Drenagem linfática: relaxa e faz bem

Delícia para o corpo, a drenagem linfática é melhor ainda no período pós-operatório. Veja como ela contribui para uma cicatrização mais rápida e evita o risco de infecções secundárias.

Inchaço, dor nas pernas, celulite – fantasmas que rondam a maioria das mulheres, mas que podem desaparecer através da drenagem linfática, uma técnica de massagem que, além de ser relaxante, estimula o sistema linfático a trabalhar mais rápido. Ao eliminar a linfa que fica acumulada entre as células, ela reduz a retenção de líquidos e, portanto, o inchaço, mas também ajuda a circulação sanguínea, melhorando o aspecto de casca de laranja da pele. Criada em 1932, ela é hoje um dos tratamentos estéticos mais populares, especialmente indicada para gestantes e para o pós-operatório de procedimentos como cirurgias plásticas e lipoaspirações. Sim, porque é nesta fase do tratamento que a drenagem linfática pode fazer toda a diferença no resultado final, eliminando seromas, reduzindo hematomas e o risco de fibroses, acelerando o processo de cicatrização e diminuindo a possibilidade de infecções secundárias.

Massagem acelera o trabalho do sistema linfático

Por vários motivos o organismo pode começar a reter líquidos, entre eles alterações hormonais (gravidez, TPM, menstruação, menopausa) e cirurgias (quando o organismo não consegue sozinho descartar todo o líquido que produz). A drenagem linfática funciona acelerando o sistema linfático através de pressões leves nos gânglios – que funcionam como uma grande rede por todo o corpo coletando líquidos, os filtrando e os direcionando para a corrente sanguínea. Com a massagem o sistema é estimulado distribuir para os gânglios todo o excesso de líquido que se formou após a cirurgia, eliminando-o. Isso também faz com o sangue circule mais livremente, levando nutrientes e oxigênio com mais facilidade para todas as células, melhorando seu funcionamento.
Porque é tão importante no pós-operatório

Ao ativar a circulação, a drenagem linfática também promove a remoção de placas e células que podem ficar grudadas na área abdominal após uma lipoaspiração ou abdominoplastia, por exemplo, mas ela também é especialmente indicada após mastectomia, mamoplastia, cirurgia de prótese de silicone, blefaroplastia, rinoplastia, ritidoplastia e hirdolipoaspiração. A massagem, além de aliviar as dores, aumenta a nutrição e hidratação celular acelerando o período de cicatrização, ajuda a reduzir o risco de fibrose e promove a remoção de hematomas. O ideal é que durante o período pré-operatório a drenagem linfática seja feita no corpo inteiro, de forma a estimular a circulação linfática de uma forma geral. No local da cirurgia, no entanto, o trabalho deve ser mais direcionado e delicado para reduzir o processo inflamatório causado pela própria cirurgia, diminuindo também o risco de infecções secundárias.
Início deve ser definido pelo próprio cirurgião

No entanto, apenas o cirurgião responsável pode determinar o tempo de espera após a cirurgia para que as sessões de drenagem linfática tenham início. Esse tempo costuma variar de acordo com o tipo de procedimento que foi realizado, mas de uma forma geral deve começar o mais cedo possível, de preferência já na primeira semana de pós-operatório. Já a quantidade de sessões deve ser determinada pelo profissional que aplicará a drenagem linfática, de acordo com o metabolismo da paciente. O mais comum é o tratamento seja iniciado com dez sessões e termine apenas quando todos os hematomas e edemas já tiverem desaparecido. Mas não esqueça de seguir rigorosamente a orientação do seu médico, afinal, de um pós-operatório bem feito também depende o resultado final da cirurgia.

 

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).