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Corrija as cicatrizes

Pode ser a marca de uma queda quando criança, de um acidente de carro, de uma cirurgia mal feita ou até da cesariana: as cicatrizes podem contar a história do corpo, mas nem toda história precisa ser contada. Elas são formadas quando o corpo repara uma lesão, mas como cada organismo reage de uma forma diferente, nem sempre esse reparo é bem feito. São vários os fatores que influenciam na forma e no volume que a marca terá: o local do corpo, idade, sexo, etnia, saúde da pele etc. Cirurgicamente, no entanto, é possível disfarçar bastante as cicatrizes e, em alguns casos, até mesmo deixá-las praticamente imperceptíveis – no entanto ela não pode ser completamente apagada. O resultado, entretanto, vai depender muito, também, do tipo de cicatriz.

 

Tratamentos podem ser combinados à remoção cirúrgica

 

Basicamente, no procedimento cirúrgico a cicatriz é completamente removida e refeita com pontos internos de forma a ficar o mais uniforme possível em relação ao tom e à textura da pele. Bons candidatos à correção de cicatrizes são pessoas saudáveis, sem acne ou qualquer doença de pele na área em foco e que não fumem, independente da idade. Dependendo do tipo, outros tratamentos podem ser associados à remoção cirúrgica, como placas de silicone, massagens e produtos tópicos, curativos compressivos ou injeções de corticoides aplicadas a cada 15 dias no interior da cicatriz. No caso das queloides, pode ser usada ainda a Crio cirurgia, com nitrogênio a uma temperatura muito baixa, e a Beta terapia, uma radioterapia superficial que tem efeito apenas sobre a pele e dura cerca de dez sessões, começando um dia ou dois após a retirada cirúrgica.

 

Conheça os tipos de cicatrizes

 

As queloides são aquelas que não param de crescer por causa de uma hiper produção de colágeno, ficando endurecidas, firmes e avermelhadas, podem também apresentar coceira. São mais comuns em negros e asiáticos, principalmente onde a pele é mais espessa, como o tórax. Já as hipertróficas são semelhantes às queloides, mas cuja espessura melhora com o tempo apesar de continuar larga. As discrômicas são as que ficam mais escuras (hipercrômicas) ou mais claras (hipocrômicas) que a pele – mas não são uma “fase” da cicatrização, quando cerca de 1 ano e meio depois da cirurgia elas ficam em tom mais escuro. Há ainda as alargadas, que parecem muito com estrias e costumam ficar logo abaixo da pele, principalmente onde ela é mais tensionada.

 

Cuidados após a correção são essenciais para um bom resultado

Seja qual for o tipo, entretanto, o pós-operatório é muito importante para que o resultado seja o melhor possível. Alguns cuidados especiais são necessários, mas não chega a ser preciso se afastar do trabalho. As atividades físicas, entretanto, devem ser interrompidas por uma semana em média, o uso de filtro solar é obrigatório principalmente nos primeiros 30 dias – e só após esse período é que haverá indicação de banho de sol. Também é preciso ser realista e ter paciência: o resultado definitivo só aparecerá após um ano de concluída a correção de cicatrizes.

Autor do Conteúdo

Foto DR. Luciana

| DRA. LUCIANA LEONEL PEPINO


  • Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP.
  • Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte (MG).
  • Formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG).