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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
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Cuidados com a sua higiene intima

Veja os cuidados que você deve ter ao fazer a sua higiene íntima diária e por quê ela é tão importante!

Tirar a maquiagem, lavar o rosto, escovar os dentes, tomar banho. Da mesma forma que estes cuidados, a higiene íntima da mulher deve ser uma dedicação diária para evitar odor desagradável, infecções e proliferações de fungos. Como a anatomia da região genital feminina é cheia de particularidades, a assepsia precisa ser muito bem feita e rotineira. Algumas características dificultam a higiene, por isso os cuidados devem ser redobrados: além de ser invaginado, as saídas dos canais urinário, vaginal e intestinal são muito próximas, o que acaba favorecendo o aparecimento de infecções vaginais e urinárias. Uma medida bem simples, mas essencial é evitar ficar com a roupa íntima molhada ou úmida por muito tempo, trocando o biquíni por uma calcinha limpa e seca assim que sair da praia ou piscina, por exemplo.

É claro que, como qualquer outra parte do corpo, a vagina também tem seu próprio sistema de proteção natural. Colônias da bactéria Lactobacilos casei constituem a flora vaginal, convertendo a lactose e outros açúcares em ácido lático que deixa o pH da região ácido, impedindo a proliferação de fungos e outras bactérias. O problema é que, sozinhos, os lactobacilos não conseguem dar conta da proteção total, por isso a higiene diária é imprescindível. Alguns cuidados precisam ser observados, como usar a ducha d’água para limpar o ânus após a defecção e sempre passar o papel higiênico da frente para trás, evitando levar germes da região anal para a vaginal. Grandes e pequenos lábios têm pele mais gordurosa e por isso devem ser bem limpos, com cuidado, na hora do banho, em todas as suas reentrâncias que acumulam restos de secreções que causam mau cheiro.

É importante também não desequilibrar a flora vaginal usando sempre produtos específicos para essa área. Mas atenção, higiene íntima não é higiene interna: a limpeza deve ser mais direcionada à vulva do que à vagina. A limpeza profunda é desaconselhada, já que acaba modificando o grau de acidez, eliminando a proteção natural e gerando problemas. O ideal é que a higienização local seja feita 3 vezes por dia, mas se não for possível por causa do dia a dia atribulado, a recomendação é usar lenços umedecidos sem perfume, para que restos de papel e sujeiras orgânicas sejam retiradas, evitando odores, coceiras e corrimentos. Na limpeza tradicional use apenas com água, sabonete especial e os dedos, sem a introdução de qualquer acessório, seja algodão ou cotonete.

Todas as partes devem ser limpas. No clitóris é preciso que seja retirada um resíduo branco chamado esmegma, na verdade uma mistura de óleo, gordura genital e células epiteliais; na vulva os movimentos devem ser circulares e leves. Apesar de parecerem medidas de higiene óbvias, de acordo com os ginecologistas muitas mulheres ainda não fazem a higienização correta por achar que não é necessária ou por vergonha de tocar o próprio corpo. Outras medidas também podem ser tomadas para evitar problemas vaginais, como evitar usar roupas muito justas ou apertadas, tecidos muito grossos, calcinhas de tecidos sintéticos e protetores diários que abafam a vagina. Prefira as calcinhas de algodão, que deixam a região genital respirar, evitando a proliferação de fungos e bactérias. Deixe as de outros tecidos apenas para as ocasiões especiais. Se aparecer algum problema, como corrimentos, mau cheiro, prurido, sangue, coceiras ou dores, procure imediatamente um médico ginecologista.

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).