11 3285-6412
Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
Segunda a Sexta-Feira
das 10h às 19h

Existem riscos em fazer uma rinomodelação?

Os riscos da rinomodelação

Saiba como é realizada a rinomodelação e quais as indicações desse tratamento estético. Além disso, veja os riscos mais comuns e como evitá-los.

A rinomodelação consiste em um tratamento estético para correção de assimetrias e insatisfações sutis na aparência do nariz.

Apesar de ser um procedimento normalmente seguro, alguns fatores como substância usada e qualificação do profissional influenciam na segurança e nos resultados estéticos com a rinomodelação. Saiba mais a seguir!

Quais as indicações e como é feita a rinomodelação?

A rinomodelação, diferentemente da rinoplastia que é a cirurgia plástica do nariz, não é recomendada para todos os casos, pois atende melhor mudanças sutis, como homogeneizar pequenas assimetrias no contorno do nariz, definir a ponta ou amenizar a giba nasal.

Dessa forma, demandas envolvendo redução da giba nasal, diminuição das asas nasais e alteração da projeção da ponta não podem ser atendidas por essa técnica.

Na rinomodelação são usadas substâncias aplicadas no tecido subcutâneo, como às absorvíveis, incluindo ácido hialurônico (o mais comum) e hidroxiapatita de cálcio ou não absorvíveis como PMMA e metacrilato.

O cirurgião plástico faz o estudo do caso e, em uma única sessão, aplica a substância escolhida no tecido subcutâneo, promovendo o preenchimento da região.

Em alguns casos, quando mais substância é necessária, a aplicação pode ser dividida em mais de uma sessão, buscando um resultado mais natural.

Utiliza-se apenas anestesia tópica para aplicação e, em seguida, é colocado um curativo visando modelar e manter a substância corretamente.

Quais os riscos da rinomodelação?

A segurança da rinomodelação depende de alguns aspectos fundamentais, sendo que a escolha acertada favorece resultados mais satisfatórios. Alguns aspectos que influenciam no risco do tratamento incluem:

  • escolha de um profissional não qualificado para realização da técnica. O cirurgião plástico é o mais apto, pois tem experiência e conhecimentos sobre a anatomia nasal e manipulação das substâncias;
  • escolha de substâncias menos seguras. O ácido hialurônico é a opção mais confiável por ser reabsorvível e ser encontrado naturalmente no organismo, reduzindo as chances de rejeição.

Caso esses dois fatores não recebam atenção da paciente existem riscos aumentados dos problemas relacionados à rinomodelação, como: 

  • resultado inestético;
  • movimentação da substância, alterando a estética;
  • edemas (inchaço);
  • vermelhidão;
  • inflamação;
  • necrose da pele.

A necrose, consequência mais grave, é rara e está associada ao uso de substâncias não seguras, manipulação errônea do produto e falta de qualificação do profissional.

Problemas como edemas e vermelhidão podem ocorrer nos primeiros dias como consequência normal da manipulação do nariz e uso da agulha.

Existem recomendações após o tratamento?

Para reduzir os riscos relacionados à rinomodelação alguns cuidados após o tratamento são importantes, incluindo:

  • evitar a exposição ao sol e calor demasiado;
  • não mexer no nariz após a aplicação da substância preenchedora;
  • não colocar peso sobre o nariz, como uso de óculos;
  • não fazer esforço físico no dia do tratamento;
  • dormir com dois travesseiros para manter a cabeça elevada.

Verifica-se assim que, apesar de a rinomodelação não ser um tratamento estético invasivo, como uma cirurgia plástica, ela demanda cuidados antes e depois para melhores resultados estéticos.

A avaliação de um cirurgião plástico é fundamental, pois esse profissional é o mais apto para analisar as expectativas e anseios da paciente e verificar qual tratamento mais apropriado ao caso, se a rinomodelação ou a rinoplastia.

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).