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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
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Cor da pele: Você sabe o que define? A gente explica tudo

cor da pele

A origem dessa diferença está na melanina, o pigmento que dá cor à nossa pele. Entenda como funciona esse processo.

Você já se expôs ao sol alguma vez na vida na tentativa de conquistar uma pele mais morena? Ou você não pode nem passar perto do sol porque sua pele é extremamente clara, deixando aparecer os vasinhos, e você fica toda vermelha? Nessas ocasiões, você pode ter se perguntado por que não nasceu com a pele mais escura. A resposta para isso é a interação entre vários pigmentos, sendo que o principal deles é a melanina.

Melanina: a proteína que dá cor e protege a pele

A melanina é uma proteína de pigmentação é produzida em células especializadas chamadas de melanócitos. A partir de um aminoácido essencial chamado tirosina. Apesar de ser conhecida por fornecer a cor da pele, do cabelo e dos olhos, sua principal função é outra: a melanina é responsável por proteger nosso DNA dos efeitos prejudiciais causados pela radiação solar.

Os melanócitos são células que se localizam na epiderme e possuem dendritos, como se fossem “tentáculos”, que se estendem até a região mais superficial da epiderme, entrando em células chamadas de queratinócitos. Por meio desses prolongamentos, os melanócitos levam a melanina, que se associada a cerca de 30 queratinócitos, formando uma unidade epidérmico-melânica.

A produção de melanina dentro dos melanócitos acontece em organelas chamadas aparelho de Golgi. Onde o aminoácido tirosina é oxidado por meio da ação de uma enzima chamada tirosinase. Passando de incolor para um pigmento castanho. Esse pigmento se deposita dentro de pequenas vesículas chamadas melanossomas. Que são levadas pelos prolongamentos do melanócito até a superfície da epiderme.

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A melanina é uma proteína de pigmentação é produzida em células especializadas chamadas de melanócitos

Classificações da melanina

A melanina é composta por dois subtipos: a eumelanina e a feomelanina. A eumelanina apresenta cor castanha ou preta, enquanto a feomelanina é um pigmento de tom avermelhado ou amarelado. Ao se depositar no queratinócito, os grânulos de melanina exercem a função de evitar que a radiação ultravioleta cause lesões no DNA, sendo que a eumelanina é muito mais eficiente do que a feomelina para desempenhar esse papel.

Por causa disso, o câncer de pele é mais frequente em pessoas com cor da pele clara do que nas pessoas de pele escura, pois elas apresentam uma quantidade bem menor de eumelanina.

Outra classificação da melanina divide essa proteína em constitutiva e facultativa. A melanina constitutiva é aquela produzida sob o comando dos nossos genes, ou seja, é ela que determina nossa cor da pele natural, sem nenhum tipo de interferência. A melanina do tipo facultativa, por sua vez, é aquela produzida quando somos expostos aos raios ultravioletas ou pelo efeito de hormônios e do envelhecimento.

Assim, o efeito do bronzeado, por exemplo, é resultado da ação da melanina facultativa. Quando nos expomos à radiação solar, ocorre uma estimulação do nosso organismo para aumentar a produção da melanina de forma a conferir mais proteção ao nosso DNA. Mas a esse truque não é infalível: como todos sabemos, a exposição prolongada e contínua ao sol, principalmente desprotegida, pode originar o surgimento de câncer de pele.

Por que existem diferentes tons de pele?

As diferentes colorações da pele das pessoas é resultado das variações dos melanossomas, as vesículas que carregam a melanina até a camada mais superficial da pele. O tom da pele vai variar conforme o número, o tamanho e a distribuição dessas vesículas na nossa epiderme.

Esses aspectos variam de pessoa para pessoa de acordo com nosso código genético. Que é herdado de nossos pais, avós e demais antepassados. De forma geral, pessoas cujos antepassados vieram de regiões tropicais e de maior altitude (condições que favorecem a exposição aos raios ultravioleta) apresentam tom de pele mais escuro do que os descendentes de populações originárias de regiões subtropicais.

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As diferentes colorações da pele das pessoas é resultado das variações dos melanossomas.

Fototipos de pele: a Classificação de Fitzpatrick

Uma das classificações dos tons de pele mais famosas é a escala do dermatologista e diretor do Departamento da Escola de Medicina de Harvard Thomas B. Fitzpatrick, criada em 1976. Nessa escala, a cor da pele é classificada de acordo com a tendência da pessoa para se bronzear ou se queimar em função da exposição ao sol. Conheça os tipos:

  1. Pele muito clara (“celta”): sempre queima e nunca se bronzeia. É comum a presença de sardas. Os cabelos podem ser ruivos, castanhos ou loiros, enquanto os olhos costumam ser azuis, verdes, cinza ou âmbar. Muito sensível ao sol.
  2. Pele clara: queima com bastante frequência e raramente se bronzeia. Os cabelos podem ser claros ou escuros, enquanto os olhos podem ser azuis, verdes, castanhos, cinza ou âmbar. Sensível ao sol.
  3. Pele clara média ou morena clara: queima-se algumas vezes e frequentemente se bronzeia. Em geral, os cabelos são castanhos, enquanto os olhos podem ser azuis, verdes, castanhos, cinza, âmbar e, em raras ocasiões, pretos. A sensibilidade ao sol é normal.
  4. Pele escura média ou morena moderada (pele cor de oliva): raramente se queima, bronzeando-se com frequência. Os cabelos costumam ser castanho-escuro ou pretos, enquanto os olhos podem ser azuis, verdes, castanhos ou pretos. A sensibilidade ao sol é normal. Esse tipo de pele é comum nas pessoas da região do Mediterrâneo.
  5. Pele muito escura, parda ou morena escura: raramente se queima e sempre se bronzeia. Os cabelos são pretos, enquanto os olhos podem ser âmbar, castanhos ou pretos. A sensibilidade ao sol é baixa.
  6. Pele muito escura ou negra: essa pele não se queima e é totalmente pigmentada. Os cabelos e olhos são pretos, variando pouco na tonalidade. A sensibilidade ao sol é praticamente inexistente.

 

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Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).