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Tudo o que você precisa saber sobre o coletor menstrual

mulher segurando um coletor menstrual

O coletor menstrual é mais seguro, econômico e sustentável que os absorventes, mas muitas mulheres têm receio de utilizá-lo. Esclareça suas dúvidas sobre esse assunto!

Apesar de ser produzido industrialmente desde 1930 nos EUA, foi somente na última década que o coletor menstrual começou a chamar atenção das brasileiras, especialmente devido à divulgação boca a boca feita nas redes sociais.

Por isso, embora grande parte das mulheres já tenha ouvido falar sobre o copinho que coleta o sangue menstrual e pode substituir o absorvente, muita gente ainda tem várias dúvidas sobre o uso, a higiene e a segurança deste produto.

Com isso em mente, nós elaboramos este guia rápido com as principais informações que você precisa saber sobre esse assunto. Confira:

– O que é um coletor menstrual?

O coletor menstrual é uma espécie de copinho de silicone maleável que deve ser inserido na vagina para coletar o sangue proveniente da menstruação. Embora apresente diversas vantagens em relação aos absorventes, ele ainda é visto com certa desconfiança.

Para muitas mulheres, o fato de ser utilizado dentro da vagina faz com que o coletor seja considerado complicado de usar ou até mesmo perigoso para a saúde ou anti-higiênico. Porém, conforme conhecemos mais sobre ele, descobrimos que isso não é verdade.

mulher segurando um coletor menstrual rosa

– Mulheres que não iniciaram a vida sexual podem usar o coletor? Existem contraindicações?

O fato de ainda não ter tido relações sexuais com penetração não impede que a mulher utilize o coletor menstrual. Contudo, como o hímen é uma membrana muito delicada, ele pode sim ser rompido se o coletor não for inserido corretamente.

Além disso, o coletor é contraindicado durante o pós-parto e para mulheres que estejam com infecção urinária, vaginite, candidíase ou outras doenças da região íntima em curso.

– Como eu sei que está na hora de esvaziar o coletor menstrual?

O copinho se adapta à intensidade do fluxo e, por ficar aderido às paredes vaginais, não ocorrem vazamentos quando ele é inserido corretamente.

Em geral, mulheres com fluxo de leve a médio podem utilizar o coletor por até 12 horas, mas aquelas que têm fluxo intenso podem precisar esvaziá-lo antes disso – é necessário testar nos primeiros usos para descobrir.

De qualquer forma, esse período é bem maior do que o recomendado para a troca de absorventes externos (4 horas) e internos (de 4 a 8 horas), de modo que o coletor é ideal para ocasiões em que a troca pode ser inconveniente, como na praia ou durante uma viagem.

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– Como eu devo tirar o coletor menstrual?

Embora o coletor tenha um cabinho, você não deve puxá-lo por essa parte, pois isso causará dor. A forma correta de removê-lo é a seguinte: com as mãos limpas, insira o polegar e o indicador na vagina e aperte o fundo do coletor com um movimento de pinça.

Isso permitirá a entrada de ar, eliminando o vácuo. Em seguida, aperte o meio do copo para fazer uma dobra e diminuir seu tamanho, de forma que ele não toque na bexiga ou na uretra quando você puxá-lo e, assim, não cause incômodos.

– Como deve ser feita a limpeza do coletor?

Assim que retirá-lo do canal vaginal, o sangue deve ser descartado no vaso sanitário e o coletor menstrual deve ser lavado com água e sabão neutro. Seque o copinho e insira-o novamente.

Caso seu período menstrual tenha acabado, o coletor deve ser fervido em água por 5 a 7 minutos e guardado até o próximo ciclo.

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– Não é perigoso usar um objeto dentro da vagina?

O coletor menstrual é feito de silicone de grau médico e não oferece perigo se estiver limpo e for inserido e retirado corretamente. Como esse material é hipoalergênico, o coletor ainda uma alternativa a mulheres alérgicas aos absorventes.

Além disso, não há registros de casos de síndrome do choque tóxico relacionados ao uso do copo menstrual, diferente do que acontece com os absorventes internos.

– É muito difícil colocar o coletor?

Nas primeiras vezes, é normal sentir certa dificuldade para inserir o coletor menstrual na vagina, mas, com um pouco de prática, o processo se torna mais simples. Para isso, a mulher pode ficar sentada com as pernas afastadas ou em pé com uma perna erguida.

O coletor deve ser dobrado como uma das opções da imagem (as dobras em caracol e C costumam ser mais fáceis) e inserido na vagina. Você pode usar um lubrificante para facilitar esse processo. Lá dentro, ele vai se desdobrar e se adaptar ao formato das paredes vaginais.

formas de dobrar um coletor menstrual
fonte: pinterest

– É verdade que o coletor menstrual é anti-higiênico?

Não. Desde que a mulher lave as mãos antes de colocar ou retirar o coletor e ele seja lavado entre cada uso e esterilizado entre um ciclo e outro, o copinho não oferece nenhuma ameaça à manutenção da higiene.

Além disso, apesar de o sangue menstrual ainda ser um tabu, trata-se de um sangue limpo e natural. Enquanto o coletor não tiver sido removido, o sangue não terá entrado em contato com as bactérias, de modo que ele não apresenta odores desagradáveis.

Ainda, pelo fato de não ter contato com os microrganismos e a umidade da vulva, diferente do que acontece com o absorvente, o coletor menstrual diminui o risco de infecções. Vale lembrar que a mulher pode fazer suas necessidades fisiológicas sem retirá-lo.

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– O coletor é mais econômico e sustentável que os absorventes?

Sim. Embora o custo inicial de um coletor seja bem mais alto do que o custo de uma embalagem de absorventes, ele é reutilizável e tem vida útil de 5 a 10 anos. Assim, ao fim desse período, a mulher terá economizado.

Além disso, o uso do coletor menstrual reduz a quantidade de lixo: estima-se que cada absorvente leva 100 anos para se decompor e que mais de 10 bilhões de unidades são descartadas na natureza todos os anos. Por isso, o coletor é muito mais sustentável.

Você já usa o coletor menstrual? Como foi sua experiência? Tem interesse em conhecê-lo? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).