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Anestesias usadas em cirurgias plásticas

Anestesias usadas em cirurgias plásticas

Uma das principais preocupações de boa parte dos pacientes que chegam aos nossos consultórios é sobre as anestesias usadas em cirurgias plásticas.

Embora a história da anestesia dentro da medicina remonte aos dias da antiga Babilônia, Egito e Grécia, a evolução das técnicas trouxe uma série de avanços para o conforto e a segurança dos pacientes.

Hoje, a anestesia, em suas variações, é aplicada nas mais diversas técnicas cirúrgicas – inclusive no setor de procedimentos estéticos e de correção.

A escolha por um tipo específico está ligada a uma série de fatores. Por isso, ter uma comunicação franca com o seu cirurgião é fundamental. Dessa forma é possível sanar quaisquer dúvidas ou preocupações.

Então continue lendo para saber mais sobre anestesias usadas em cirurgias plásticas.

Tipos de anestesias usadas em cirurgias plásticas

  • Anestesia Local;
  • Anestesia Regional ou Bloqueio;
  • Sedação;
  • Anestesia Geral.

A função da anestesia dentro de qualquer processo cirúrgico é manter o paciente confortável e livre de dor durante o procedimento. Os tipos comuns de anestesia incluem:

1) Anestesia local

Considerado um dos principais tipos de anestesias usadas em cirurgias plásticas, é indicada justamente para casos menos extensos e de curta duração – como blefaroplastia, minilipo, ninfoplastia e procedimentos minimamente invasivos.

Sua administração se dá através da injeção direta do anestésico na região que será abordada. Complicações são bem raras – sendo mais comuns quando o paciente apresenta hipersensibilidade a alguma das substâncias. Por isso conversar com seu médico sobre alergias é fundamental.

O paciente pode permanecer acordado e atento às atividades durante o procedimento. Ou o especialista pode combinar esta anestesia com a sedação, para garantir que o paciente se sinta mais confortável e relaxado.

2) Anestesia regional ou bloqueio

A anestesia regional é mais indicada para adormecer uma área maior do que a local pode suportar.

A substância é aplicada em um nervo, plexo nervoso ou na região da medula espinhal. Seu principal diferencial é que ela pode ser aplicada em doses menores, que anestesiam áreas maiores.

Elas se diferem da seguinte forma:

  • Bloqueios tronculares: é utilizado um anestésico local para bloquear somente um nervo. É muito indicada para as cirurgias da mão ou dos dedos;
  • Bloqueio de Plexo: bloqueio de um conjunto de nervos, como o plexo braquial. É mais utilizada em cirurgias dos membros superiores (braços, cotovelos, ombros e mãos);
  • Bloqueios Espinhais: aplicação de medicação na medula espinhal, causando o adormecimento do abdômen e membros inferiores. Um dos exemplos mais conhecidos deste tipo é a peridural ou raqui, usualmente aplicadas durante o parto.

3) Sedação

A sedação pode ser aplicada sozinha ou associada às técnicas acima – isso é determinado conforme a extensão e a duração de cada cirurgia.

Ela é administrada por via intravenosa, oral ou inalação e em diferentes níveis: mínima, moderada e profunda.

Vale reforçar que a sedação tem como objetivo apenas proporcionar conforto ao paciente durante o procedimento, deixando-o mais relaxado ou sonolento. O especialista pode ainda incluir alguma medicação para a retirar a dor.

4) Anestesia geral

Mais aplicada em procedimentos de natureza mais extensa, esta forma de anestesia impede que o paciente sinta qualquer tipo de dor ou desconforto durante a cirurgia. Ele permanece adormecido e não recordará do processo mais tarde.

As substâncias utilizadas neste caso são administradas via injeção intravenosa ou inaladas. Este costuma ser o tipo mais temido entre os pacientes devido à sua extensão, já que ela afeta o corpo completamente.

Sua aplicação é a mais indicada para procedimentos como a abdominoplastia, mastopexia, mamoplastia redutora, lifting facial ou quando há associação de técnicas tornando o procedimento cirúrgico mais extenso.

Vale ressaltar que, embora existam diferentes tipos de anestesias usadas em cirurgias plásticas, o equipamento utilizado para monitorar suas funções vitais permanece o mesmo.

Ele fornece à equipe médica informações para monitorar o paciente com relação a fluxo sanguíneo, temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, oxigenação, fluidos corporais e ventilação. Isso ajuda a reduzir os riscos de complicações durante a cirurgia.

Como é a recuperação de anestesias usadas em cirurgias plásticas

Náusea e vômitos são reações adversas muito comuns em pacientes que passaram por uma anestesia. Após a cirurgia, os efeitos serão revertidos lentamente, na sala de recuperação do centro cirúrgico.

Durante este tempo o paciente permanece monitorado, até que seu quadro se estabilize e ele receba a liberação para o quarto ou alta.

Caso ele apresente estes sintomas ou sinta algum nível de dor, é importante informar o médico ou enfermeiro, para que ele providencie alguma medicação para contornar esse desconforto.

O tempo de recuperação está relacionado ao tipo de anestesia aplicada – mas o ciclo costuma durar de uma a seis horas.

No geral, os cirurgiões recomendam um período de internação que varia de 12h a 24h, com o objetivo de aguardar o período necessário para garantir a segurança do paciente com relação aos anestésicos e sedativos utilizados.

Após este período e tendo recebido alta médica, é importante que o paciente conte com um acompanhante, que possa providenciar o retorno para casa e qualquer assistência necessária neste primeiro momento.

As restrições também podem incluir a proibição de conduzir veículos, equipamentos operacionais ou tomar decisões legais nas primeiras 24 horas.

O médico fornecerá uma lista de instruções pós-operatório, que deve ser seguida à risca para reduzir o risco de complicações ou prejuízos aos resultados.

Como seu médico determina as anestesias usadas em cirurgias plásticas como a sua

Seu médico optará por um ou mais tipos de anestesia conforme o procedimento que será realizado, baseado na sua segurança e conforto.

Uma cirurgia mais extensa exigirá uma anestesia mais potente, como a geral. Independente do tipo de anestesias usadas em cirurgias plásticas escolhido em sua cirurgia, um anestesista estará disponível durante todo o procedimento para administrar a medicação e monitorar seus sinais vitais.

Todas as dúvidas sobre anestesias usadas em cirurgias plásticas costumam ser abordadas durante a consulta inicial com seu cirurgião plástico. Então agende já a sua consulta com a Dra. Luciana Pepino e conheça qual a anestesia e técnica que melhor se aplicam às suas expectativas.

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Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.


Dra. Luciana L. Pepino.

Diretora Técnica Médica

CRM-SP: 106.491

RQE: 25827

Membro da ISAPS – International Society of Aesthetics Plastic Surgery

Membro da ASPS – American Society of Plastic Surgeon

Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica SBCP

Residência em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte – MG

Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José – Belo Horizonte – MG

Formada em Medicina pela faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte – MG

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