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Não sabe como eliminar queloide? Confira aqui as opções de tratamento!

O queloide não causa problemas sérios de saúde, mas traz prejuízos estéticos importantes. Conheça os principais tratamentos para eliminar essa cicatriz indesejada.

Você se machucou ou fez uma cirurgia e a cicatriz não parou de crescer, ficou grosseira e está prejudicando a sua aparência? Ninguém fica feliz ao apresentar esse problema, mas saiba que existem formas de como eliminar queloide.

Caracterizado por uma cicatrização exagerada que leva à formação de uma cicatriz que ultrapassa as bordas da pele, o queloide é resultante de uma produção exagerada do colágeno por células chamadas fibroblastos.

Essa alteração é mais frequente em mulheres e em pessoas de etnia negra e asiática e costuma surgir entre os 10 e 30 anos.

Apesar de ser bastante comum e não representar um problema de saúde grave, essa cicatriz não para de crescer, causa insegurança, traz desconforto estético e pode atrapalhar a movimentação normal. Por isso, é importante buscar tratamento.

Como eliminar queloide: conheça os tratamentos

Mesmo que o médico seja extremamente cuidadoso e o paciente siga todos os cuidados do pós-operatório, não há como prevenir totalmente essa complicação relacionada à cicatriz. Porém, felizmente existem várias formas de como eliminar queloide. Conheça:

  1. Medicamentos tópicos

Quando o queloide é recente e tem um tamanho diminuto, podem ser utilizados cremes e pomadas com medicamentos corticoides para tentar reduzir ainda mais sua extensão e altura, tornar a coloração mais uniforme e combater a coceira e a dor.

A aplicação deve seguir as orientações médicas e geralmente inclui uma massagem local para que o produto seja bem absorvido. Esses cremes também podem ser usados como prevenção ao surgimento de novos queloides.

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  1. Injeção local de corticoide

Para cicatrizes mais extensas, que não respondem mais ao tratamento com a aplicação tópica de corticoides, outra forma de como eliminar o queloide é por meio da injeção desses medicamentos, como a triancinolona, diretamente na lesão.

Esse tratamento é indicado quando as cicatrizes estão em alto relevo em comparação com a pele ao seu redor. Seu objetivo é reduzir a ação dos fibroblastos, que estão produzindo colágeno em excesso, e estimular a colagenase, a enzima que destrói essa proteína.

  1. Luz pulsada e laser de CO2

Esses dois tratamentos têm mecanismos de ação distintos, mas ambos correspondem à aplicação de um feixe especial que é capaz de melhorar o aspecto de um queloide. Eles costumam ser empregados em associação com curativos compressivos ou injeções.

A luz intensa pulsada é mais recomendada para conter o crescimento de queloides recentes, enquanto o laser fracionado de CO2 promove uma melhor organização das fibras de colágeno, da textura e da cor da área afetada. Aproveite para saber mais sobre o laser de CO2 estético.

  1. Criocirurgia

Essa técnica consiste no uso do nitrogênio líquido em baixíssima temperatura para congelar os tecidos, o que leva à sua destruição. Para o tratamento do queloide, isso é feito com a aplicação de jatos direcionados apenas à cicatriz que deve ser eliminada.

A criocirurgia é feita com anestesia local e permite a injeção do gás em camadas mais profundas, que não são atingidas por outros tratamentos. Não é necessário fazer pontos, mas o paciente deve evitar se expor ao sol durante a recuperação (cerca de 3 semanas).

  1. Cirurgia de reparo de cicatriz

Em alguns casos, a melhor forma de como eliminar queloide é por meio da remoção cirúrgica. Nesse procedimento, o médico secciona a área lesionada e utiliza pontos internos para fazer a sutura, favorecendo um novo processo de cicatrização.

Para queloides pequenos, é possível fazer a cirurgia apenas com uma anestesia local. Já para queloides extensos ou pessoas que se sentiriam muito aflitas, é recomendável associar a sedação venosa, de modo que elas possam dormir e ter um conforto maior.

Aproveite para saber mais sobre a cirurgia de correção de cicatrizes e descobrir as possibilidades que esse tratamento oferece.

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  1. Betaterapia

A radioterapia, também chamada de betaterapia, consiste no uso da radiação para tratar um queloide ou impedir a sua recidiva depois de uma remoção cirúrgica. Nesse caso, a radiação é aplicada apenas superficialmente.

A técnica age na camada onde se localizam os fibroblastos, as células que produzem colágeno, e regula sua atividade para níveis normais. A betaterapia apresenta mais resultados para prevenir novos queloides do que no combate àqueles já formados.

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Como prevenir o queloide

Conforme explicamos acima, não é possível eliminar totalmente o risco do queloide, pois ele não depende do cuidado ou da experiência do médico, e sim de uma predisposição genética para esse problema.

Porém, quando o paciente apresenta um risco mais elevado, como histórico pessoal ou familiar, o médico pode adotar algumas medidas para reduzir as chances dessa complicação durante uma cirurgia, por exemplo:

  • Curativos compressivos: ajudam a reduzir a vascularização e o crescimento dos queloides, sendo aplicados ainda na sala de cirurgia. São bastante utilizados também em cicatrizes localizadas no lóbulo da orelha;
  • Folhas de gel e silicone: são utilizadas junto com os curativos de pressão para prevenir o surgimento de queloides em pessoas com risco aumentado;
  • Roupas de compressão: para pessoas com lesões extensas, pode ser indicado o uso de roupas de compressão, como cintas e meias, de forma a proteger uma área maior de modo mais eficiente;
  • Injeções de corticoide: também podem ser feitas ainda na sala de cirurgia, de modo a inibir os fatores que favorecem o surgimento do queloide (pois eles ainda estarão ativos).

Agora que você conheceu as principais formas de tratar esse problema, agende uma avaliação presencial com a Dra. Luciana Pepino para saber mais. Aproveite também para conhecer as demais opções de procedimentos estéticos e cirurgias plásticas que a clínica oferece. 

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Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).