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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
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A evolução das cirurgias plásticas ao longo dos anos

As mudanças estéticas datam de mais de 4 mil anos a.C. Conheça a história dessas técnicas!

A necessidade humana de corrigir imperfeições estéticas pode ser observada desde longa data, sendo essas primeiras tentativas o que se conhece como o início das cirurgias plásticas no mundo e o que permitiu o aperfeiçoamento de técnicas e mais domínio sobre os procedimentos.

Sendo cada vez mais populares, o Brasil é o segundo país do mundo a mais realizar procedimentos estéticos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Conheça a seguir qual a origem das cirurgias plásticas que foram iniciadas há mais de seis mil anos.

Qual a história das cirurgias plásticas?

Os primeiros relatos de cirurgias plásticas datam de quatro mil anos a.C., sendo considerados como procedimentos reparadores realizados pelos hindus. O conhecimento anatômico desse povo devia-se às punições realizadas nas tribos que permitiam dissecções que aumentaram o entendimento sobre o corpo humano.

Há documentos sobre cirurgia plástica também no Egito que datam de 3.500 anos a.C. e estão alocados no Papiro de Ebers, relatando a experiência da realização de transplantes de tecidos. 

No Egito antigo ainda, o Papiro de Edwin Smith, que data de 2.500 anos a.C. faz referência a diversos procedimentos estéticos e cirúrgicos, como plásticas do nariz, tratamentos para fraturas do crânio, da mandíbula e do nariz, operações dos lábios e outros.

Outra contribuição antiga para o que hoje entendemos como cirurgias plásticas vem da Índia. No século VI a.C. o primeiro cirurgião plástico que se tem registro, Sushruta escreveu o manual Sushruta Samhita, no qual descreve diversos procedimentos.

Entre as técnicas relatadas no manual está a reconstrução de narizes por meio dos transplantes de pele da fronte. Atualmente, uma herança desse procedimento ainda é usada nas rinoplastias sendo chamada de “retalho indiano”.  

O grego Hipócrates, considerado como o “pai da medicina” também apresentou contribuições significativas para a área de cirurgia plástica no século V a.C. Ele deixou documentos relatando procedimentos estéticos como enfaixamentos e cuidados com curativos.

Ele também fazia indicações médicas com fins exclusivamente estéticos, como o uso de pomadas e unguentos para amenizar sardas, calvície e excesso de pele, além deixar relatos sobre remodelamento nasais. Na área médica foi criado o Juramento de Hipócrates, formulado entre 460 e 377 a.C.

Devido essa influência, em 150 a.C. os médicos e cirurgiões respeitados foram proibidos de usar o bisturi nas práticas médicas devido a preocupação com a estética do paciente.

Assim, a cirurgia plástica tem milênios de contribuições de diversos pensadores que contribuíram para que os procedimentos se tornassem mais seguros e eficazes.

As cirurgias plásticas se consolidaram no século XX

Cirurgia plástica no século XX

Com um salto temporal chegamos às contribuições do início do século XX aos procedimentos estéticos. É significativo destacar o primeiro escrito totalmente voltado para o tema que data de 1907 e intitulado “A correção das imperfeições”, escrito pelo Dr. Charles Miller.

Outras contribuições importantes para a cirurgia estética aconteceu na Inglaterra com o surgimento do Guinea Pig Club após a Segunda Guerra Mundial que reunia ex-militares que precisaram de cirurgias plásticas após o conflito.

O grupo reunia aqueles operados pelo cirurgião plástico Archibald McIndoe na década de 1940. O médico é o responsável pela adoção dos banhos salinos para tratamento de queimaduras de grandes extensões, proporcionando um resultado estético mais agradável.

No ano de 1962 foi realizada a primeira cirurgia de aumento de mama, realizada pelos médicos Frank Gerow e Thomas Cronin nos Estados Unidos. Já a lipoaspiração foi desenvolvida inicialmente em 1974 pelos cirurgiões Giorgio e Arpad Fischer.

Nesse momento o procedimento ainda era arriscado e não tinha resultados garantidos, sendo aprimorado posteriormente pelo cirurgião plástico Dr. Yves Gerard Illouz, que foi responsável pela adoção da cânula para aspiração da gordura e do uso da solução salina para reduzir a perda de sangue e os hematomas gerados.

Atualmente, a cânula usada na lipoaspiração é mais fina, o que permite reduzir a perda de sangue, as equimoses, o edema e os hematomas pós-operatórios. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), desde 1987, é permitido aspirar até cinco litros de gordura.

Na cirurgia de mamoplastia de aumento, por exemplo, as novidades referem-se principalmente a maior qualidade das próteses utilizadas, que atualmente possuem três formatos diferentes e também as incisões, buscando uma cicatriz mais discreta e imperceptível.

Uma característica mais comum desse e de outros procedimentos estéticos é que eles prezam, cada vez mais, pela naturalidade dos resultados, evitando alterações físicas artificiais como foi comum nas décadas de 1990. 

As cirurgias plásticas estão mais modernos e seguras, garantindo resultados mais satisfatórios para os pacientes ao mesmo tempo em que minimiza as interferências e busca melhorar o pós-operatório, tornando-o mais rápido e menos dolorido.

Ao surgir o desejo de uma alteração estética, é fundamental buscar uma clínica de cirurgia plástica que seja confiável e garanta melhores resultados.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).