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Mitos e verdades de cirurgias após grande emagrecimento

Mitos e verdades de cirurgias após grande emagrecimento

Entenda melhor os mitos e verdades de cirurgias após um grande emagrecimento

A obesidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)  como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. A preocupação com o peso vai muito além da estética, refletindo nos mais diversos aparelhos e sistemas do corpo humano. Assim, nos últimos anos, várias estratégias têm sido criadas no campo da medicina para facilitar o combate a essa pandemia.

Seja por meio de dietas, cirurgia bariátrica, medicamentos ou outros métodos, um número considerável de pessoas consegue migrar da obesidade para o peso ideal. Muitas vezes, porém, surge outro problema: o excesso de pele. O abdome globoso dá espaço para uma barriga com aspecto de “avental”. Pernas e braços frequentemente também sofrem essa consequência, especialmente a face interna da coxa e a parte interna do braço.

A partir daí surgem várias especulações sobre como e quando é necessário corrigir essas consequências. Afinal, se antes a questão de saúde se sobrepunha à estética para o combate a obesidade, ao se atingir o peso ideal, a imagem corporal toma frente nas preocupações e inseguranças quanto ao corpo.

Aqui abordaremos alguns mitos e verdades, além de diversas opções para quem venceu a batalha contra a obesidade e está em busca de melhorar ainda mais sua imagem e auto-estima.

  • A cirurgia plástica é sempre necessária após grandes emagrecimentos.

MITO. Características individuais como a quantidade de peso perdida e a elasticidade da pele definirão se o paciente terá um excesso visível de tecido sobrando ou não. Muitas vezes, mesmo após uma grande perda de peso, a pele mantém-se semelhante ao que era antes.

  • Fazer academia ajuda a manter o aspecto de pele mais firme quando se perde muito peso.

VERDADE. Não é que a academia deixará a pele mais firme diretamente, mas a realização de exercícios, especialmente de musculação, trará um emagrecimento mais saudável e duradouro do que apenas dietas restritivas. Isso porque o estímulo desses exercícios fará você “trocar” gordura por músculos. Ou seja, parte do lugar ocupado anteriormente pela gordura dará espaço (mesmo que em menor proporção) a músculos, assim a pele não irá “sobrar” tanto.

  • A mulher não pode engravidar após cirurgia plástica pós grande emagrecimento.

MITO. Após o período de recuperação específico de sua cirurgia e da liberação do cirurgião, a mulher pode sim engravidar. A única questão, aqui, é que poderá ocorrer novamente o ganho e perda de peso com o processo de gravidez, e é possível que um novo procedimento seja requerido pela paciente após voltar ao peso inicial.

  • Existe um limite de idade para a realização de cirurgia plástica após perda de peso. 

MITO. Nem a idade, tampouco o tempo passado após o grande emagrecimento são determinantes para a realização ou não de cirurgia. A necessidade será avaliada pelo médico, assim como a condição clínica do paciente, que é o principal fator indicador de possibilidade ou não de se submeter a um procedimento cirúrgico.

  • Se houver ganho e perda de peso pode ser necessário um novo procedimento.

VERDADE. O famoso “efeito sanfona” é um dos piores inimigos contra o corpo. Além de mexer com todo o metabolismo e dificultar cada vez mais a perda e manutenção do peso, essa situação pode voltar a distender a pele e causar novas necessidades de correções por meio cirúrgico.

  • E no que consistem essas cirurgias?

Em geral, as cirurgias retiram o excesso de pele e tecido subcutâneo (a gordura superficial) que estão incomodando o paciente e até mesmo muitas vezes atrapalhando seus afazeres diários.

Aqui listaremos alguns tipos principais de cirurgias realizadas após grandes emagrecimentos, nos locais normalmente mais afetados:

No abdômen: o abdômen é o local de maior queixa dos pacientes e, normalmente, o primeiro a ser abordado. Pode ser realizada a abdominoplastia convencional, quando não há tanto excesso a ser retirado, ou a abdominoplastia em âncora, quando a convencional não traria os resultados esperados. Quando há apenas um excesso de tecido subcutâneo, a lipoaspiração pode ser utilizada como uma técnica menos invasiva de correção.

Nas mamas: como os seios são compostos basicamente de tecido mamário e gordura, é comum que eles fiquem pendentes após grande emagrecimento. Nesse caso, pode ser realizado tanto a mamoplastia redutora, com ou sem colocação de prótese, como apenas a colocação de prótese em si (quando o excesso de pele não é tao expressivo).

Em braços: Braquioplastia ou Lifting Braquial é o procedimento de escolha para os excessos de pele nos braços. Ela é realizada através de uma incisão na parte interna do braço e retirada dos excessos.

Em coxas: o lifting de coxas é semelhante ao de braços e sua extensão irá depender das características e vontades de cada paciente. Pode ser realizada, em conjunto, uma lipoaspiração local caso haja gordura em excesso na região.

Nos glúteos: a gluteoplastia pode ir desde apenas a retirada de tecido cutâneo em excesso até a utilização de lipoaspiração para retirar gordura localizada em excesso ou a utilização de próteses, caso seja o desejo da paciente.

No rosto:  a principal queixa, aqui, se concentra na região do pescoço e pálpebras. O lifting facial, com ou sem lipoaspiração de pescoço associada, é o procedimento mais escolhido para essa situação, e sua amplitude dependerá, assim como os outros, das características individuais de cada paciente.

E você? Conseguiu o tão sonhado emagrecimento e quer dar continuidade na sua jornada para melhorar sua imagem corporal, auto-estima e estilo de vida? Fale conosco!

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