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Procedimentos invasivos e minimamente invasivos

Procedimento invasivo e minimamente invasivo

Saiba as diferenças cruciais desses dois métodos cirúrgicos que podem gerar receio entre os pacientes

O mundo da cirurgia plástica também envolve dúvidas sobre as diferenças entre procedimentos invasivos e os minimamente invasivos. Há muitas pessoas que se preocupam com a forma como eles são realizados, ainda mais quando envolve as anestesias, um detalhe que realmente dá medo. Sem conhecimento desses dois tópicos, há pacientes que ficam tão ansiosos e temerosos só de pensar nos instrumentos do cirurgião que correm dos centros cirúrgicos e, por vezes, desistem da tão sonhada cirurgia. Hoje, falaremos um pouco desse assunto delicado.

Os procedimentos invasivos fazem jus ao significado no universo da cirurgia plástica: invasão do organismo por meio de instrumentos cirúrgicos. Dentro deste quesito, estão aqueles métodos estéticos que tendem a ser de longa duração, com direito a aplicação de anestesias e cuidados regrados no pós-operatório. No geral, eles são vistos como agressivos, pois influenciam na melhoria ou na mudança do formato de alguma região do corpo. Assim, eles levam mais tempo e o médico precisa assegurar muito bem o paciente.

As anestesias marcam presença nos procedimentos invasivos, pois minimizam a dor e a sensibilidade do paciente durante a operação. Dentre as cirurgias plásticas mais requisitadas está a lipoaspiração, que faz a sucção de gordura de determinada região do corpo. Há quem recorre à união de dois procedimentos ao mesmo tempo e a associa com a lipoescultura, que utiliza a gordura retirada para aplicá-la em outra parte que precisa ganhar volume, como acontece no bumbum, para conferir um resultado harmonioso e mais completo.

Quanto aos procedimentos minimamente invasivos, eles não são agressivos, não exigem muito tempo no centro cirúrgico e conseguem garantir ao paciente um retorno rápido à rotina. Porém, há o uso de instrumentos, como acontece na aplicação de toxina botulínica (Botox®), onde uma agulha penetra o rosto do paciente. Ele fica acordado durante todo o processo e não precisa enfrentar o pós-operatório. Contudo, há regras médicas a se seguir para não comprometer o resultado.

Outros exemplos são os peelings químicos e a dermoabrasão, dois métodos que ajudam na melhoria de cicatrizes, como também de rugas e de flacidez facial.

Além dos procedimentos invasivos e minimamente invasivos, há quem pense nos métodos não invasivos, mas, nesse caso, trata-se daqueles que não invadem o corpo do paciente de nenhuma maneira, nem com agulhas. O maior exemplo de todos é o exame de Raios X.

Todo médico, independente da especialidade, precisa preparar o paciente quando o assunto são os procedimentos invasivos e minimamente invasivos. O medo acarreta momentos de tensão no hospital e na clínica, e muitas pessoas desistem do sonho de recuperar a autoestima, seja para tirar uma gordurinha ou melhorar o formato do nariz, mesmo que ele seja influente na qualidade de vida também. Por isso, o diálogo na primeira consulta é sempre valioso, pois todo o receio pode ser quebrado nesse contato.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).