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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
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Body positive: entenda o movimento e sua importância

Movimento body positivity

Movimento body positivity promove a maior aceitação e autoestima com a aparência

Mesmo sem saber a origem e entender detalhadamente o que significa, você provavelmente já ouviu o termo body positivity em alguma momento, não é mesmo?

A tradução literal é “positividade do corpo” e é mais ou menos isso que o movimento prega mesmo, a libertação de padrões de beleza, estereótipos ou preconceitos relacionados à aparência.

A seguir conheça mais sobre o movimento body positive e qual a importância dele na atualidade.

Como surgiu o movimento body positivity?

É provável que a primeira vez que você ouviu falar em body positivity não faça tanto tempo assim, mas a ideia originou-se em 1996, com a fundação da organização The Body Positive Movement, fundada por Connie Sobczac.

O objetivo da iniciativa era promover o amor-próprio e a aceitação, visando combater a vergonha relacionada à aparência e também distúrbios e restrições alimentares que se intensificaram com exigências irrealistas do corpo, em especial no caso das mulheres.

Apesar de algumas décadas na ativa, o movimento ganhou maior expressão em 2015, com grande crescimento a partir da difusão da ideia nas mídias digitais, como pelo uso da hashtag #BoPo e também devido ao empoderamento feminino.

Por promover uma percepção mais positiva, honesta e realista do corpo, o movimento logo ganhou adeptas em todo o mundo que passaram a defender a sua proposta.

Atualmente, são diversas as pessoas – especialmente as mulheres, ainda que o movimento também englobe os homens – que usam as redes sociais para difundir esse pensamento positivo em relação ao corpo e aparência.

Entre as referências brasileiras em body positivity podemos destacar o empoderamento das seguintes personalidades:

  • Alexandra Gurgel, dona do canal no YouTube Alexandrismos iniciado em 2015 no qual ela fala sobre body positive. Ela também é autora do livro “Pare De Se Odiar – Porque Amar O Próprio Corpo é Um Ato Revolucionário”;
  • Ju Romano que fundou o blog “Entre topetes e vinis” em 2009 e desde então dá dicas de estilo e maquiagem para mulheres de todos os manequins;
  • Fluvia Lacerda é uma das primeiras modelos plus size do Brasil e usa seus espaços digitais para promover campanhas sobre body positive;
  • Carla Lemos, que criou o blog Modices para falar de estilo e beleza. O manequim 38 de Carla mostra que o movimento é para todos e ela faz questão de destacar a importância do body positive nas suas publicações.

Além de conhecer como surgiu e algumas referências atuais do body positivity é importante saber como o movimento transforma as nossas vidas. Confira!

Qual a importância do movimento?

Ainda não podemos afirmar que vivemos em um mundo nos quais os padrões estéticos foram suprimidos, mas podemos certamente falar que houve mudanças significativas nesse sentido e um dos precursores disso é o movimento body positivity.

A ideia do movimento é fazer com que as pessoas tenham uma melhor aceitação sobre a aparência, o que está relacionado ao corpo, mas também aos tipos de cabelos, tamanho do nariz, formato da boca e muito mais.

Portanto, a proposta não se refere apenas a combater a ideia de “corpo perfeito”, mas também diferentes elementos da aparência que por muito tempo foram considerados “feios” ou “fora dos padrões”.

O que é body positive

De fato, quando falamos de estética e padrões nos referimos normalmente a pequenos incômodos, mas para algumas pessoas essas exigências sociais geram limitações sociais severas.

Por exemplo, pesquisas revelaram que é frequente a associação de pessoas obesas com preguiça, falta de higiene e de autocuidado, tornando esse público altamente discriminado e, inclusive, com maiores dificuldades para conseguir emprego.

Uma das propostas do movimento é justamente uma aceitação mais positiva e gentil do próprio corpo, mas também a aceitação e respeito aos corpos alheios, o que é importante para reduzir a discriminação e os preconceitos.

Body positivity e mudanças

Um dos equívocos comuns quando falamos em body positivity é o entendimento de que o movimento é contra a mudança ou transformação dos adeptos.

O movimento fala em maior aceitação do próprio corpo e à necessidade de parar de associar saúde ao peso ou beleza com determinado manequim, mas ele também promove a maior satisfação pessoal.

Dessa forma, uma pessoa acima do peso pode sentir-se feliz com o próprio corpo e, ao mesmo tempo, ter como objetivo emagrecer. Esses sentimentos não são contraditórios, de acordo com a premissa da ação.

Da mesma forma, uma pessoa que está dentro do peso ideal, mas insatisfeita com o tamanho dos seios ou com depósitos de gordura localizada, pode estar feliz, mas almejar uma cirurgia plástica para sentir-se realizada com esses fatores.

O body positivity não é sobre conformismo com determinado aspecto da aparência, mas promove uma visão mais realista e gentil sobre ele.

A psicanalista Joana Vilhena Novaes, que é coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-Rio explica que é preciso respeitar as diferenças. “Celulite não é lindo, mas é natural, todo mundo tem. É preciso ter uma dimensão mais real, crítica e, ao mesmo tempo, verossímil”, explica a professora.

Portanto, a ideia é promover a autoaceitação, realismo e superação das discriminações baseadas na aparência.

 

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Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).