Entenda como é feito o posicionamento da cicatriz da abdominoplastia reversa
A abdominoplastia reversa é uma variação da cirurgia abdominal indicada para tratar flacidez e excesso de pele na porção superior do abdômen, em casos selecionados.
Diferente da abdominoplastia tradicional, na técnica reversa, a abordagem é voltada ao abdômen superior, o que muda o local da tração da pele e, consequentemente, o posicionamento da cicatriz. A indicação depende da distribuição da flacidez, da qualidade da pele e da avaliação física individualizada.
A cicatriz da abdominoplastia reversa costuma ficar escondida no sulco inframamário, que é a dobra logo abaixo das mamas. Em algumas pacientes, a incisão pode se estender de forma mais central ou mais lateral, conforme a quantidade de pele a ser tratada e a necessidade de correção do contorno. A proposta é que a marca acompanhe uma área naturalmente menos exposta, o que costuma favorecer a discrição no dia a dia.
O tamanho da cicatriz não é fixo. Ele varia conforme a extensão do excesso de pele, a elasticidade dos tecidos e o planejamento cirúrgico. Por isso, não é prudente tratar a marca como pequena ou grande de forma absoluta.
Em algumas pacientes, ela pode ficar mais curta e restrita à base das mamas; em outras, pode avançar lateralmente para permitir um melhor ajuste da pele. Essa definição costuma ser feita na consulta, com análise do abdômen, da posição das mamas e da expectativa de resultado.
Em relação à visibilidade, a tendência é que a cicatriz fique menos aparente com sutiã, biquíni estruturado ou roupas íntimas que cubram o sulco mamário. Ainda assim, “menos visível” não significa invisível. A percepção da cicatriz depende do tom da pele, da resposta individual de cicatrização, do cuidado pós-operatório e também da presença de fatores de risco, como tensão excessiva na ferida, tabagismo ou intercorrências locais.
Nos primeiros dias, a cicatriz costuma apresentar aspecto mais recente, com leve vermelhidão, sensibilidade local e algum inchaço ao redor. Essa fase inicial ainda não permite julgamento estético, porque o tecido está em processo de reparo. Com o passar das semanas, pode haver endurecimento discreto, coceira leve e mudança de cor, o que costuma fazer parte da maturação cicatricial.
Entre um e três meses, é comum que a cicatriz fique mais rosada, elevada ou perceptivelmente firme. Esse comportamento não significa, por si só, que houve má evolução. A maturação da cicatriz é um processo progressivo, que pode se estender por muitos meses e, em vários casos, seguir em refinamento por até 12 meses ou mais.
Ao longo desse período, a cicatriz da abdominoplastia reversa tende a ficar mais clara e menos espessa, desde que a recuperação transcorra bem e não haja fatores que prejudiquem a qualidade da cicatrização.
Em pacientes com predisposição a cicatrizes hipertróficas ou queloides, a vigilância costuma ser ainda mais importante. Por isso, histórico pessoal de cicatrização ruim merece sempre ser discutido na avaliação pré-operatória.
Os cuidados com a cicatriz começam antes mesmo de pensar em cremes ou terapias complementares. Técnica adequada, fechamento sem tensão excessiva e acompanhamento pós-operatório próximo costumam ter papel central no resultado.
Depois da cirurgia, seguir as orientações sobre curativos, higiene da região, limitação de esforço e uso de sustentação quando indicado tende a fazer diferença na estabilidade da ferida.
Outro ponto importante é a proteção solar. A exposição precoce ao sol pode favorecer o escurecimento da cicatriz, o que torna a marca mais perceptível por mais tempo.
Também vale lembrar que a cicatriz não deve ser analisada de forma isolada. Em cirurgia plástica abdominal, o objetivo envolve equilíbrio entre posicionamento da incisão, melhora do contorno e segurança do procedimento.
Antes de formar uma expectativa rígida, ajuda pensar que a cicatriz faz parte de uma cirurgia cujo planejamento precisa respeitar anatomia, flacidez e qualidade da pele. Em outras palavras, o melhor posicionamento possível nem sempre significa ausência de marca, mas sim uma cicatriz colocada em área estratégica e com evolução acompanhada de perto.
Quando existe indicação correta, a abdominoplastia reversa pode ajudar no tratamento da flacidez do abdômen superior com uma cicatriz localizada abaixo das mamas, em área que costuma permitir melhor camuflagem.
Na prática, o mais importante é alinhar expectativa, entender a evolução natural da cicatriz e manter seguimento médico adequado. Na avaliação da Dra. Luciana Pepino, esse tipo de análise individualizada é fundamental para decidir técnica, extensão da incisão e cuidados ao longo da recuperação.
Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Assine e receba dicas, novidades, materiais e muito mais.