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Ginecomastia Masculina Crescimento Das Mamas

As mamas são um símbolo da feminilidade, por isso elas causam muitos transtornos psicológicos quando aparecem nos homens. Felizmente, existe solução!

Um volume maior do que o desejado no peito, deixando os homens com mamas semelhantes aos seios femininos: essa é a ginecomastia, um problema que traz muitos transtornos a jovens e adultos.

O desenvolvimento das mamas é um dos primeiros sinais de que a menina está entrando na adolescência e, em alguns anos, se tornará uma mulher. Afinal, os seios são um dos símbolos mais fortes da feminilidade.

Por isso, mesmo que o crescimento das mamas em homens não represente um problema de saúde (exceto quando se trata de um tumor), essa condição certamente traz muitos problemas de autoestima e insegurança.

As causas da ginecomastia masculina

O crescimento das mamas em pacientes do sexo masculino pode atingir pacientes em qualquer idade, inclusive os recém-nascidos. Nesse caso, essa costuma ser uma reação aos hormônios femininos da mãe, mas esse efeito tende a regredir sozinho em pouco tempo.

Contudo, 65% dos casos acontecem na adolescência, por volta dos 14 a 15 anos. O motivo costuma ser um desequilíbrio com aumento do hormônio feminino (estrogênio) em relação ao hormônio masculino (testosterona).

O mais comum é que a condição atinja as duas mamas, mas em 25% dos casos ela é unilateral. A testosterona também está envolvida na ginecomastia masculina na vida adulta, quando a condição acontece devido a uma diminuição na produção desse hormônio pelo organismo.

Além da testosterona, outro fator que pode causar esse problema é o excesso de tecido adiposo, que se acumula na região e forma as mamas. Quando a única causa é a gordura, sem envolver os hormônios, a ginecomastia é chamada de lipomastia ou pseudoginecomastia.

Outras causas incluem uso de anabolizantes, o hipertireoidismo, o tratamento quimioterápico e as doenças hepáticas e renais.

médica medindo a pressão do paciente estética masculina

As limitações pessoais e sociais da ginecomastia masculina

Mesmo quando não existe uma doença orgânica que leve ao aumento das mamas em homens, ela merece a devida atenção porque os pacientes afetados podem sofrer muitos transtornos psicológicos.

Esse efeito é ainda mais grave na adolescência, uma fase da vida em que passamos não apenas por dilemas emocionais, mas também temos muitas inseguranças em relação ao corpo que está se transformando – e a ginecomastia masculina deixa isso tudo ainda mais acentuado.

Assim, ao perceber que suas mamas estão se desenvolvendo, adolescentes e adultos do sexo masculino se sentem muito incomodados com sua aparência, deixam de ir à praia e limitam seus relacionamentos afetivos.

Em muitos casos, a situação pode ser ainda mais grave porque o problema pode ser notado mesmo sob as roupas, causando constrangimento para ir à academia, praticar esportes ou mesmo para ir ao trabalho ou à escola, trazendo grandes prejuízos para o paciente.

A ginecomastia masculina pode se corrigir sozinha?

Assim como acontece nos recém-nascidos, a ginecomastia masculina pode regredir espontaneamente nos adolescentes. Porém, esse processo é bem mais demorado nessa fase da vida, podendo levar cerca de dois anos.

Quando a única causa do crescimento das mamas é o excesso de gordura, a perda de peso também pode corrigir o problema. Contudo, quando o desenvolvimento também envolve um excesso de glândula mamária, o tratamento é cirúrgico.

Cirurgia de ginecomastia

Também chamada de mamoplastia redutora, a cirurgia para corrigir a ginecomastia promove a remoção do volume extra, redesenha mamilos e a aréolas que tenham se alargado e deixa o contorno do tórax com um perfil mais masculino.

A cirurgia é feita com anestesia geral ou anestesia local com sedação intravenosa, sempre em ambiente os hospitalar, e tem duração média de 1 a 2 horas.

O procedimento pode ser feito por meio da ressecção (que consiste na remoção da pele excedente e do tecido glandular), da lipoaspiração (que remove o excesso de gordura) ou da associação entre as duas técnicas, conforme as características do paciente.

Se necessário, pode ser feita a remodelação e o reposicionamento da aréola e do mamilo, reduzindo o tamanho e corrigindo seu local de inserção. Em geral, o paciente recebe alta algumas horas depois da cirurgia.

Cuidados no pós-operatório

A recuperação da cirurgia de ginecomastia precisa de alguns cuidados como o uso da cinta de compressão por 30 dias ou mais para dar o suporte necessário aos tecidos em suas novas posições, ajudando a cicatrização.

Os pontos costumam ser feitos com material autoabsorvível, o que elimina a necessidade de removê-los na clínica. Alguns pacientes precisam utilizar o dreno para evitar o acúmulo de líquidos na região operada (seroma).

Outra medida que evita o acúmulo de líquidos é a drenagem linfática. As sessões devem ser feitas conforme a orientação do cirurgião plástico e também ajudam a remodelar as cicatrizes, combatendo a formação de fibroses.

O paciente deve evitar fazer esforço físico por 15 dias e não deve fazer movimentos dos braços acima da linha dos ombros por pelo menos 30 dias. As atividades físicas podem ser retomadas gradualmente depois do primeiro mês, de acordo com a orientação médica.

homem sem camisa na praia estética masculina

Os resultados da cirurgia de ginecomastia masculina

Assim como outras plásticas, esta cirurgia terá a formação de cicatrizes que são mais avermelhadas no começo, mas tendem a clarear entre 12 a 18 meses depois do procedimento, adquirindo uma aparência bastante discreta.

Em geral, as incisões são feitas na borda inferior da aréola, em formato de meia-lua, dando origem a cicatrizes que acompanham esse traço. Não é possível evitar totalmente os queloides, mas os resultados costumam ser bastante satisfatórios.

A cirurgia de ginecomastia é uma solução eficiente e segura para esse problema que tanto incomoda os homens. Por isso, caso você ou seu filho apresentem essa condição, vale a pena agendar uma avaliação com a Dra. Luciana Pepino para saber mais sobre o procedimento.

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.



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