A Páscoa está chegando! Dicas para você comer chocolates e ainda manter o peso

Ovos de páscoa e como manter o peso nessa época

Saiba como você pode aproveitar a maior guloseima da Páscoa sem prejudicar a balança e manter o peso.

O Coelhinho da Páscoa já deve estar batendo à porta com sua cesta carregada de ovos de chocolate… e muitas calorias também. Por conter muita gordura e açúcar, 100 gramas de chocolate ao leite fornecem 535 calorias – uma verdadeira bomba para quem quer emagrecer ou mesmo manter o peso.

Mulher comendo chocolate

E vamos falar a verdade: é muito difícil resistir a um chocolatinho, ainda mais quando todo mundo à nossa volta está saboreando essa guloseima. Por isso, em vez de se privar totalmente do consumo de chocolate na Páscoa (e acabar jogando todo o esforço para o alto alguns dias depois, devorando um ovo número 23 de uma vez só), o melhor a se fazer é ter muita moderação na hora de comer essa guloseima. Veja as nossas dicas:

  1. Separe os ovos de Páscoa em porções

Ok, você ganhou ovos de Páscoa e agora está com uma montanha de chocolates na sua casa. O grande problema dos ovos é que, uma vez que abrimos a embalagem, é difícil manter o controle, pegar apenas um pedacinho e guardar o restante. O mais comum é devorar mais do que deveríamos – e depois sofrer as consequências.

Mas o chocolate não é um vilão sem coração. Na verdade, esse alimento tem suas vantagens: ele contém antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento, controlar a pressão arterial e a reduzir os níveis do colesterol ruim. Além disso, o chocolate favorece a produção de serotonina, o neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar e combate a depressão.

Por isso, a dica é separar os ovos de Páscoa em pequenas porções assim que você abrir a embalagem. Ao quebrar o ovo em pedaços equivalentes ao quadradinho de uma barra, fica mais fácil controlar a compulsão pelo chocolate e consumir apenas uma pequena fração.

  1. Dê preferência ao chocolate amargo extra-amargo

Por conter uma porcentagem maior de cacau, os chocolates amargos fornecem mais substâncias antioxidantes, do que as versões branco e ao leite. Os chocolates meio amargo, amargo e extra-amargo levam menos manteiga de cacau e menos açúcar em sua composição, por isso são um pouco menos calóricos também.

Enquanto o chocolate meio amargo tem 50% de cacau em sua formulação e é amplamente comercializado no Brasil, as versões amarga (mais de 50% de cacau) e extra-amarga (mais de 70%) são mais raras, pois não agradam muito ao gosto do consumidor brasileiro.

O chocolate extra-amargo, porém, é considerado o melhor tipo de chocolate para a saúde, pois ele apresenta benefícios para o sistema cardiovascular e contribui mais para a saciedade. Isso significa que é bem mais fácil manter o controle e comer apenas um quadradinho do chocolate extra-amargo do que do chocolate branco, por exemplo.

  1. Chocolate branco: o verdadeiro vilão

Se existe um chocolate que a gente aconselha você a evitar, este é o chocolate branco. Você sabia que alguns especialistas chegam a afirmar que o chocolate branco não é chocolate de verdade, mas sim um doce (supercalórico) que apenas lembra o nosso queridinho? Isso acontece porque a composição desse produto não tem a massa do cacau, mas somente manteiga de cacau, açúcar e leite.

Em alguns casos, a manteiga de cacau pode ser substituída por gordura vegetal hidrogenada, que contém gorduras trans e são muito prejudiciais ao organismo, podendo causar problemas cardiovasculares, obesidade, diabetes e até mesmo câncer.

Caso este seja o seu chocolate preferido, não tem outro jeito: é preciso ter muito autocontrole para comer apenas um pequeno pedaço, de no máximo 20 gramas, por dia.

Cubos de Chocolate Branco
  1. Chocolate diet e light

Infelizmente, trocar o chocolate comum pela versão diet não vai fazer muita diferença na balança. A denominação “diet” significa que esse chocolate é indicado para pessoas com restrições ao consumo de açúcar, por exemplo, os diabéticos. O problema é que, para compensar a falta do açúcar sem prejudicar a textura do produto, os fabricantes acabam adicionando ainda mais gordura, o que deixa o chocolate diet mais calórico do que a versão regular.

Apesar disso, alguns nutricionistas afirmam que o chocolate diet tem como vantagem não provocar o pico de insulina, por não conterem açúcar. Assim, apresentando um índice glicêmico menor do que o chocolate comum, ele não causaria aquela fome imensa alguns minutos depois do consumo.

Diferente do chocolate diet, que não tem açúcar, o chocolate light pode ter uma redução de pelo menos 25% de algum dos seus componentes, podendo ser gordura, sódio ou açúcar. Para valer a pena para a dieta, procure chocolates light com redução de calorias.

De qualquer forma, 100 gramas de chocolate light fornecem 440 kcal, então não é porque é light que podemos comer à vontade.

  1. Restrinja o consumo à sobremesa

Se você é daquelas pessoas que simplesmente precisam comer um chocolatinho todos os dias, o truque para não engordar tanto assim é restringir o consumo a no máximo 2 quadradinhos por dia depois do almoço. Por estar com o estômago cheio, você diminui as chances da compulsão e evita o pico glicêmico causado pela ingestão de muito açúcar.

De qualquer forma, é melhor você consumir 2 quadradinhos de chocolate amargo do que se esbaldar em um pote de sobremesa cheio de mousse ou sorvete, que contêm muito mais gordura do que o chocolate.

E, é claro, na hora do lanche, você deve dar preferência às frutas, e não ao chocolate novamente.

Mulher segurando chocolate em uma mão e uma maçã em outra para manter o peso

Quando se trata de emagrecer ou manter o peso, não existe fórmula mágica. Não precisamos eliminar o consumo da nossa guloseima preferida, mas é preciso ter muita moderação.

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Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).