Diabetes

Os números do diabetes não mentem
diabetesCada vez mais veremos pessoas com diabetes ente nós. Sei que isto não é um início de texto muito animador, mas a questão aqui é mostrar a importância do diabetes em nosso país e entender como uma série de medidas poderiam, a longo prazo, diminuir o impacto deste problema crônico de saúde e seu impacto na população. A propósito, você sabe quantas pessoas têm diabetes no Brasil? E o custo disto para os cofres públicos?

Em nosso país estima-se que o número de pessoas com diabetes seja próximo de 15 milhões, algo em torno de 8% da população. Lembre, por exemplo, que a população inteira do Chile é de 17 milhões de habitantes, ou seja, seria como se todos os moradores do Chile fossem diabéticos, o que mostra a dimensão do problema. Além disto, os custos envolvidos no tratamento destes pacientes é também bastante elevado. Por exemplo, quando comparamos o custo direto com diabetes em nosso país e comparamos este valor com outros países no Brasil estima-se que este valor seja bem maior, em torno de 4 bilhões de reais, 5 vezes mais que na Argentina e 2 vezes mais que no México.

diabetes-2Assim, fica claro que o diabetes é um problema grave de saúde pública e em um país com dimensões continentais como o nosso os problemas se tornam ainda mais difíceis. E existem ainda outras particularidades. Lembro-me, por exemplo, de um aluno com quem conversei várias vezes sobre diabetes e ele me explicava, bastante surpreso, sobre o número alto de pacientes indígenas com “pé diabético” que ele atendia em uma região distante, no centro-oeste do país. Pé diabético é uma condição na qual, obviamente, portadores de diabetes estão sujeitos, principalmente pela diminuição de sensibilidade nos pés. Assim, estes indivíduos acabam sofrendo “pequenos” traumas de repetição, esbarrando o pé aqui e ali ou mesmo com feridas provocadas pelo próprio calçado. E o problema é que além de nãoperceberem (não sentirem dor) o portador de diabetes tem feridas que não se cicatrizam facilmente, o que pode levar a úlceras. Agora, veja você, por que então estes índios aos quais meu aluno se referiu teriam mais pé diabético? Simples, culturalmente, ainda que os “tempos modernos” tenham influenciado os hábitos de várias populações nativas no Brasil, muitos deles cultivam a tradição de andar descalços. Assim, seria de se esperar que nesta situação os índios com diabetes tivessem uma frequência alta de pé diabético.

Outra história semelhante a que vimos acima ocorre na Índia, país com 5 vezes mais habitantes que o Brasil, onde a religião principal é o hinduísmo e existe uma época no ano onde as pessoas, por motivos religiosos, têm de andar descalças.Logo, não seria de se esperar também que os indianos portadores de diabetes sofressem mais nestas ocasiões? E imagine que na Índia o número estimado de pessoas com diabetes é da ordem de 65 milhões de pessoas. Que problema não?

diabetes-3Logo, veja que o diabetes tem um impacto significativo em nosso país, em diferentes culturas e em diferentes países, seja por hábitos culturais ou religiosos, seja por qualquer razão, os números do diabetes não mentem. O problema está aí e devemos enfrentá-lo de frente.

Dra. Cláudia Chang – CRM 110.155

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