Coronavírus: saiba como se prevenir

Entenda o que é coronavírus

Coronavírus: o que é, quais os sintomas e como preveni-lo em meio a pandemia global

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a crise do coronavírus como pandemia, o que significa uma transmissão em larga escala em todo o globo. Para evitar pânico é essencial saber mais sobre o coronavírus: o que é, formas de transmissão e prevenção, sintomas e tratamento.

De acordo com informações recentes, mais de 165 mil pessoas foram infectadas em todo o mundo, com mais de 6,5 mortes, incluindo no Brasil, onde são mais de 230 infectados confirmados.

Apesar de ser uma situação crítica, é importante que as pessoas saibam que a letalidade do vírus fica próxima de 3,4% dos casos, de acordo com a OMS. Além disso, 80% dos casos são leves, sem necessidade de hospitalização.

A seguir saiba mais sobre o que é coronavírus, como é transmitido e como se prevenir!

Coronavírus: o que é?

Embora apenas recentemente a maior parte da população ter conhecimento sobre o coronavírus (CID10) trata-se de uma ampla família de vírus responsáveis por infecções respiratórias.

O novo agente foi identificado pela primeira vez em 31/12/2019 na China sendo responsável pela doença conhecida como Covid-19.

Os primeiros coronavírus que afetaram os humanos foram identificados em 1937. A nomenclatura, no entanto, surgiu em 1965 após verificar-se por microscopia que o vírus tem uma borda semelhante a uma coroa.

Ao longo da vida, a maior parte das pessoas é infectada por algum tipo de coronavírus, como 229E, NL63, OC43 e HKU1. São casos comuns, semelhantes à gripe.

O novo agente identificado não é o mais comum e nem o mais fatal da família coronavírus, sendo que a Síndrome respiratória aguda grave (SARS), identificada em 2002 tinha uma taxa de mortalidade de 10% e o Mers, com mortalidade de 34%.

Entender o que é coronavírus e como é transmitido, é essencial para ampliar os cuidados preventivos sem que haja pânico, que tem como os problemas associados à superlotação desnecessária de instituições de saúde e escassez de produtos.

Como ocorre a transmissão da Covid-19?

A Covid-19 é causada pelo novo coronavírus tem como fator complicador a rápida transmissão, o que fez com que mais de 160 mil pessoas fossem infectadas em menos de três meses.

Por ser um agente descoberto apenas recentemente, as investigações sobre as formas de transmissão ainda estão em andamento, mas já se constatou uma série de fatores que ajudam a minimizar o contágio.

Cada pessoa infectada pode transmitir o vírus para 2,74 pessoas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia.

Em geral, a transmissão do coronavírus ocorre pelo ar, por contato com as secreções contaminadas ou também por objetos que foram tocados por pessoas doentes se as mãos forem levadas às mucosas faciais antes de serem lavadas. As principais formas de transmissão da Covid-19 incluem:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Devido essas características das formas de transmissão do vírus as recomendações incluem manter distância de outras pessoas e também ter uma rotina mais intensa de higiene, especialmente nas mãos.

Apesar de ainda estarem em investigação, as formas de transmissão do coronavírus são menos intensas que o vírus da gripe.

Quais são os sintomas?

O acesso às informações confiáveis e seguras é uma das principais formas de minimizar os riscos de exposição à doença e saber como identificá-la precocemente.

O período de incubação do vírus, no qual não há sintomas, varia entre 2 a 14 dias. No entanto, pesquisas iniciais indicam que a transmissão pode ocorrer mesmo antes do surgimento dos sintomas.

Ainda que incomuns, também é possível que existam casos assintomáticos da Covid-19.

Considerando esses aspectos da doença é importante conhecer quais sintomas estão relacionados com a infecção. Eles incluem:

  • febre;
  • tosse (geralmente seca);
  • dificuldade para respirar;
  • dores de cabeça e no corpo;
  • dor de garganta.

Um dos problemas da doença é quando ela atinge os pulmões em vez de ser combatida pelos anticorpos ainda na garganta. Nesses casos, o paciente pode apresentar falta de ar e desenvolver uma pneumonia grave.

Os casos mais amenos podem – e devem – ser tratados em casa, enquanto quadros mais graves, especialmente com falta de ar e pneumonia devem ser tratados em ambiente hospitalar.

Pacientes com comorbidades pré-existentes, como diabetes, pressão alta e asma, além de idosos acima de 60 anos, estão no grupo de risco com maior taxa de mortalidade.

Dessa forma, esses casos são prioritários no atendimento hospitalar e demandam maiores cuidados preventivos para evitar o contágio.

A Covid-19 pode ser distinguida da gripe ou de uma constipação porque, em geral, não inclui sintomas como espirros, fadiga e nariz entupido.

Dicas de prevenção do coronavírus

Como é realizado o tratamento?

Como vimos, 80% dos casos da Covid-19 são leves, de forma que o tratamento pode ser realizado em casa, com isolamento do paciente para evitar o contágio de outras pessoas.

Nesses casos, a recomendação é beber muita água para manter a hidratação e tratar os sintomas, como febre e tosse, com os medicamentos usados para gripes normais, como antitérmicos e analgésicos.

O Ministério da Saúde também indica o uso de umidificador de ar para diminuir o desconforto respiratório e banhos quentes para amenizar a tosse e dor de garganta.

Caso os cuidados tradicionais não estejam surtindo efeito ou o paciente apresente falta de ar, torna-se necessário buscar uma instituição de saúde para seguir com o tratamento.

Nesses casos podem ser necessários aparelhos para auxiliar a respiração ou mesmo internação na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI).

Como prevenir o coronavírus?

Além de saber o que é o coronavírus também é imprescindível conhecer os cuidados para preveni-lo.

Devido à rápida difusão do vírus, a principal recomendação atual é a quarentena, com isolamento domiciliar e evitando atividades externas não essenciais, assim como evitar aglomerações, como no transporte, shows, cinema, shoppings e outras.

Além da restrição de mobilidade que é a recomendação, até o momento, mais eficaz para conter a disseminação da pandemia, cuidados essenciais incluem:

  • lavar as mãos e antebraço com água e sabão por, pelo menos, 20 segundos, sempre que possível durante o dia;
  • quando não for possível fazer a higienização com água e sabão, usar álcool em gel;
  • evitar tocar nos olhos, nariz e boca, principalmente se as mãos não estiverem lavadas;
  • cobrir com o antebraço ou lenço a boca e nariz ao tossir e espirrar;
  • limpar e desinfetar objetos e superfícies que são tocados com frequência;
  • evitar situações de aglomerações e desmarcar compromissos não essenciais;
  • respeitar a quarentena voluntária solicitada pelos órgãos oficiais, ficando em casa caso tenha sido dispensado da escola e trabalho.

Os cuidados preventivos são importantes tanto para evitar o contágio da doença, como também para evitar transmiti-la, visto que se trata de um problema de saúde pública na qual toda a sociedade deve trabalhar conjuntamente para contenção da doença.

Entender o que é coronavírus, como ele é transmitido e prevenido a partir de informações de órgãos confiáveis e sérios é essencial para combater notícias falsas que podem comprometer a sua saúde e segurança e dos seus familiares.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).
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