Por dentro da moda do Grande Gatsby

Os anos 20 voltaram a ser febre graças à nova adaptação cinematográfica do livro de F. Scott Fitzgerald

Sair pelas ruas com um figurino inspirado em algum filme nos faz se sentir como um personagem. Sem contar que chama a atenção por não fazer parte do cotidiano de muitas pessoas. Não é todo mundo que está habituado a ver alguém sair de casa com os trajes dos anos 20 em pleno século 21. Graças à estreia da adaptação cinematográfica de O Grande Gatsby, inspirada na obra de F. Scott Fitzgerald, isso não será problema nenhum. Pérolas, vestidos de cetim e cabelos curtíssimos voltaram a ser tendência.

Na década de 20, Nova York começou a apresentar mudanças econômicas, sociais e culturais por causa do término da Primeira Guerra Mundial. Claro que a moda não ficaria de fora dessa. Os homens deixaram os fraques de lado para dar espaço aos smokings e as mulheres não tinham mais pudor em dançar nos grandes salões com vestidos soltinhos. Os tecidos de algodão, de lã e de seda ficaram super em alta para combinar com as festas extravagantes da alta sociedade da época.

As revistas colocavam como ordem fashion para a mulherada os vestidos, os chapéus e os colares de pérolas. As peças conservadoras foram substituídas por roupas esportivas, dando espaço à moda boyish, que fazia mulheres aderirem peças masculinas como calças e camisas sem medo de serem felizes. O destaque foi para os vestidos tubulares que fizeram sucesso na década de 20, por marcar a silhueta, dispensando os sufocantes espartilhos. Mesmo com essa liberdade feminina em se vestir, nada era vulgar, pois a elegância sempre vinha primeiro.

O estilo melindrosa ou flapper era a moda das mulheres rebeldes, aquelas que dirigiam o próprio carro e não tinham medo de dançar em público. Com franjas ou sem, os vestidos dessa tendência seguem a mesma linha: soltos, alguns centímetros abaixo dos joelhos e a saia se inicia no meio do quadril, pregueada para possibilitar o movimento, e sem marcar a silhueta. Para enriquecer o visual, os colares e as tiaras são presença obrigatória. Um exemplo de melindrosa é a própria esposa do escritor de O Grande Gatsby, Zelda Fitzgerald.

Para acompanhar a tendência flapper, as mulheres não economizavam na maquiagem. Sem contar a produção dos cabelos que era muito fácil de fazer, pois a moda dos anos 20 pedia madeixas curtíssimas. Para complementar o figurino, outros acessórios foram muito usados como o chapéu clochê, que ainda figura em temporadas de frio, por ficar bem rente à cabeça e propiciar diferentes cores e detalhes, tais como flores.

Os homens também sofreram modificações no visual nos anos 20 e os ternos e as gravatas eram os coringas da época. Os ternos eram um pouco mais justos para dar a impressão de boa forma, bem apertados na parte de cima para reforçar o estilo boyish. As gravatas se tornaram itens mais casuais e as em formato borboleta eram a tendência.

Seja mulher ou homem, a moda do século 20 é totalmente casual, com roupa desportiva ao invés das roupas mais formais e muito ornamentadas. Nada de alfinete, nada de aperto e nada de extravagância. Aqui, o simples e o confortável é o que faz o look perfeito.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).