realizar uma rinoplastia, o cirurgião plástico adota técnicas do visagismo para identificar as alterações estéticas que respeitem às características individuais, harmonia facial e personalidade.

A recomendação é sempre que a cirurgia estética não seja baseada em terceiros, como “quero um nariz igual ao do artista X”. Afinal, a estrutura facial é determinante na definição de um modelo de nariz harmonioso com o rosto.

Portanto, assim como a sociedade tem mudado e diversificado o que é considerado bonito, as técnicas reproduzem essa maior busca por naturalidade e harmonização.

O objetivo principal de uma cirurgia plástica deve ser a satisfação pessoal com a própria aparência, ajudando homens e mulheres a sentirem-se mais felizes e bonitos, independente da opinião alheia.

Por esse motivo, as intervenções estéticas só são recomendadas quando a paciente atende os critérios de saúde física e emocional, evitando procedimentos com expectativas irreais ou que são realizados para atender o desejo de terceiros – e não da paciente em si.

A escolha de um cirurgião plástico responsável é fundamental para transmitir confiança e segurança à paciente, garantindo uma avaliação que contemple esse entendimento completo da situação e anseios estéticos e emocionais.

Agende agora a sua consulta!

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.


Dra. Luciana L. Pepino.

Diretora Técnica Médica

CRM-SP: 106.491

RQE: 25827

Membro da ISAPS – International Society of Aesthetics Plastic Surgery

Membro da ASPS – American Society of Plastic Surgeon

Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica SBCP

Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte – MG

Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte – MG

Formada em Medicina pela faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte – MG

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