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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
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Tatuagem para cobrir estrias realmente funciona?

Sabia que existe tatuagem para cobrir estrias

Conheça o que é, quais os riscos da tatuagem para cobrir estrias e a importância de uma avaliação especializada antes de selecionar um tratamento estético.

A tatuagem para cobrir estrias é uma técnica recente que tem sido buscada por mulheres incomodadas com o excesso de estrias em regiões como glúteos, abdômen ou coxas, por exemplo.

Também chamada de “camuflagem de estrias” o método é executado por tatuadores, no entanto, a comunidade médica está atenta à prática e tem alertas importantes sobre o tema. Entenda melhor a seguir!

Como é a técnica de tatuagem para cobrir estrias?

A tatuagem para cobrir estrias consiste no preparo de um pigmento que se aproxima da tonalidade da pele da mulher pelo tatuador e aplicação, por meio de agulhas, como em uma tatuagem regular, sobre as estrias, principalmente as brancas, que são mais antigas e difíceis de remover.

O objetivo da técnica é que o pigmento da tatuagem, por ser próximo da cor da pele da paciente, disfarce as estrias, amenizando esses sinais do corpo.

A execução do procedimento é como a realização de uma tatuagem normal e a recuperação envolve as mesmas indicações, como evitar a exposição solar, mar ou piscina, alimentos prejudiciais à cicatrização e outras.

Quais os riscos desse tratamento?

Apesar do objetivo da tatuagem para cobrir estrias ser beneficiar a mulher que sente um incomodo estético com as estrias, melhorando sua autoestima, esse resultado nem sempre é alcançado.

De acordo com a comunidade médica, os riscos relacionados à camuflagem de estrias podem comprometer os resultados. Algumas considerações importantes incluem:

  • a reação do organismo ao pigmento não pode ser prevista, de forma que nos meses posteriores à técnica, quando a pele absorve as substâncias, pode ocorrer oscilações na cor;
  • o envelhecimento cutâneo, com alterações físicas como flacidez ou ganho de peso, pode alterar a tatuagem, fazendo com que ela mude de local ou fique com um aspecto manchado;
  • práticas frequentes como tomar sol e se bronzear também podem causar alterações na tatuagem, gerando manchas na pele;
  • algumas vezes a tatuagem pode ter um irritação durante a cicatrização e ficar levemente elevada, o que pode comprometer o resultado estético almejado.

Além desses riscos, relacionados ao organismo e aspectos particulares, a tatuagem para cobrir estrias também pode ser mal sucedida quando o tatuador não acerta o tom do pigmento, não tem experiência na prática ou utiliza materiais inadequados.

Como proceder quando as estrias forem um incomodo?

O ideal, antes de optar por qualquer tipo de tratamento estético, é fazer uma consulta com um especialista, como dermatologista ou cirurgião plástico.

Apesar das considerações sobre a camuflagem de estrias, um profissional especializado pode avaliar que a técnica corresponde às expectativas da paciente e é segura para o caso específico.

No entanto, antes dessa opção, o especialista vai tentar tratamento médicos reconhecidos para amenização de estrias, como o uso do laser, radiofrequência e carboxiterapia, por exemplo.

A tatuagem para cobrir estrias nunca deve ser a primeira opção de tratamento, pois caso ela não apresente os resultados desejados, inviabiliza a realização de procedimentos estéticos no local, como laser, que apresenta bons resultados para amenizar estrias brancas.

Apenas um especialista poderá avaliar o caso e determinar qual o procedimento estético mais adequado. Mesmo se deseja realizar a tatuagem para cobrir estrias a recomendação é uma avaliação médica especializada antes.

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).