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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
CRM/SP: 106.491 RQE: 25827
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Quais tipos de cicatrizes são passíveis de correção?

Veja quais são os benefícios do procedimento para correção de cicatrizes

Correção de cicatriz é possível para diferentes tipos, mas apenas um especialista poderá avaliar qual o tratamento mais apropriado para o caso.

Existem diversas opções de tratamentos para correção de cicatriz inestética em decorrência de problemas na recuperação de uma paciente ou caso haja uma cicatrização insatisfatória após ferimento ou cirurgia.

Conhecer as opções de tratamento é essencial, mas apenas um especialista poderá avaliar o tipo de cicatriz e indicar qual a abordagem para correção mais satisfatória ao caso.

5 tipos de tratamentos para correção de cicatrizes

Alguns tipos de cicatrizes inestéticas podem ser corrigidos por meio de procedimentos terapêuticos ou até cirúrgicos, dependendo do caso, garantindo uma estética mais satisfatória após a abordagem especializada.

Queloides

As queloides são cicatrizes com alto relevo decorrente da produção exagerada de colágeno durante a recuperação da paciente. Com o tempo elas podem adquirir uma aparência enrijecida e avermelhada ultrapassando as margens da cicatriz inicial. 

Esse tipo de cicatriz pode ocorrer devido à tendência individual ou algum influencia durante a recuperação, além de ser mais comum em regiões com pele espessa. A correção da cicatriz de queloide pode ocorrer por diferentes abordagens, como:

  • curativos compressivos;
  • placas e géis de silicone;
  • medicamentos tópicos e massagens;
  • cirurgia de reparo da cicatriz;
  • injeções de corticoides;
  • crio cirurgia, utilizando nitrogênio;
  • radioterapia.

A opção por determinado tratamento de correção de cicatriz deverá ser avaliada pelo cirurgião plástico, considerando a gravidade do caso, chances de recorrência e localização.

Cicatrizes hipertróficas

Diferentemente da queloide, a cicatriz hipertrófica não ultrapassa as margens iniciais da cicatriz, mas adquire uma espessura esteticamente incômoda.

Apesar de ser um tipo de cicatriz que ameniza com o tempo, pode ser necessária uma abordagem especializada para um resultado mais satisfatório.

Em geral, os tratamentos indicados são semelhantes aos para queloide, incluindo curativos, placas de silicone, produtos tópicos, cirurgia ou uso de corticoides.

Cicatrizes alargadas

No caso das cicatrizes alargadas, elas ficam com uma aparência semelhante as das estrias, pois ocorre um afrouxamento dos tecidos subcutâneos, gerando a aparência indesejada. 

O tratamento para correção de cicatriz alargada inclui a cirurgia para reparo juntamente com o uso de curativos compressores. 

Cicatrizes discrômicas

Trata-se de uma cicatriz que apresenta uma coloração indesejada após a recuperação da paciente, podendo ficar mais escura que o tom da pele (hipercrômicas) ou mais claras (hipocrômicas).

Um aspecto importante é que as cicatrizes podem apresentar diferenças na coloração quando ainda são muito recentes, portanto, o diagnóstico da cicatriz discrômica deve ocorrer pelo menos um ano e meio após a cirurgia.

A correção de cicatriz discrômica pode ocorrer por meio de medicamentos tópicos, injeções, entre outras abordagens especializadas.

Contratura cicatricial

A contratura cicatricial consiste na deformação de uma área da pele em decorrência de queimaduras, podendo acometer não apenas a parte estética, mas também prejudicar músculos adjacentes e tendões.

A correção da contratura cicatricial ocorre por meio da ressecção dos tecidos para substituição por um enxerto de pele e, em alguns casos, pode demandar fisioterapia para restabelecimento de todas as funções da região acometida.

Nos procedimentos cirúrgicos, a paciente recebe apenas um anestésico local e poderá retornar as atividades nos dias posteriores, apresentando bons resultados estéticos e mínimo desconforto.

Apenas um especialista poderá avaliar as características inestéticas e sugerir qual a abordagem para correção de cicatriz mais adequada ao caso.

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).