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Cremes anti-idades realmente funcionam?

Saiba de uma vez por todas se vale a pena investir em cremes para o rosto

Você já deve ter ficado babando por um daqueles cremes anti-idades supermodernos que prometem recuperar a pele, acabar com as rugas, fazer as manchas desaparecerem, restaurar a textura, aumentar a firmeza e mais um monte de benefícios que mais fazem o produto parecer a fonte da juventude do que um creme.

Diante de tantas vantagens, por qual motivo você deixaria o creme na prateleira em vez de levá-lo para casa? Muitas vezes, pelo preço.

Sabemos que os cremes anti-idade podem custar centenas de reais, e manter uma rotina de cuidados com a aplicação desses produtos todos os dias requer um investimento relevante.

Mas será que vale a pena mesmo dispender tanto dinheiro nos cremes anti-idade? A resposta certamente depende dos resultados que eles são capazes de entregar.

Mas será que esses produtos funcionam mesmo? Vamos descobrir isso de uma vez por todas.

A indústria de cosméticos e estética médica

As últimas duas décadas foram repletas de avanços para a área de pesquisa na indústria de cosméticos e de estética médica.

Foram desenvolvidos incontáveis novos produtos, com ativos inovadores, ingredientes modernos, formulações inéditas e muitos benefícios relacionados ao combate ao envelhecimento.

Um exemplo de produto desenvolvido por essa indústria é o filtro solar, que comprovadamente ajuda a prevenir o envelhecimento.

Para que o produto tenha efeito, é necessário que ele seja utilizado todos os dias, mesmo naqueles nublados ou chuvosos ou quando pretendemos passar o dia todo em ambientes fechados.

Isso acontece porque os raios UVA, responsáveis por causar danos às fibras de colágeno, atravessam a camada de nuvens e os vidros de janelas e automóveis.

Enquanto o filtro solar realmente é indispensável e promove um efeito comprovado cientificamente em relação à proteção da nossa pele contra os sinais do envelhecimento causados pelo sol, os cremes anti-idade não são assim tão unânimes no meio científico e entre os consumidores.

O que os cremes anti-idade conseguem fazer de verdade

De acordo com a própria Sociedade Brasileira de Dermatologia, os cremes anti-idade conseguem suavizar os sinais do envelhecimento cutâneo, melhorando a aparência da pele, mas esses efeitos têm um certo limite.

Infelizmente, esses produtos não conseguem reverter todos os sinais, sendo necessário recorrer a outros tipos de tratamento para obter o resultado desejado.

Isso significa que, ao utilizar um creme antienvelhecimento, você pode esperar alguns resultados específicos, mas já adiantamos que nenhum deles será “milagroso”.

Os cremes à base de ácido retinoico ou ácido glicólico, por exemplo, promovem benefícios como aumentar a firmeza da pele, melhorando sua textura, fechar os poros e suavizar algumas manchas causadas pela passagem do tempo.

Outros produtos, por sua vez, são capazes de estimular a produção de colágeno e elastina, ajudando a combater a flacidez resultante do envelhecimento.

Outro efeito dos cremes anti-idade que você certamente poderá notar é uma melhora na hidratação da pele. Em geral, esses produtos formam uma camada protetora sobre a superfície da pele que impede ou pelo menos diminui a perda excessiva de água.

Como resultado, você poderá observar uma pele com menos áreas de ressecamento, com uma textura mais suave e uma aparência mais viçosa.

Efeitos que os cremes anti-idade não são capazes de proporcionar

Por mais que os benefícios que vimos acima sejam reais e possam ser comprovados, os cremes anti-idade têm uma ação limitada em relação ao combate e à reversão dos sinais do envelhecimento.

Um exemplo disso é que nenhum creme consegue ter a mesma função do Botox® no combate às rugas. Enquanto a toxina botulínica é injetada diretamente no músculo que deverá ser paralisado, com a intenção de não mais formar determinada ruga quando o paciente faz uma expressão facial, os cremes não conseguem reproduzir esse efeito.

Isso também acontece em relação ao preenchimento facial, utilizado para suavizar rugas profundas que não podem ser tratadas com a toxina botulínica e para devolver o volume que algumas áreas do rosto podem perder com o passar do tempo.

Infelizmente, os cremes anti-idade ainda não possuem o poder de nivelar a superfície da pele de forma a preencher um sulco ou mesmo de repor o volume perdido pelas maçãs do rosto, por exemplo.

Os tratamentos são complementares

Então quer dizer que os cremes anti-idade não servem para nada? Não é nada disso! Como vimos acima, eles realmente são capazes de proporcionar benefícios à pele, só que esses efeitos são limitados.

Por causa disso, quando se trata do combate aos sinais do envelhecimento, muitas vezes a melhor opção é associar tratamentos cosméticos com procedimentos estéticos e, dependendo do caso, tratamentos cirúrgicos.

É fundamental manter uma rotina de cuidados com os cremes. Além do filtro solar com FPS 30 ou superior, que deve ser utilizado diariamente, é importante limpar a pele duas vezes ao dia para remover resíduos de suor e poluição.

Ainda, não se esqueça de remover completamente a maquiagem com um produto demaquilante antes de dormir, pois passar a noite com resíduos de base, lápis etc. Esses cuidados são necessários porque todos esses resíduos causam a obstrução dos poros e atrapalham a respiração da pele, favorecendo o surgimento de rugas e o aumento da oleosidade.

E, é claro, não deixe de consultar um médico especialista para saber quais tipos de cremes anti-idade são mais indicados para você. Afinal, eles podem ajudar na hora de suavizar manchas e melhorar a textura da pele, mantendo você jovem por mais tempo.

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Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).