Os cuidados com a cicatriz são parte essencial do pós-operatório, especialmente quando o clima convida para o sol, a praia e a piscina.
Embora aproveitar dias mais quentes seja tentador, é importante lembrar que cada fase da cicatrização exige atenção delicada – e certos ambientes podem representar riscos que passam despercebidos.
Desde a exposição ao sol até o contato com a água, a forma como você cuida da pele em recuperação pode influenciar diretamente a qualidade estética do resultado final.
Por isso, entender os fatores externos é fundamental para seguir com segurança a sua rotina de verão e não afetar a evolução da cicatriz.
Isso não significa renunciar a momentos ao ar livre, mas sim saber como ajustá-los de forma inteligente, respeitando o tempo do corpo e as recomendações médicas. Ao aplicar os cuidados com a cicatriz de maneira adequada, você se mantém protegida, ativa e em paz com seu processo de cura.
A seguir, você encontrará um guia completo sobre como aproveitar praia e piscina com responsabilidade, garantindo que a sua cicatrização evolua de forma saudável e harmoniosa.
Antes de dar o primeiro mergulho, é essencial entender que a cicatrização passa por um processo e nem toda cicatriz está pronta para o contato com a água.
A resposta depende do estado da sua ferida: se ela está aberta, qualquer ambiente aquático representa risco de infecção. Mesmo piscinas tratadas podem conter microrganismos capazes de irritar o tecido em cicatrização ou causar complicações.
Já águas naturais – como mar, rios e lagos – possuem uma concentração ainda maior de bactérias. Além de partículas que podem se depositar sobre a pele. Por isso, se ainda não há uma camada completa de pele sobre a ferida, o ideal é evitar nadar.
Quando a cicatriz está fechada, o cuidado permanece: é necessário impedir que a água ultrapasse qualquer curativo e entre em contato direto com a área.
Mesmo em cicatrizes aparentemente estáveis, a exposição prolongada pode amolecer o tecido e afetar sua evolução estética. Por isso, a liberação médica é fundamental antes de dar um mergulho.
A luz solar é uma das maiores inimigas das cicatrizes recém-formadas, sendo indispensável o uso de protetor solar. Isso acontece porque a pele passa por três fases delicadas no processo de cicatrização, todas sensíveis à radiação ultravioleta (UV):
Nos primeiros dias, o corpo concentra glóbulos brancos, fatores de crescimento e nutrientes na região cirúrgica. Então a exposição solar, nesse estágio, pode aumentar a inflamação, retardar o reparo tecidual e até causar desconforto.
Entre o quinto e o vigésimo dia, ocorre a formação do tecido de granulação, geralmente rosado ou avermelhado. Neste momento, a pele está extremamente vulnerável. Se exposta ao sol sem proteção, a cicatriz pode apresentar escurecimento permanente, espessamento e irregularidades na textura, demandando um processo de correção.
Na última fase – que pode durar meses a mais de um ano – o colágeno é reorganizado para fortalecer a pele. Os raios UV, porém, degradam essas fibras, diminuindo a resistência da cicatriz e favorecendo manchas, vermelhidões e diferenças de tonalidade.
Em resumo, quanto melhor for a sua proteção solar, mais discreta e harmoniosa será a aparência da cicatriz. Outro ponto relevante é investir em uma dieta com colágeno.
Manter os cuidados com a cicatriz não significa abandonar sua rotina ao ar livre. Basta adotar estratégias que preservem o tecido enquanto ele se fortalece. Para isso, siga as dicas a seguir, passadas por nossos especialistas:
Após a cicatriz estar totalmente fechada e com liberação médica, o protetor solar se torna essencial.
Prefira fórmulas de amplo espectro com FPS 30 ou superior. As versões minerais, com óxido de zinco ou dióxido de titânio. Pois eles criam uma barreira superficial que proporciona proteção mais suave para peles em reparo.
Reaplique a cada duas horas — ou com mais frequência se estiver suando ou entrando na água para evitar erros na proteção.
Cobrir a cicatriz é uma das formas mais eficientes de evitar danos e queloides. Tecidos com proteção UV (classificação UPF) foram desenvolvidos justamente para bloquear a radiação solar.
Sendo assim, opte por roupas leves, de tramas fechadas, que são ideais para manter conforto e cuidado ao mesmo tempo.
Além disso, aposte em curativos e fitas cirúrgicas, que também podem oferecer uma proteção adicional. Mas lembre-se de mantê-los sempre limpos e sem abafar a pele.
Os raios UV são mais intensos entre 10h e 16h. Sempre que possível, programe seus momentos ao ar livre para o início da manhã ou fim da tarde. Mesmo sob nuvens, até 80% da radiação solar chega à pele, por isso manter a proteção é indispensável.
Mesmo com proteção adequada, o contato com água salgada, cloro ou microrganismos pode exigir um cuidado especial após o mergulho. Confira a seguir o que se deve fazer após sua ida para a praia ou piscina:
Lave a pele com água doce logo após sair da piscina ou do mar. Isso ajuda a remover agentes irritantes e reduz o risco de sensibilização na cicatriz.
Use um sabonete neutro e hidratante para higienizar a região. Evite fricção ou esponjas que possam machucar o tecido em recuperação.
Aplique um hidratante nutritivo e sem fragrância. Esse é um dos cuidados com a cicatriz que ajuda a manter a elasticidade da pele e apoia a regeneração.
Observe a cicatriz para verificar sinais de irritação, vermelhidão ou secreção. Caso note qualquer alteração, procure orientação profissional. Fale com seu médico sobre a possibilidade de adotar técnicas, como o microagulhamento, para ajudar no processo de cicatrização.
Quando estiver em casa, deixe a cicatriz descoberta para facilitar a ventilação natural e apoiar o processo de cicatrização.
A praia, o calor e a piscina podem fazer parte da sua rotina mesmo no pós-operatório e até ajudar na recuperação de sua cirurgia.
Mas é preciso adotar os cuidados necessários para evitar problemas. Ao entender como a água e o sol influenciam a cicatrização, e aplicando as medidas corretas antes e depois de cada atividade, você terá uma recuperação mais suave, uniforme e esteticamente favorável.
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Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

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