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Estrias no pós-parto: tratamentos

Sabia que evitando o sobrepeso na gestação você reduz também o risco de ter estrias? Veja como prevenir e amenizar cicatrizes do pós-parto.

Sonho de muitas mulheres, surpresa para outras, para todas, com certeza, uma ocasião inesquecível. A gravidez é um período da vida feminina que transforma vidas, relacionamentos e expectativas, e deixa marcas profundas e indeléveis, muitas vezes no corpo também. Ser mãe é passar por momentos de espera, de mudanças físicas incríveis, de preparação de um outro ser humano tão completamente dependente dela para viver que às vezes até esquece de si mesma, dos cuidados que deve ter durante e após a gravidez, como com as estrias e o sobrepeso, por exemplo. A pele se estica para abrigar a criança e quando não está devidamente hidratada acontece o estiramento das fibras elásticas e de colágeno, que encolhem como exatamente como um elástico arrebentado – o que pode ser evitado com alguns cuidados durante a gestação.

As estrias são um dos vilões que atormentam as mamães em um momento tão bonito, mas mesmo as mulheres que já têm predisposição genética podem minimizá-las ou até evita-las com produtos à base de uréia (com índice máximo de 3%), colágeno, elastina, lactato de amônia, óleos vegetais e vitamina E, de preferência antes, durante e depois da gestação. Esses produtos hidratantes devem ser passados nas regiões mais atingidas, normalmente a barriga, as nádegas e os seios, no mínimo duas vezes por dia. Outras dicas são usar sempre o soutien, e evitar, principalmente, o sobrepeso: o ganho máximo não deve ser maior que 12 kg para os 9 meses de gestação. Assim você estará evitando estrias e a maior parte dos problemas que podem aparecer no período.

Lembre-se que quanto mais você engordar mais a pele esticará e haverá mais facilidade de as fibras de romperem formando as estrias – que não deixam de ser uma espécie de cicatriz. Por falar em cicatriz, uma que costuma incomodar bastante as novas mamães são as da cesariana. Hoje a maior parte delas é feita horizontalmente bem abaixo da linha do biquíni, e torna-se praticamente imperceptível com o tempo. Os cortes podem variar entre 15cm e 20cm de acordo com a posição e o tamanho do bebê e podem ficar de várias formas: bem finas e planas, largas e deprimidas ou fibrosas e elevadas. Quando se tornam elevadas mas restritas ao local da incisão chamamos de cicatrizes hipertróficas (que podem reduzir com tratamentos). Quando crescem a ponto de ultrapassar a incisão chamamos de quelóide, mais comum em mulheres morenas, negras e orientais. Algumas vezes também podem apresentar-se aderidas ao tecido profundo.

O aspecto avermelhado costuma durar entre 6 e 12 meses, mas cuidados no pós­parto podem ajudar bastante a cicatrização, como o uso de cinta elástica, repouso e massagens específicas na cicatriz (feitas por fisioterapeuta) para evitar o desenvolvimento do tecido conjuntivo fibroso e aderências.

Alguns procedimentos podem ser utilizados para a redução da cicatriz, como a aplicação de pomadas e cremes à base de corticoides, infiltração de medicamentos na cicatriz, laser fracionado e a betaterapia, que previne a formação de queloides através da energia emitida por elétrons.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).