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Mulher tomando água no verão

Por que a cirurgia plástica pode transformar a autoestima das pessoas?

Conheça a importância da autoestima na decisão por uma cirurgia plástica e como o procedimento pode melhorar a qualidade de vida.

O Brasil é um dos campeões mundiais no número de cirurgias plásticas realizadas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Esses procedimentos, entretanto, não tem uma finalidade exclusivamente estética, podendo ter diversas implicações na autoestima. 

A autoestima está relacionada com a maior segurança, bem-estar e qualidade de vida do indivíduo, tendo diferentes impactos na vida cotidiana. A aparência é um dos fatores que interferem nesse quesito e a insatisfação física pode acarretar diversos problemas nesse sentido.

Confira a seguir como a baixa autoestima pode ser prejudicial à saúde e também quando a cirurgia plástica torna-se uma opção para esse tipo de situação.

Quais os riscos de uma baixa autoestima para a saúde?

A autoestima é um sentimento e também um posicionamento individual que promove o amor próprio e a valorização pessoal. Ela funciona como uma blindagem no cérebro, afastando sentimentos negativos referentes à autoimagem que podem resultar em situações mais graves.

Uma baixa autoestima pode causa ou agravar problemas como a depressão ou mesmo prejudicar a recuperação de doenças, além de causar dificuldades de convívio social, limitações profissionais e insegurança.

A autoestima pode ser afetada por diferentes aspectos como financeiro, profissional, amoroso, familiar, social e físico. Dessa forma, a questão também está relacionada com a aparência.

Um quadro mais grave pode fazer com que a pessoa não se aceite, evite qualquer tipo de exposição, restringindo inclusive às vezes em que saí de casa, as oportunidades de estudo e trabalho, entre outras. 

Devido à importância da autoestima para uma maior qualidade de vida, é indicado que quando a ausência dela estiver relacionada com a aparência, seja realizada uma cirurgia plástica que além de benefícios para a aparência pode impactar esse outro aspecto da vida do paciente.

Quando realizar uma cirurgia plástica?

A cirurgia plástica é indicada em diferentes situações, desde quando a aparência gera um O procedimento pode ser realizado quando o paciente, com mais de 18 anos ou com autorização dos responsáveis legais incômodo para o paciente até quando impacta enormemente na qualidade de vida dele.

e com indicação do cirurgião plástico, identificar nessa técnica a possibilidade de corrigir alguma questão estética.

Um exemplo de cirurgia plástica que pode ser realizada ainda na infância, por exemplo, é a otoplastia, que visa à correção da orelha de abano. Essa característica física está muito relacionada com o bullying na infância e adolescência, que pode resultar em insegurança e complexo de inferioridade.

Uma ocorrência mais comum que também afeta tanto a qualidade de vida do paciente, quanto à autoestima é o excesso de pele após a perda de peso devido uma cirurgia bariátrica, por exemplo. Nesses casos, a quantidade de pele sobressalente é muito grande e pode impactar, inclusive, as tarefas cotidianas do paciente.

Nesses casos, por exemplo, é indicada uma combinação de cirurgias plásticas que visam devolver a qualidade de vida ao paciente e também afetam a autoestima dele, como:

A cirurgia plástica, entretanto, não precisa ser realizada apenas nessas condições mais sérias, podendo sim ser usada para alterações estéticas que visam melhorar a autoconfiança do paciente e a satisfação com a própria aparência.

Alguns dos procedimentos que podem ser feitos com esse objetivo é a mamoplastia de aumento ou redução, rinoplastia, lipoaspiração, abdominoplastia, mentoplastia, lifting facial e outros.

O paciente, juntamente com o cirurgião plástico de confiança, deve avaliar ainda a necessidade da cirurgia e a capacidade dela atender às expectativas existentes. O profissional vai avaliar o quadro psicológico do paciente, pois nem sempre a intervenção estética trará os benefícios almejados.

Autoestima x vaidade exacerbada

Não é um problema recorrer a uma cirurgia plástica para alterar aspectos físicos que gerem incômodo, pelo contrário, esse é o objetivo desses procedimentos. Mas essa escolha deve ser realizada com consciência e responsabilidade, pois qualquer intervenção cirúrgica acarreta riscos.

Atualmente, uma condição que se torna mais comum é o transtorno dismórfico corporal (TDC), condição na qual o indivíduo mantém um estado permanente de insatisfação com o corpo. Um exemplo é uma pessoa abaixo do peso ideal que se considera acima do peso.

Esse transtorno está mais relacionado com questões psicológicas do que físicas, de forma que o paciente enfrentará os riscos da cirurgia, assim como desconfortos com pós-operatório, e não aumentará a satisfação com o corpo ou a autoestima.

Assim, é preciso ter consciência e responsabilidade para optar por uma cirurgia plástica quando essa impactar realmente a vida do paciente, seja na autoestima, em questões funcionais ou na satisfação pessoal. 

O que não é recomendado é que a cirurgia seja realizada com objetivo de agradar apenas terceiros (como namorado, amigos, familiares etc.) ou quando for motivada por uma vaidade que não é saudável ao paciente, como nos casos de TDC. 

A realização da cirurgia plástica proporciona benefícios que vão para além da aparência, melhorando realmente a autoestima e a felicidade pessoal. Para alcançar os resultados desejados, entretanto, é importante contar com um cirurgião plástico de confiança. 

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.


Dra. Luciana L. Pepino.

Diretora Técnica Médica

CRM-SP: 106.491

RQE: 25827

Membro da ISAPS – International Society of Aesthetics Plastic Surgery

Membro da ASPS – American Society of Plastic Surgeon

Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica SBCP

Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte – MG

Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte – MG

Formada em Medicina pela faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte – MG

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