Cicatriz de mastopexia: descubra como deve ficar após o procedimento!

A cicatriz do lifting de mamas depende do tamanho dos seios e do grau de flacidez. Conheça os principais formatos e saiba como é a evolução normal no processo de cicatrização

Muitas mulheres sonham em dar aquele up no visual das mamas e deixá-las novamente em uma posição mais elevada e jovem. Porém, uma preocupação dessas pacientes é como vai ficar a cicatriz de mastopexia, a cirurgia plástica que corrige a flacidez dos seios.

Embora muita gente imagine que a solução para as mamas caídas (“ptose mamária”) sejam as próteses de silicone, na verdade os implantes isoladamente podem até mesmo agravar esse quadro.

Dessa forma, quando se trata de levantar as mamas, a cirurgia plástica de escolha é a mastopexia ou lifting mamário, que pode incluir as próteses de silicone caso a paciente também deseje aumentar o volume dos seios. 

De qualquer modo, a aparência da cicatriz é sempre um ponto a ser considerado antes da intervenção. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Como é o formato da cicatriz de mastopexia

O formato da cicatriz depende de como a incisão será feita durante a cirurgia. Essa é uma decisão que varia conforme o tamanho das mamas e o grau de flacidez de cada paciente, portanto somente o médico poderá dizer como ela deverá ficar.

Leia mais – Cirurgia plástica nos seios: Qual a diferença entre mastopexia e mamoplastia?

Em geral, o lifting mamário apresenta quatro tipos principais de cicatriz:

  1. Cicatriz periareolar

Consiste em uma cicatriz circular ao redor da aréola que sempre está presente na mastopexia, pois é por meio dela que se faz o reposicionamento do conjunto aréola e mamilo.

Esse é o tipo mais discreto, indicado para mulheres com mamas pequenas e que não precisam retirar uma grande quantidade de pele. Oferece bons resultados somente quando o grau de flacidez é muito leve. Do contrário, será necessário associar outro tipo de incisão.

  1. Cicatriz em “I” ou “pirulito”

Quando o grau de flacidez da paciente é moderado, a incisão periareolar pode não ser suficiente para corrigir o caimento das mamas. Nesse caso, o cirurgião poderá optar por fazer uma incisão vertical a partir da periolar, seguindo até o sulco mamário.

Esse novo corte permitirá o estreitamento da mama, com melhor definição do colo. Esse tipo de cicatriz de mastopexia lembra o formato de um buraco de fechadura ou de um pirulito – tanto que, em inglês, ela é conhecida como “lollipop”.

  1. Cicatriz em “L”

À medida que o caimento da mama e o grau de flacidez aumentam, torna-se necessário fazer mais uma incisão, desta vez dentro do sulco mamário. Para isso, o cirurgião faz um prolongamento horizontal a partir da parte inferior da incisão em “I”.

Dessa forma, além da cicatriz periareolar, a paciente terá também uma cicatriz em formato de “L”, formada pela incisão vertical e pela incisão unilateral no sulco mamário.

  1. Cicatriz em “T invertido” ou “âncora”

Enquanto na cicatriz em “L” o prolongamento horizontal da incisão vertical segue apenas para um lado no sulco mamário, na cicatriz em “T invertido” o novo corte acompanha todo o contorno inferior dessa região.

Embora seja a cicatriz de mastopexia mais complexa em termos de extensão, este é o formato que permite a maior elevação das mamas. Portanto, ela é indicada para mulheres com seios muito grandes ou com um grau de flacidez muito acentuado.

O objetivo será sempre fazer a incisão mais discreta possível, geralmente possibilitando a cobertura pelo sutiã e o biquíni. Contudo, deve-se ter em mente que existe uma limitação da própria pele.

Afinal, de nada adiantaria ter uma cicatriz 1 centímetro menor se essa “economia” comprometer o novo formato e posicionamento das mamas, não é mesmo?

Somente o cirurgião plástico poderá determinar como será a sua cicatriz de mastopexia, pois é preciso fazer uma avaliação presencial e levar em consideração tanto as suas características quando as variações da cirurgia.

cicatriz da mastopexia
fonte: pinterest

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Como é a evolução da cicatriz de mastopexia

Independentemente de seu formato, as cicatrizes que têm um curso normal de evolução passam pelas mesmas fases, e cada uma dessas etapas apresenta diferentes características. Dessa forma, a cicatriz de mastopexia costuma se apresentar das seguintes formas:

  • Período imediato: até 30 dias depois da cirurgia, a cicatriz tende a ser bastante discreta. Pode haver alguma vermelhidão ou reação irritativa leve em função dos pontos ou dos curativos;
  • Período mediato: começa a partir dos 30 dias e vai até o 12º mês. Nesse intervalo, a cicatriz fica mais espessa e mais escura, passando do vermelho para o marrom. Esse é o processo normal de evolução e, com o tempo, ela vai clareando;
  • Período tardio: compreende 12 a 18 meses depois da cirurgia. Nesse período, a cicatriz vai ficar mais clara e com a consistência mais parecida com a da pele ao seu redor, novamente adquirindo um aspecto discreto.

É por isso que a avaliação da aparência final da cicatriz de mastopexia só pode ser feita mais de um ano depois da cirurgia. Desse modo, mesmo que a cicatriz esteja muito aparente antes disso, você não precisa se desesperar achando que seu procedimento não foi bem-sucedido.

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Complicações na cicatriz de lifting mamário

Como em qualquer cirurgia, a cicatriz de mastopexia pode apresentar complicações como queloide, hipertrofia e alargamento. Essa é uma condição que não depende da perícia do cirurgião e que não pode ser totalmente evitada.

Nesses casos, a cicatriz fica com a aparência inestética, crescendo além das bordas da lesão ou ficando mais avermelhada ou mais funda que a pele.  Além disso, essas complicações podem causar uma sensação de “repuxamento” devido à maior tensão local.

Quando isso acontece, é possível recorrer à cirurgia de correção de cicatriz. Contudo, é necessário diferenciar uma verdadeira complicação do processo de evolução normal, especialmente no período mediato.

Ficou com alguma dúvida sobre essa cicatriz ou está pensando em fazer uma mastopexia? Então agende uma avaliação com a Dra. Luciana Pepino para saber mais sobre as cirurgias plásticas e os procedimentos estéticos mais recomendados para você!

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).