11 3285-6412
Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
Segunda a Sexta-Feira
das 10h às 19h

Medidas da Mulher Brasileira, Diversidade e Beleza

medida-da-mulher-brasileira

Em busca do Corpo Perfeito? Saiba quais são as medidas de altura, cintura, busto e quadril mais comuns para as brasileiras

Desde que temos acesso à televisão, à internet e às revistas, comparamos nossa aparência com o visual das mulheres que estampam esses meios de comunicação.

Seja nas novelas, nos filmes, nos ensaios fotográficos ou nas imagens que estampam uma reportagem, nos deparamos com mulheres com corpos perfeitos, delineados, com curvas bem definidas, o rosto perfeitamente esculpido e os cabelos voando ao vento.

Com a exposição contínua a essas imagens de mulheres com biótipos muito semelhantes entre si, acabamos criando uma consciência coletiva do chamado “padrão de beleza”, que corresponde às características, às medidas e aos traços de uma pessoa que fazem com que ela seja classificada como bonita ou não.

O problema disso é que nem sempre nos encaixamos perfeitamente nesse ideal de beleza, e isso pode gerar um descontentamento com a própria aparência, levando a problemas de autoestima.

Mas será que só existe um tipo de beleza? Será que somente as mulheres com corpo de revista de ginástica são bonitas?

É claro que não! Se isso fosse verdade, a beleza seria algo extremamente raro – e nós apostamos que você conhece muitas mulheres maravilhosas que não têm “corpo de modelo”.

As mulheres de revista são lindas, mas as medidas brasileiras são outras

Na verdade, por mais que as mulheres altíssimas, magras, com cintura definida e curvas esculpidas, mas não muito volumosas, sejam muito lindas, esse não é o corpo-padrão das brasileiras.

E quem afirmou isso foi o Senai ao realizar uma pesquisa com objetivo de determinar as medidas do corpo dos brasileiros, de forma a poder padronizar os tamanhos das peças de roupas fabricadas e vendidas por aqui.

Com o auxílio de um equipamento que captura as medidas em 3D, os pesquisadores coletaram dados de mais de 15 mil pessoas entre 18 a 59 anos, distribuídas entre as cinco regiões do Brasil.

Em média, as medidas das mulheres brasileiras são 97,1 cm de busto, 85,4 cm de cintura e 102,1 cm de quadril – o que significa que nossa realidade é diferente do padrão de beleza associada mulheres esguias.

Confira as medidas mais frequentes encontradas pela pesquisa, classificadas conforme a altura das mulheres:

Mulheres baixas

A pesquisa do Senai considerou como de baixa estatura as mulheres que medem até 1,58 metro, o que corresponde a 20,6% das pesquisadas.

A média dos valores encontrados para essa faixa foi 1,56 metro de altura, 91,7 cm de busto, 78,6 cm de cintura e 97,6 cm de quadril.

Mulheres medianas

Para os pesquisadores, foram consideradas de altura mediana as mulheres que estão entre a faixa de 1,58 metro e 1,64 metro. Sessenta e quatro por centro das mulheres que participaram da pesquisa se encontram dentro desses valores – ou seja, a grande maioria das brasileiras não tem a chamada “altura de modelo”!

Para elas, a média foi de 1,61 metro de altura, 97,1 cm de busto, 85,4 cm de cintura e 102,1 cm de quadril.

Mulheres altas

Foram consideradas altas as mulheres que medem mais de 1,64 metro – ainda assim elas estariam alguns centímetros longe das modelos mais famosas, que costumam ter mais de 1,75 cm.

Cerca de 15% das mulheres que participaram do estudo pertencem a essa faixa de altura.

A média de resultados encontrados para as mulheres consideradas altas foi 1,68 metro de altura, 96,5 cm de busto, 86,3 cm de cintura e 102,2 cm de quadril.

Numeração das roupas

Se você já tentou entrar em uma calça jeans que supostamente seria a adequada ao seu tamanho, mas ela não passou da metade da coxa, talvez a “culpa” não seja dos brigadeiros a mais.

Ao comparar as medidas das mulheres brasileiras com peças de vestuário de algumas grifes nacionais bastante conceituadas, a pesquisa do Senai percebeu que os tamanhos considerados “ideais” para determinadas medidas das mulheres brasileiras, na verdade, são menores do que deveriam.

Embora os tamanhos 42 e 44 sejam considerados padrão para o corpo médio das brasileiras, essas numerações das grifes analisadas são, na verdade, 10 centímetros menores do que o necessário para vestir bem e de forma confortável as consumidoras.

Ou seja, as grifes nacionais mais reconhecidas parecem estar com uma ideia um pouco distorcida do corpo real das brasileiras, pois a maioria de nós acaba ficando entre o 42 e o 46.

Mas mesmo assim eu não me sinto bem. E agora?

Ok, você sabe que o padrão de beleza da mídia não é o único que existe. Você também está ciente de que a maioria das brasileiras não apresenta o biótipo de modelo esguia da Gisele Bündchen.

Você até tentou ficar satisfeita com as suas medidas, mas não tem jeito: você não está feliz com a sua aparência.

Algumas coisas realmente não podem ser modificadas, como a nossa altura. Porém, caso sua queixa seja pontual, é possível sim recorrer a um procedimento estético para corrigir uma parte do corpo – isso, é claro, se você desejar uma modificação.

Por exemplo: você até sabe que a cintura média das brasileiras não é assim tão fina, mas você não consegue se sentir bem com algumas gordurinhas a mais que estão depositadas nessa região.

Nesse caso, existem procedimentos estéticos ou mesmo cirurgias plásticas como a lipoaspiração que podem redesenhar essa parte do corpo e devolver a autoestima para a paciente. Os recursos da medicina existem para isso!

Apesar disso, não devemos atribuir nossa felicidade a um padrão de medidas corporais.

Determinada medida do nosso corpo que esteja desproporcional às demais em geral pode ser corrigida, mas devemos ter em mente que a beleza está muito mais relacionada ao bem-estar e à harmonia das formas do que a uma tabela de numeração.

 

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).