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Otoplastia e a adolescência

Entenda o procedimento e o que deve se levar em conta na hora de decidir pela cirurgia

O período da adolescência é o mais delicado da nossa vida, pois é nele que descobrimos nossa identidade e enfrentamos obstáculos que contribuem para a formação de um adulto maduro. Em época em que ocorrem muitos casos de bullying, muitos pais temem pela presença dos filhos na escola, pois nem todos os colegas são compreensíveis quanto a algum ponto que consideram motivo de chacota. Isso abala a autoestima da criança ou do adolescente. Dentre muitos, um que se destaca é a questão da “orelha de abano”.

As cirurgias plásticas estão cada vez mais modernizadas, com resultados rápidos e duradouros. Porém, quando se trata de crianças e adolescentes, é preciso considerar a necessidade, do quanto eles precisam da operação. As piadas no meio social afetam o comportamento e, nem sempre, a solução se encontra na sala do cirurgião. As orelhas salientes ou desfiguradas tendem a incomodar e fazem com que qualquer pessoa tente escondê-las por vergonha. Para mudar esse quadro, o procedimento requerido é a otoplastia.

A otoplastia visa à melhora da posição e das proporções das orelhas, até mesmo na estrutura, onde muitas crianças apresentam esse quadro desde o nascimento. O objetivo da cirurgia plástica é trazer uma forma natural às orelhas conforme a proporção facial do paciente. Um adolescente pode recorrer a essa cirurgia, mas com autorização dos pais. Tudo porque eles exercem um papel determinante sobre os filhos. Nessa fase da vida, os jovens mudam de ideia muito rápido e a empolgação pela cirurgia hoje, pode não ser a mesma amanhã.

Os complexos e as inseguranças podem gerar comportamentos contrários nos adolescentes. Por isso, é preciso conversar muito sobre o assunto.

Saiba que as orelhas crescem até, em média, aos 7 anos de idade e é na adolescência que o quadro incomoda e atrapalha na integração social. Se uma criança precisa de uma intervenção cirúrgica, ela deverá estar saudável e sem infecções no ouvido. Sem contar que o médico levará em conta se a cartilagem da região está estabilizada para submetê-la à correção. No caso dos adolescentes, eles não podem ter nenhum vício nocivo à saúde, como o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas.

Levar a opinião da criança e do adolescente quanto à cirurgia plástica em conta é um facilitador para a realização da otoplastia, especialmente se eles vivem momentos desconfortáveis. É preciso que os pais conversem com cuidado para anular qualquer expectativa surreal, especialmente se o adolescente se sentir pressionado por influência dos colegas. O importante é considerar se a realização da operação será benéfica a todos.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).