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Selfie para redes sociais

A aparência e o mundo digital: qual a influência?

Relação entre redes sociais e beleza existe, mas movimentos visam derrubar padrões estabelecidos!

Com um mundo cada vez mais conectado, a relação entre redes sociais e beleza fica evidente, principalmente entre jovens das gerações millennials (1980 até 1995) e Z (1995 até 2010) que estão entre os mais conectados.

Ainda que as redes sociais e internet tenham uma influência sobre a aparência, podemos lembrar que já faz décadas que o padrão de beleza das modelos, atrizes e famosas em geral influenciam milhões de mulheres.

Mesmo que o público feminino já tenha conheça essa realidade é relevante saber como a expansão da internet interfere na relação entre redes sociais e beleza. Confira!

Qual a relação entre redes sociais e beleza?

Devido à importância e urgência do assunto, a relação entre redes sociais e beleza já foi tema de pesquisas. Uma delas foi conduzida pela ONG inglesa Girlguiding que entrevistou mais de mil meninas entre 11 e 21 anos.

A constatação foi preocupante, pois a influência do mundo virtual mostrou-se mais danosa do que o esperado.

Para 33% das entrevistas uma preocupação era a comparação das próprias vidas com as de outras pessoas nas redes sociais e como esse hábito afetava negativamente o bem-estar delas.

Além disso, a falta de diálogo e companheirismo dos pais também incomodava essas jovens.

Para 47% os pais tinham consciência de como o mundo digital causava uma pressão nas jovens, mas apenas 12% afirmou que havia uma preocupação dos responsáveis em relação a isso.

Verifica-se assim que apesar da consciência de como a relação entre redes sociais e beleza pode ser prejudicial, principalmente entre às jovens mulheres e adolescentes, os pais não tem uma participação ativa em reduzir essa pressão.

Para muitas jovens esse incômodo nasce da comparação com a vida alheia e a percepção de que a vida das outras pessoas é sempre mais feliz ou satisfatória do que as delas mesmas.

Qual a influência das influencers?

Um dos fatores mais críticos desse cenário é que essas jovens não são afetadas apenas por conteúdos produzidos por meninas da mesma idade ou do mesmo círculo de amizades.

Atualmente, as redes sociais viabilizaram um novo fenômeno, o do influencer digital.

Uma pessoa que atua profissionalmente em produzir conteúdo digital, como vídeos, fotos, podcasts ou textos e muitas delas se voltam para área de beleza e moda.

Ainda que muitas influencers ensinem truques de maquiagem, combinações de roupas, reaproveitamento de peças e outras dicas legais, não são incomuns as que constroem a audiência com base na ostentação cotidiana, com viagens e roupas de luxo e também com um corpo que reproduz os padrões de beleza consolidados.

Dessa forma, jovens sem o suporte educacional ou familiar são expostas a um ideal de beleza e de vida que não condiz com a realidade cotidiana, afinal, o grupo de pessoas que conquista o sucesso por meio das redes digitais é seleto.

E qual seria a solução? Em primeiro lugar a compreensão de familiares e amigos quanto ao que essas jovens enfrentam e as consequências sociais e emocionais disso.

Muitas pessoas saem das redes sociais na tentativa de reduzir essa influência, mas a indicação é que elas consigam lidar com essas questões em vez de “fugir” delas, inclusive com suporte especializado quando necessário.

Busca por aparência nas redes sociais

Existe um movimento em direção à promoção da autoestima?

Um aspecto a ser exaltado é que a internet é ampla e democrática, de forma que existem muitas pessoas e influencers também criando um conteúdo mais inclusivo e de auto aceitação.

Para pessoas que estão insatisfeitas com conteúdos que exigem uma feminilidade exacerbada ou um padrão de beleza inalcançável, essas influencers exaltam as diferentes formas de beleza.

Esse movimento em direção à liberdade estética feminina está cada vez maior, com modelos e artistas postando fotos naturais, como com celulites e estrias a mostra e sem maquiagem, o que acontece com todas nós.

Portanto, ainda que exista sim uma preocupante influência entre as redes sociais e beleza influenciando principalmente mulheres mais jovens outros movimentos ressaltam a beleza individual e fora dos padrões consolidados.

Como ficam as cirurgias plásticas nesse cenário?

Uma questão polêmica nesse cenário são as cirurgias plásticas. Afinal, elas servem para alcançar esse padrão de beleza ou promover o bem-estar e autoestima?

Podemos afirmar que, atualmente, a cirurgia plástica está muito mais associada à promoção da autoestima e satisfação pessoal.

A avaliação de um procedimento desse tipo envolve fatores psicológicos e emocionais, considerando se a paciente deseja essa intervenção por ela mesma ou para agradar terceiros.

Esse critério é muito importante na indicação do procedimento pela cirurgiã plástica que entende que uma cirurgia plástica só deve ser realizada quando é desejo pessoal da paciente e que o resultado buscado está associado ao bem-estar dela.

Portanto, fazer uma cirurgia plástica não significa se render a relação entre redes sociais e beleza, buscando uma estética inalcançável, mas sim realizar um sonho que promova mais felicidade e satisfação pessoal.

Por essa razão é fundamental escolher uma cirurgiã plástica de confiança e que entenda essas questões.

Agende agora a sua consulta!

Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.


Dra. Luciana L. Pepino.

Diretora Técnica Médica

CRM-SP: 106.491

RQE: 25827

Membro da ISAPS – International Society of Aesthetics Plastic Surgery

Membro da ASPS – American Society of Plastic Surgeon

Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica SBCP

Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte – MG

Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte – MG

Formada em Medicina pela faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte – MG

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