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Dra. Luciana L. Pepino / Diretora Técnica Médica
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Na dieta, posso continuar comendo carne vermelha?

No intuito de emagrecer, pessoas substituem a carne vermelha da dieta por carne branca, mas será que a carne vermelha é a grande vilã quando o assunto é a busca pelo peso ideal?

O vilão desta história, infelizmente, acaba por ser a decisão tomada erroneamente. A carne vermelha, assim como outros alimentos, possui nutrientes essenciais para auxiliar no bom funcionamento do organismo humano. Um bom exemplo é o ferro, elemento este responsável pelo transporte de oxigênio das células, formação da hemoglobina no sangue e, além disso, um organismo deficiente em ferro tende a aumentar o risco de se adquirir anemia. Quando se decide substituir a carne vermelha pela carne branca, acreditando que estas são equivalentes em termos de nutrientes, mas que a primeira auxiliará no ganho de peso, erra-se mais uma vez. Na realidade, a quantidade de calorias presente em ambas, praticamente, não se difere.

A ingestão de carne vermelha durante a dieta, ainda que não seja muito bem vista aos adeptos da vigilância das calorias consumidas, é uma alternativa vista em algumas dietas específicas, como a “dieta das proteínas” e a “dieta do índice glicêmico”, que têm o objetivo de reduzir a ingestão de alimentos ricos em carboidratos, optando por aqueles que possuem um baixo índice glicêmico – como o arroz, feijão e a própria carne vermelha. E esta prática realmente funciona? Sim! Estudos recentes revelam que pessoas que passam a fazer dietas que permitem uma maior ingestão de alimentos com alto teor de proteínas, conseguem uma perda de, no mínimo, um quilo, se comparado à outras dietas.

Algo relevante a ser citado é que, tão importante quanto o tipo de carne escolhida, é sua forma de preparo. Não é correto se privar da ingestão da carne vermelha, desde que esta não traga malefícios no momento de ser consumida, como grandes quantidades de óleos e sal. Algumas dicas podem ajudar: ao invés de preparar uma carne frita, por exemplo, faça grelhada, ou assada, ensopada. Esta pequena mudança nos hábitos alimentares tornará o consumo da carne vermelha ainda mais saboroso, diferenciado e “sem culpa”.

É importante lembrar que, em toda dieta, alimentos diversificados são fundamentais. Desta forma, ainda que possua características benéficas à saúde, a ingestão exagerada da carne vermelha também pode ocasionar problemas futuros. Uma alimentação balanceada inclui, também, o consumo da carne branca, visto que esta, assim como a anterior, apresenta seus benefícios, como um menor índice de gordura, menos colesterol, possui ômega 3 (gordura benéfica para o coração, presente na carne do peixe). Assim sendo, não se espera que o indivíduo se apoie nos benefícios adquiridos por um tipo de carne em detrimento do outro, mas sim que altere entre dias e quantidades consumidas, por exemplo, um dia carne de frango, carne de peixe, em outro a carne vermelha, ou seja, variar o cardápio; relembrando que uma dieta balanceada prioriza não apenas uma ingestão adequada no quesito quantidade, mas também na qualidade e variedade dos alimentos.

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


CRM-SP 106.491 | RQE: 25827

  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).