Aceitação do Corpo: o que é beleza?

A beleza não é única, e algumas vozes estão começando a surgir contra esse padrão

Desde muito cedo, as meninas observam as mensagens que estão nas revistas, nas novelas, nos filmes, nos desfiles, nos comerciais de televisão etc. e se deparam com um padrão de corpo feminino que não é exatamente o que encontramos nas ruas.

Essas mulheres “da mídia” costumam ostentar uma aparência perfeita, com formas esculpidas e esguias, o rosto perfeito e os cabelos voando ao vento.

Todas essas imagens a que somos expostas dia após dia nos fazem desenvolver uma consciência coletiva do chamado “padrão de beleza”, ou seja, o conjunto características que classificam uma pessoa como bonita ou não.

Invariavelmente, acabamos percebendo que não nos encaixamos perfeitamente nesse padrão – afinal, temos tantas origens diferentes no Brasil!

A partir disso, começamos a apresentar um descontentamento com a nossa imagem, que quase sempre persiste pela adolescência (muitas vezes trazendo muitos problemas emocionais) e nos acompanha pela vida adulta.

Porém, precisamos nos questionar: será que só existe um tipo de beleza? Aliás, o que é beleza? Será que a beleza está mesmo definida em um conjunto de regras e é impossível ser bonita e se sentir bonita caso você não atenda a todos os requisitos?

A resposta para isso é não! A beleza não é um padrão único e imutável, e ninguém precisa estar perfeitamente dentro do que se convencionou a ser considerado belo para ser bonita. Afinal, você mesma deve conhecer muitas mulheres maravilhosas que não têm exatamente o “corpo de modelo”, não é mesmo?

O que é beleza?

A beleza não se define por um corpo alto, magro, com curvas presentes mas não exageradas, cabelos esvoaçantes e um rosto perfeitamente simétrico. Isso pode ser chamado de “padrão” ou mesmo de “meta impossível”, mas não de “beleza”.

A beleza está na harmonia, nas proporções e também nas características que nos tornam únicas! Uma silhueta com formas harmônicas chama atenção e nos desperta admiração, mesmo que a pessoa não seja extremamente magra – afinal, o que importa é o conjunto do corpo.

Às vezes, até mesmo aquela característica que não segue exatamente o padrão faz parte da nossa beleza. Neste caso, podemos pensar na Gisele Bündchen, cujo nariz pode ser considerado protuberante, mas nem por isso não é bonito – inclusive é um dos traços que a fazem ter uma beleza tão estonteante.

Porém, é difícil ter isso em mente quando nos deparamos com tantas imagens de modelos com as quais não nos identificamos.

Justamente por isso, algumas vozes estão começando a surgir, mesmo dentro da mídia e indústria da moda, alertando a sociedade sobre a importância de se reconhecer outros tipos de beleza.

Um documentário a favor da beleza real

 

Você já ouviu falar no documentário “Straight/Curve!”? Essa obra, que tem estreia prevista para o dia 21 de junho na plataforma Epix, se trata de uma mensagem sobre a aceitação do próprio corpo envolvendo a redefinição dos padrões de beleza dos tamanhos considerados “ideais” pela indústria da moda.

O documentário questiona esses conceitos por meio de debates a respeito do body shaming (quando alguém é hostilizado por causa de suas formas) e chama atenção para a falta de diversidade de biótipos nas passadas e na mídia.

Alguns dados sobre o padrão de beleza

Na própria sinopse, a obra expõe o fato de 90% das mulheres e meninas não se sentem representadas pela indústria fashion e pela mídia, e o conteúdo que elas consomem diariamente faz com que elas se sintam desprezíveis e desvalorizadas.

Outros dados relevantes citados pela produção do documentário são:

  • 70% das adolescentes definem seu corpo ideal conforme o que elas veem nas revistas de moda;
  • Apenas 5% das mulheres possuem naturalmente o tipo de corpo geralmente exibido na mídia;
  • 91% das mulheres estão insatisfeitas com seus corpos e fazem dietas para tentar alcançar a forma ideal;
  • Estima-se que a indústria do emagrecimento vai faturar 650 bilhões de dólares este ano no mundo todo.

A partir dessas constatações, Straight/Curve! examina o funcionamento da indústria e os obstáculos responsáveis por essa crise na autoimagem e procura mostrar pessoas relevantes no mundo fashion que lutam por trazer mais diversidade de tamanhos, raças e idades para esse mercado.

Vozes relevantes no mercado fashion

Straight/Curve! foi construído a partir de entrevistas com pessoas de destaque no universo plus size, incuindo as modelos Iskra Lawrence, Denise Bidot, Charli Howard e Philomena Kwao.

No documentário, elas falam sobre suas percepções de mudanças na indústria da moda e contam sobre suas experiências pessoais, relatando as dificuldades que enfrentaram por causa de seus corpos.

Dessa forma, o documentário se autodelega a missão de mudar o padrão das imagens a que somos expostas e promover um movimento para redefinir os padrões de beleza irreais e perigosos que a nossa sociedade ainda cultura.

Ok, entendi, mas mesmo assim não estou satisfeita

Aceitar seu próprio corpo não significa que você tenha que conviver para sempre com uma característica que faz você se sentir insegura ou desconfortável com você mesma.

Aceitar o próprio corpo quer dizer que você não vai fazer sacrifícios extenuantes ou colocar a sua saúde em risco em prol de uma meta inatingível.

Fazer uma cirurgia plástica, fazer uma reeducação alimentar ou mesmo um tratamento estético são atitudes válidas para nos sentirmos mais bonitas e mais confortáveis com a nossa aparência.

Porém, sempre devemos ter em mente que eles são recursos para ajustar alguns detalhes quando nós temos esse desejo, e não para nos encaixarmos em um padrão de beleza inalcançável.

Procure a Dra. Luciana Pepino para um bate papo. Ela vai poder tirar todas as suas dúvidas e te ajudar a entender melhor o seu corpo. Além de ser cirurgiã, em sua clínica de cirurgia plástica ela tem outros procedimentos estéticos que podem te ajudar.

 

CTA Ainda tem duvidas