Christian Louboutin: o encantador de sapatos

Saiba o que levou o designer a descobrir a vocação e a paixão por calçados femininos

O sonho de consumo de muitas mulheres é ter aquela fileira de sapatos intermináveis que ocupam grande espaço do guarda-roupa ou do closet, onde todos são organizados por modelo, cor e estilista. Porém, há uma grande parcela do público feminino que só deseja um par de sapatos, assinados pelo designer francês Christian Louboutin. O “universo Louboutin” é um dos mais requisitados nas passarelas internacionais, até mesmo em modelos de bolsas, mas são os calçados que levam à mulherada a loucura.

O interesse de Louboutin em calçados começou  na adolescência, quando ele trabalhava nos camarins do Folies-Bergère, salão localizado em Paris, popular pelas apresentações musicais. Ele ficou encantado com a habilidade das dançarinas em se manter horas e horas sobre os sapatos de salto, firmes e fortes, até mesmo quando se trocavam para a próxima performance. A partir daí, o designer fez da década de 80 um período de aprendizado, onde trabalhou para Charles Jourdan e virou pupilo do famoso estilista de calçados Roger Vivier.

Antes de se firmar no mercado, o designer trabalhou como freelancer de marcas famosas como Chanel, Maud Frizon e Yves Saint Laurent, com quem tem uma pequena rixa por causa do famoso e adorado sapato vermelho. Todo artista tem aquele momento de frustração e com Louboutin não foi muito diferente. No final da década de 80, ele abandonou o mundo fashion para trabalhar como paisagista e contribuiu com textos para a revista Vogue. As saudades dos sapatos bateram no início da década de 90, quando ele firmou a própria marca no mercado.

Sua primeira cliente foi nada mais, nada menos que Caroline, a princesa de Mônaco, que contribuiu para o engrandecimento da marca Louboutin ao dar um depoimento sobre o designer para um jornalista de moda, o que ajudou a aumentar as vendas dos sapatos. Depois de batalhar muito pelo seu espaço, hoje ele é consagrado e os calçados desenhados por ele são os mais desejados do mundo, independente do estilo. Antes, ele vendia 200 sapatos, agora a quantidade é incalculável.

Louboutin foi responsável em trazer de volta a tendência dos sapatos de salto stiletto, superaltos, com o objetivo de dar às mulheres a sensação de serem mais altas e muito mais sensuais por causa do efeito de pernas longas. O modelo vermelho consagrou o designer e atraiu o público feminino para as boutiques mais próximas para adquiri-lo. Mesmo com a clientela formada em grande parte por celebridades, ele raramente dispensa as coleções antigas e abusa das queimas de estoque.

A habilidade da mulherada em se manter firme nos sapatos de salto foi o ponto de partida que inspirou Christian Louboutin e o fez descobrir a vocação em desenhar modelos de um dos maiores sonhos de consumo do público feminino. Nas palavras dele, usar sapatos com salto é “um prazer com dor”. Quem é fã desse tipo de calçado sabe que, nem sempre, é confortável passar o dia inteiro com ele nos pés. Mas quem se importa quando é um par de Louboutin?

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).
  1. vera lucia dias disse:

    Gostaria que a Dr. Luciana enviasse agumas dicas sobre plásticas, aliás ciruagias plástica, pois gostaria de melhorar meu visual, minhas condições não são la grandes coisas, agente economisando, saláario defasado, mas um dia quem sabe estando ao meu alcance será um prazer me tratar melhor, com uma pessoa confiávelcomo vc.. bjsss com carinho..

    • Luciana Pepino disse:

      Oi, Vera. Infelizmente não é possível fazer a indicação de uma cirurgia por aqui. Como sempre digo, é de extrema importância que o paciente faça uma avaliação pessoal. Precisamos não apenas vê-lo pessoalmente, como também saber de seu histórico médico, entre outras informações essenciais. Assim podemos garantir o conforto e segurança de nossos pacientes.

      Não se trata de uma questão de informar valores ou não, e sim de agirmos com ética perante vocês e nossos pacientes. Tenho certeza de que compreenderá nossa posição. 🙂

      Abraços!