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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
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Cirurgia plástica e seu papel fundamental no tratamento de queimaduras

Cirurgia plástica e queimaduras

Cirurgia plástica para queimaduras deve ser avaliada por especialista para definir técnica mais apropriada

O uso da cirurgia plástica para tratar queimaduras pode ser demandado tanto na fase aguda como também no tratamento da sequela quando a cicatrização já está em estágio mais avançado.

Por mais que pareça que a preocupação estética não é uma prioridade em casos de queimaduras, a atuação do cirurgião plástico é tão central que se trata de uma das áreas de especialidade na cirurgia plástica.

A seguir conheça melhor os tipos de queimaduras e também o papel da cirurgia plástica reparadora nesse tratamento.

Quais são os tipos de queimaduras?

As queimaduras são lesões dolorosas e podem ter reflexo bastante traumático aos pacientes devido à intensidade da dor, comprometimento funcional e também questões estéticas.

Elas podem ser causadas de diferentes formas sendo que as mais comuns são decorrentes de fatores elétricos, como choque, térmicos, como no contato com fogo, e químico, no caso de substâncias corrosivas.

Em geral, o suporte aos pacientes com queimaduras é multidisciplinar, pois a assistência psicológica é tão importante quanto suporte à superação dos danos físicos causados pelo acidente.

Os graus de queimaduras é a classificação usada para explicar a profundidade da lesão, o que influencia o tratamento e possibilidade de recuperação. São eles:

  • queimadura de primeiro grau: são as lesões mais superficiais e que podem alterar a coloração da pele, deixando-a avermelhada, com inchaço e ardor;
  • queimadura de segundo grau: é uma lesão mais profunda na derme e pode formar bolhas vermelhas e com um líquido espesso no interior. É o tipo mais doloroso de queimadura;
  • queimadura de terceiro grau: trata-se de uma lesão em nível mais profundo, resultando na necrose dos tecidos da região. Tem um aspecto esbranquiçado, sem dor e perda da sensibilidade.

Em geral, queimaduras de primeiro grau, como as causadas pela exposição prolongada ao sol, podem ser tratadas em casa por meio de limpeza e medicações específicas.

Já quadros que envolvem queimaduras de segundo grau ou terceiro grau podem demandar uma intervenção médica imediata e recorrer à cirurgia plástica para queimadura em um momento inicial ou posterior da lesão.

Cirurgia plástica para queimaduras: quais as recomendações e técnicas?

É frequente que a primeira conduta na fase aguda da queimadura seja a limpeza com a remoção do tecido desvitalizado do local lesionado.

A remoção da pele ferida é fundamental no tratamento, pois ela prejudica a cicatrização e é mais suscetível a infecções, que é responsável por 75% dos óbitos em decorrência de queimaduras.

A demanda por uma intervenção cirúrgica após a queimadura, seja na fase aguda ou posteriormente, depende do grau da lesão, amplitude, local afetado e também perda de funcionalidades.

Por exemplo, quando afeta áreas de dobras no corpo como pescoço, cotovelos e axilas a aderência dos tecidos afetados pode comprometer a função. Dessa forma, o primeiro objetivo das intervenções cirúrgicas é sempre o de reestabelecer ou preservar a função.

Apesar disso, o cirurgião plástico não desconsidera as questões estéticas, como a formação de cicatrizes, retrações ou outras características de lesões ocasionadas por queimaduras.

Cirurgia para tratar queimadura

É por essa dupla preocupação que o cirurgião plástico faz parte da linha de frente das especialidades que lidam com queimaduras.

Nesse sentido, existem duas técnicas cirúrgicas principais que podem ser adotadas visando entregar melhores resultados às pacientes:

  • enxertos: utilizam-se finas fatias de pele saudável extraídas da própria paciente, retiradas de locais de menor visibilidade, para aplicação na região queimada;
  • retalhos: técnica que visa a transferência não apenas da pele, mas juntamente com tecido irrigado por artérias para a região acometida, visando reestabelecer as funcionalidades da área necrosada.

Em geral, quando há necessidade de a cirurgia plástica para queimadura envolvendo o uso de enxertos ou retalhos a coxa é preferencialmente a região doadora, por ter maior disponibilidade de tecidos e pela estabilidade promovida pelo fêmur.

Quando a lesão é na face ou pescoço, normalmente, se opta pela remoção de tecido do couro cabeludo ou nuca que tem maior semelhança com os tecidos danificados.

A assistência correta desde o primeiro momento é essencial para uma evolução mais positiva do quadro e menor comprometimento funcional e estético, além de uma cicatrização mais adequada.

O tratamento de queimaduras é complexo, o que também incentiva constantes estudos sobre o tema. No Brasil, por exemplo, uma técnica inovadora utiliza pele de tilápia para tratamento de queimaduras mais graves.

Recentemente o país começou a realizar cirurgia plástica para queimaduras usando a técnica Meek, que utiliza um expansor de pele de microenxertos em casos de grandes queimaduras.

A cirurgia plástica para tratar queimaduras pode ser usada tanto na fase aguda do tratamento como posteriormente para amenização das sequelas. Apenas um cirurgião plástico poderá avaliar essas questões, a partir das especificidades do caso, assim como indicar a técnica mais apropriada à situação.

 

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Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).