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Exocube E Lipocube Qual E A Diferenca

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Mulher com toalha enrolada no cabelo, recebendo tratamento estético no rosto

Exocube e Lipocube: qual é a diferença?

O lipocube costuma ser comparado ao exocube porque ambos aparecem no universo da medicina regenerativa, mas eles não fazem a mesma coisa.

A principal diferença começa na origem do material biológico: o Lipocube processa gordura autóloga para gerar microfat e nanofat, enquanto o Exocube processa plasma e prepara um concentrado autólogo rico em secretoma, incluindo vesículas extracelulares e exossomos, dentro de um sistema fechado.

Em outras palavras, embora os dois conversem com a ideia de regeneração tecidual, eles partem de matérias-primas diferentes e seguem lógicas distintas de uso. Isso já muda bastante a indicação, o tipo de resposta esperada e até a conversa sobre resultados. 

O que é o lipocube?

Antes de comparar as tecnologias, vale entender o papel do Lipocube por si só. Ele costuma ser uma alternativa quando o objetivo envolve aproveitar a própria gordura do paciente de forma mais refinada, com processamento padronizado e estéril.

O Lipocube é uma tecnologia voltada à coleta, filtragem, concentração e transferência de tecido adiposo para fins médicos, como restaurar volume ou promover o rejuvenescimento facial, por exemplo. Em versões como o LipoCube Nano, a proposta é transformar a gordura autóloga em microfat e nanofat por meio de processamento mecânico em sistema fechado.

O microfat costuma ser associado a uma função mais estrutural, com partículas maiores para reposição de volume em planos mais profundos. Já o nanofat passa por emulsificação e filtragem adicionais, ficando mais fluido e mais relacionado à qualidade da pele e ao efeito regenerativo, e não ao preenchimento de volume.

O que é o Exocube?

O Exocube é uma tecnologia usada para preparar exossomos autólogos a partir do sangue da própria paciente. Esses exossomos são estruturas microscópicas que participam da comunicação entre as células e ajudam a estimular processos de reparação e renovação tecidual.

O procedimento começa com a coleta de uma pequena quantidade de sangue. Depois, esse material passa por etapas de separação e processamento no Exocube, permitindo obter exossomos autólogos que podem ser aplicados na pele, inclusive em associação com outras tecnologias, de acordo com a indicação médica. Em termos práticos, isso significa que o Exocube não é o tratamento em si, mas o dispositivo usado para preparar esse material biológico que será aproveitado no protocolo regenerativo.

Lipocube e Exocube: onde está a principal diferença?

Quando colocados lado a lado, a comparação mais útil talvez não seja qual é o “melhor”, e sim para qual objetivo cada um é ideal. Esse ponto evita promessas simplistas e ajuda a conduzir uma indicação mais coerente.

No lipocube, a base é a gordura autóloga retirada do próprio paciente e processada para gerar microfat ou nanofat. Isso pode fazer sentido quando o plano terapêutico pede enxertia, melhora de contorno ou ação regenerativa associada ao tecido adiposo processado.

Enquanto isso, no Exocube, a matéria-prima é o sangue, com processamento voltado à obtenção de um concentrado autólogo rico em mediadores biológicos. Então a diferença central passa por três pontos: origem do material, forma final do produto e mecanismo esperado de atuação.

Como saber qual tecnologia faz mais sentido?

Depois de entender a diferença técnica, a decisão deixa de ser uma simples comparação de nomes e passa a depender do objetivo clínico. Esse talvez seja o ponto mais importante para quem pesquisa o tema.

Quando a meta envolve gordura autóloga processada para microfat ou nanofat, o lipocube entra como uma tecnologia voltada ao preparo desse tecido. No entanto, quando a proposta gira em torno de um concentrado autólogo derivado do plasma, o exocube segue outra lógica. 

No fim, não costuma fazer sentido pensar em substituição automática entre eles, porque a pergunta correta não é “qual é mais moderno?”, mas “qual conversa melhor com a indicação, a área tratada e o resultado esperado?”.

Na avaliação com a Dra. Luciana Pepino, essa leitura individualizada ajuda a definir se o caminho mais coerente passa pelo lipocube, pelo exocube ou por outra estratégia.

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.



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