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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
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Tatuagem e cirurgia plástica: tudo que você precisa saber sobre a relação

Mulher com tatuagem

Saiba quanto tempo esperar para fazer uma tatuagem depois da cirurgia plástica e confira dicas aqui!

Muitas mulheres buscam um cirurgião plástico já com dúvidas bem específicas, como se é possível fazer uma tatuagem após cirurgia plástica ou mesmo se o procedimento estético pode comprometer uma arte que já esteja na pele.

Como as tatuagens são cada vez mais comuns é preciso entender corretamente a relação entre elas e as cirurgias plásticas de forma que uma não atrapalhe a outra. Saiba mais a seguir!

Cirurgias plásticas podem comprometer a tatuagem?

A primeira dúvida recorrente nos consultórios é se a cirurgia plástica pode comprometer a estética da tatuagem e a resposta é: depende!

A avaliação com o cirurgião plástico sempre será determinante para definir qual tipo de procedimento estético é recomendado para os objetivos da paciente e também qual técnica será usada.

Em geral, o especialista tentará evitar que a técnica seja realizada sob uma área com tatuagem. Ele pode sugerir abordagens ou métodos específicos para isso.

Por exemplo, no caso da mamoplastia a incisão cirúrgica pode ser feita próximo das axilas, no sulco mamário ou no entorno da aréola. Caso a paciente tenha uma tatuagem em alguma dessas regiões, esse quesito poderá ser considerado na definição do local da incisão cirúrgica.

Mas um caso mais complexo, por exemplo, é a abdominoplastia. No caso da mini abdominoplastia a incisão limita-se a uma linha acima do púbis, mas a técnica só é indicada para mulheres magras com pequenos depósitos de flacidez.

No caso de uma paciente com maiores insatisfações na região abdominal pode ser necessária uma abdominoplastia em âncora na qual é realizada uma incisão acima no púbis na horizontal, uma incisão vertical e no entorno do umbigo.

Caso essa paciente tenha uma tatuagem nessa região, será inviável realizar o procedimento sem comprometer o desenho.

Como a abdominoplastia envolve a remoção da pele, a tatuagem pode ser removida ou ficar comprometida com a realização dessa cirurgia plástica específica.

As situações podem ser diversas, de forma que é essencial conversar com o cirurgião plástico e explicar o caso desde a primeira consulta para que ele avalie as alternativas disponíveis.

Quando fazer a tatuagem após cirurgia plástica?

Outra dúvida comum é quando fazer a tatuagem após cirurgia plástica, pois com o resultado estético corporal alcançado, muitas pacientes optam por fazer a tatuagem que tanto queriam antes.

No entanto, é preciso ter consciência que, apesar de não parecer invasiva, a tatuagem envolve uma técnica que desencadeia um processo inflamatório localizado, pois as células saudáveis tentam expulsar a tinta, o que faz parte da cicatrização.

Após uma cirurgia plástica, a paciente está com o organismo mais vulnerável e suscetível às inflamações, de forma que fazer uma tatuagem nesse período pode comprometer os dois processos de cicatrização.

Por tais razões a recomendação é que a tatuagem seja feita apenas 12 meses depois da cirurgia, quando não há risco de um processo inflamatório desencadear problemas na recuperação da cirurgia estética.

Mulher com cirurgia plástica e tatuagem

Tatuagem para disfarçar cicatrizes funciona?

A tatuagem após cirurgia plástica também pode ser usada para uma finalidade muito diferente: disfarçar as cicatrizes.

Destacamos que o cirurgião plástico sempre visará desenvolver a técnica com excelência para que a cicatriz resultante seja a mais discreta possível e, preferencialmente, fique disfarçada em dobras naturais do corpo ou partes de pouca exposição.

Ainda assim, diversos fatores podem alterar o processo de cicatrização fazendo com que ela fique maior, mais escura, seja hipertrófica, entre outros problemas.

Destaca-se que existem técnicas específicas para corrigir a aparência de uma cicatriz que não ficou como o desejado, mas muitas pessoas têm optado por realizar tatuagens para cobrir essas marcas.

De fato, a tatuagem após cirurgia plástica para disfarçar a cicatriz funciona, mas vai depender tanto das características da cicatriz (tamanho, cor, proeminência etc.) como também da arte escolhida e das aptidões do tatuador.

Um uso nobre das tatuagens, por exemplo, ganhou evidência recentemente: a ressignificação de cicatrizes de mastectomia.

Após a remoção completa das mamas para tratamentos oncológicos muitas mulheres têm recorrido às tatuagens para aumentar a autoestima e bem-estar pessoal.

Portanto, o uso da tatuagem para transformar uma cicatriz em uma arte é sim uma possibilidade, mas é importante estar certa dessa decisão e também esperar o período adequado para evitar problemas na recuperação.

Independente se o objetivo é fazer uma tatuagem após cirurgia plástica ou não, a recomendação é sempre dedicar-se ao pós-operatório, pois ele influencia o processo de cicatrização. Entre os cuidados recomendados destacam-se:

  • evitar o tabaco pelo menos um mês antes e um mês depois do procedimento;
  • reduzir o consumo de bebida alcoólica;
  • fazer o repouso recomendado pelo médico;
  • usar os medicamentos prescritos para o pós-operatório;
  • não se expor ao sol ou à temperaturas elevadas durante a recuperação;
  • ter uma alimentação balanceada, reduzindo o consumo de sal, açúcar e gorduras.

Os cuidados apropriados no pós-operatório da cirurgia plástica reduzem as chances de complicações e garantem uma cicatrização mais adequada de forma que a escolha por uma tatuagem para cobri-la seja motivada por fatores pessoais e não estéticos.

 

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Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).